domingo, 19 de setembro de 2010

Extirpando o DEM o PT deverá fazer a maior bancada na Câmara Federal




PT deverá fazer maior bancada na Câmara


"As projeções indicam que o PT, o PSDB, o PSB e o PCdoB crescem; o PMDB, o PDT, o PP, o PTB, o PPS e o PV sofrem pequenas oscilações para baixo ou para cima; e perdem o DEM e o PR"


Quatro projeções diferentes mostram que PT deverá eleger a maior bancada na Câmara nas eleições



A duas semanas das eleições gerais surgem os primeiros cenários para a Câmara dos Deputados. Pelo menos quatro projeções com as futuras bancadas já foram divulgadas: l) do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), 2) do professor David Fleischer, da UnB, 3) da consultoria Patri, e 4) da consultoria Arko Advice.

As projeções indicam que o PT, o PSDB, o PSB e o PCdoB crescem; o PMDB, o PDT, o PP, o PTB, o PPS e o PV sofrem pequenas oscilações para baixo ou para cima; e perdem o DEM e o PR.

Veja quadro comparativo em Congresso em Foco.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Golpe Tucano 3: Empresário que denuncia Israel Guerra na Folha acabou de sair da cadeia


Empresário que denuncia Israel Guerra na Folha acabou de sair da cadeia


A Folha de S. Paulo de hoje (16.09) estampa uma foto de meia página (E3) de Rubnei Quícoli, apresentado como “empresário” e representante da empresa EDRB do Brasil S/A, de Campinas (SP). Embaixo da foto dele, em pose de CEO de grupo multinacional, a mesma Folha SP informa que Quícoli foi condenado em processos movidos pela Justiça de São Paulo pelos crimes de receptação e coação. Uma das penas foi por desvio de uma carga de 10 toneladas, produto de roubo. A outra, por receptação de moeda falsa. Em 2007, informa a FSP, Quícoli passou dez dias na cadeia.

A FSP recorre ao depoimento deste homem – que identifica como “consultor” – para acusar, sem provas, a ministra-chefe da Casa Civil, e seu filho Israel, de terem pedido dinheiro da empresa EDRB para liberar um empréstimo do BNDES e para a campanha da candidata Dilma Rousseff.

O absurdo é que, na entrevista (pág E3) é o próprio Quícoli quem afirma que o dinheiro teria sido pedido por Marco Antonio Oliveira, ex-diretor dos Correios, demitido recentemente, e não por Erenice ou Israel Guerra.

Fala Quícoli: “Ele (Marco Antonio) falou que precisava de R$ 5 milhões para poder pagar a dívida lá que a mulher de ferro tinha”. Acrescenta Quícoli: “O Marco Antonio é que pediu. Eu falei: Eu não vou dar dinheiro nenhum. Eu estou fazendo um negócio que é por dentro e estou me sentindo lesado.”

Segundo o “consultor”, foi Marco Antonio quem afirmou que “Israel bloqueou a operação (no BNDES). Quícoli também afirma que Israel não lhe pediu dinheiro: “O Israel nunca pediu nada, porque eu não dei chance. Eu não sabia que ele era filho da Erenice. Soube pelo Marco Antonio.”

Sobre a ministra, à época secretária-executiva da Casa Civil, o “consultor” afirma: “Ela se colocou num patamar assim: Vou ver onde eu coloco isso”. Ela concordou que a Chesf seria e empresa recomendada (para avaliar o projeto de energia solar) porque está no Nordeste. Nessa condição, ela agiu corretamente.”

A Folha reforça: “Segundo eles, ela ouviu sobre o projeto e se propôs a fazer a ponte entre a EDRB e a Chesf (Companhia Hidroelétrica do São Francisco), estatal geradora de energia. “Nesse dia, ela [Erenice] propôs o quê? Viabilizar o projeto dentro da Chesf. [...]”

Conforme informado à FSP, ontem (15), representantes da empresa KVA Elétrica (e não da EDRB), foram recebidos na Casa Civil, em 10 de novembro de 2009, pelo então assessor especial da Secretaria-Executiva. Segundo a FSP, ambas empresas são representadas por Quícoli. Os empresários apresentaram um perfil da empresa e tecnologias para a produção de energia solar na região Nordeste. Nenhum encaminhamento ou pedido foi derivado desta audiência. Nem Erenice Guerra, nem o ex-assessor da Casa Civil, Vinícius Castro, participaram da audiência.

“Empresário” fonte da Folha acabou de sair da cadeia

Alguns elementos para tentar entender essa nova denúncia da Folha:

1. Segundo informações da própria Folha, o acusador Rubnei Quícoli já foi condenado duas vezes em São Paulo (por interceptação de carga roubada e por posse de moeda falsificada). E em 2007 passou dez meses preso. O fato de antecipar as denúncias sobre sua fonte não absolve o jornal. Pelo contrário, é agravante. Quando uma pessoa com tal currículo faz uma denúncia, é praxe de qualquer jornalismo sério ouvir as denúncias e exigir a apresentação de provas.

2. A única prova que o tal consultor apresenta é um email marcando audiência na Casa Civil e que tem o nome de Vinicius Oliveira no C/C . Todo o restante são acusações declaratórias. Nenhum juiz do mundo tomaria como verdade acusações desacompanhadas de provas, de um sujeito que acaba de sair da cadeia.

3. O jornal não explica como um sujeito com duas condenações criminais, que passou dez meses na prisão dois anos atrás, pilota um projeto de R$ 9 bilhões. É apostar demais na ignorância dos leitores.

4. O BNDES é um banco técnico, constituído exclusivamente por funcionários de carreira trabalhando de forma colegiada. É impossível a qualquer pessoa – até seu presidente – influenciar a análise do comitê de crédito. Essa informação pode ser facilmente confirmada com qualquer ex-presidente do banco, de qualquer governo. É só conversar com o Luiz Carlos Mendonça de Barros, Pérsio Arida, Antonio Barros de Castro, Márcio Fortes – que foram presidentes durante o governo FHC. A ilação principal da reportagem – a de que o projeto de financiamento foi recusado pelo BNDES depois da empresa ter recusado a assessoria da Capital – não se sustenta. Coloca sob suspeita uma instituição de reconhecimento público fiando-se na palavra de um sujeito que já sofreu três condenações na Justiça e três anos atrás passou dez meses preso.

5. Existem empresas de consultoria que preparam projetos para o BNDES e cobram entre 5 a 7% sobre o valor financiado. É praxe no mercado. Confundir essa taxa com propina é má fé. Segundo o empresário que denunciou, Israel apresentou uma proposta de acompanhamento jurídico de processos da empresa, que acabou não sendo assinado. Tudo em cima de declarações.

Ninguém vai negociar propostas ocultas em reuniões formais na Casa Civil, à luz do dia. Só faltava.

Fonte: http://www.sejaditaverdade.net

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Datafolha aponta Dilma com 51% e Serra com 27%


Datafolha aponta Dilma com 51% e Serra com 27%


Rio, 16 de setembro 2010 - Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (16) mostra a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, com 51% das intenções de voto. O candidato do PSDB, José Serra, aparece com 27%, e Marina Silva, do PV, tem 11%, segundo o levantamento.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo".

Considerando a margem de erro da pesquisa, de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, Dilma pode ter entre 49% e 53%. Serra pode ter entre 25% e 29%, e Marina, entre 9% e 13%.

Dentre os outros candidatos – Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Plínio (PSOL), Rui Costa Pimenta ( PCO) e Zé Maria (PSTU) - nenhum atingiu 1% das intenções de voto. De acordo com a pesquisa, brancos e nulos somam 4%, e indecisos, 7%.

Foram realizadas 11.784 entrevistas em 423 municípios da segunda-feira (13) à quarta-feira (15). A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 30014/2010.

Na pesquisa anterior do Datafolha, divulgada na última sexta-feira (10), Dilma aparecia com 50%, Serra, com 27%, e Marina, com 11%.

Votos válidos

Considerando apenas os votos válidos, ou seja, descontando brancos e nulos, a petista alcança 57%, o tucano, 30%, e a candidata do PV, 12%.

Segundo turno

Na simulação de segundo turno feita pelo Datafolha, Dilma aparece com 57%, e Serra, com 35%. Brancos e nulos seriam 5%, e indecisos, 4%.


Fonte G1, Gráfico G1

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Ex-traficantes, jovens procuram PMs em UPPs para emprego formal









Ex-traficantes, jovens procuram PMs em UPPs para obter emprego formal


Por Thiago Feres


Rio, 14 de setembro de 2010 - A implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) está mudando radicalmente a vida de jovens que antes faziam parte do mundo do crime. Com a migração dos chefes do tráfico das comunidades ocupadas para outras áreas, ‘ex-soldados’ têm procurado policiais militares ou presidentes de associações de moradores, com a expectativa de viver longe da clandestinidade. Foram os casos de dois rapazes do Morro do Andaraí, cuja UPP foi inaugurada no dia 28 de julho, que deixaram para trás armas e drogas e agora buscam emprego novo e formal.

Ainda esta semana, o comandante das UPPs, coronel Robson Rodrigues, e o secretário estadual de Assistência Social, Ricardo Henriques, devem se reunir com o objetivo de elaborar um programa específico para incluir de forma imediata no mercado de trabalho jovens que deixaram o tráfico armado.

“Passei seis anos no tráfico. Perdi as contas de quantas vezes troquei tiros com a polícia, e vi meu primo ser executado do meu lado, na Rua Sá Viana. Agora, quero um emprego, um futuro diferente”, disse Paulinho da Caçapava, 22 anos, como é conhecido na comunidade. “Mesmo sabendo que ganharei bem menos do que os R$ 600 semanais da época do crime, estou disposto a recomeçar para poder sustentar meus dois filhos”.

O tenente Joacir Virgílio, subcomandante da UPP do Andaraí, foi o primeiro a conversar com um outro jovem, R., 20, que tomou a mesma decisão. “Já vínhamos procurando o R. desde a nossa chegada, devido ao alto número de denúncias enviadas pelos próprios moradores. Um dia perguntei sobre o paradeiro a uma senhora, que estava ao lado da mãe dele. Ela, então, foi até em casa e voltou com o R., que pediu a nossa ajuda”, contou.

O caso ocorreu na semana passada. R. foi levado à 20ª DP (Vila Isabel), onde verificou-se que não havia mandado de prisão contra ele. Por isso, acabou liberado e agora procura um emprego. Ontem, inclusive, entregou um currículo num supermercado da região. Pai de um filho de dois anos e com a namorada grávida de dois meses, R. espera que, com o dinheiro conquistado de forma digna, consiga arcar com as despesas familiares. Mesmo assim, o medo de sofrer qualquer tipo de represália dos antigos ‘chefões’ do crime no Morro do Andaraí continua.

“Prefiro não aparecer em fotos. Tem bairros da cidade que não frequento. Tenho medo de morrer”, limitou-se a dizer o rapaz.

A mãe dele, Edna Avelino, 47 anos, afirmou que “foi a última a saber que o filho fazia parte do tráfico de drogas”. Responsável pela criação do filho único, ela revelou que, depois de apresentar R. aos policiais, passou toda aquela noite em claro, ao lado do filho, pensando nas consequências da decisão. “Temia que nada daquilo que nos haviam dito fosse cumprido”.

Agora, o tenente Joacir Virgílio e lideranças comunitárias distribuem currículos dos dois jovens na expectativa de empregá-los o quanto antes. “Já vivenciamos a mesma experiência no Borel, Cantagalo e Ladeira dos Tabajaras”, destacou o coronel Robson Rodrigues. “Todos esses meninos, com alto risco social, estão sendo identificados e serão logo beneficiados com o novo programa. Buscaremos parcerias”, acrescenta.

A Secretaria Estadual de Assistência Social já conta hoje com sete Centros de Referência da Juventude, responsáveis por ministrar cursos de capacitação para quem abandona o tráfico.

Distância, coração apertado e lágrimas

Com lágrimas nos olhos, a mãe de R. se emociona ao falar das dificuldades para criar o filho e da mudança de comportamento dele após ingressar no tráfico. “Ele sempre foi carinhoso. Todas as noites, antes de dormir, me desejava boa noite e me dava um beijo. Isso parou de acontecer de repente”, recordou Edna.

A certeza do envolvimento do filho no tráfico veio na fase de preparação do terreno para a instalação da UPP. A casa da família chegou a ser minuciosamente revistada por policiais, após denúncias anônimas. “Meu coração ficou apertado”.

Diante da presença policial, o filho passou a morar com o pai, no bairro de Vila Valqueire, só retornando para a comunidade semana passada.

AfroReggae: ‘resgate’ em todas as favelas

O coordenador do Grupo AfroReggae, José Júnior, acredita que a retirada de jovens da criminalidade não pode depender exclusivamente das UPPs. Para ele, é preciso que o governo atue da mesma forma em pontos ainda dominados pelo poder paralelo. Ainda segundo ele, o AfroReggae sempre ‘resgatou’ meninos do crime e nunca precisou da presença policial.

“Aprovo essa iniciativa, mas ela não pode ser restrita. Nos próximos dias, estou para fazer o primeiro grande resgate numa favela pacificada”, adianta.

Sexta-feira, policiais subirão o Morro do Salgueiro para a inauguração do policiamento comunitário local. Serão cerca de 140 PMs que passaram por estágio operacional em batalhões da capital e esta semana participam de visitas a outras comunidades ocupadas e de uma reciclagem sobre os conceitos da UPP.

Ontem, os PMs assistiram a uma palestra do atual comandante da UPP do Andaraí, o capitão Victor de Souza. Até o fim do mês, será a vez de o Morro do Turano receber sua UPP. Lá, o efetivo será de cerca de 170 policiais

Quenianos conhecem iniciativas do Rio

Uma delegação de 11 autoridades de Quênia — entre eles três governadores de província e comandantes de polícia — está no Rio para conhecer projetos sociais ligados à segurança pública. Os visitantes africanos vão conferir como é o trabalho de programas como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e Delegacias de Dedicação Integral ao Cidadão (Dedic). Eles percorrem hoje o Morro Santa Marta, em Botafogo, e visitam a 13ª DP (Copacabana). Ontem, a comitiva esteve no Centro Cultural Waly Salomão, em Vigário Geral, sede do AfroReggae.

“Eles vieram conhecer programas de prevenção à violência e de apoio à juventude. Vamos mostrar para eles o trabalho das Dedics, UPPs, Proerd e Papo de Responsa, desenvolvido em conjunto com o AfroReggae”, conta Jéssica Oliveira, subsecretária de Ensino e Programa de Prevenção da Secretaria Estadual de Segurança.

No AfroReggae, a comitiva foi recebida pelo policial civil Beto Chaves, um dos coordenadores do projeto Papo de Responsa, que conscientiza jovens sobre problemas como drogas, violência e crimes na Internet.

Colaboraram Diogo Dias e Paula Sarapu

Fonte O Dia Online


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