Magistrado é aquele que, intimamente convencido, independente de forças externas ao processo que exijam a condenação, absolve ainda que colidindo com a vontade dessa maioria; e, igualmente condena, ainda que todos clamem pela absolvição de um réu, fundamentando sua decisão, em ambos os casos, de forma trasnparente como a imagem que se vê através de um espelho de cristal. Não fazendo dessa forma, é apenas alguém que ocupa uma das funções sociais mais importantes para a democracia, de forma ditatorial, pequena e arbitrária. Magistrado é aquele que se tiver que colocar condenados em liberdade, quando a prisão não apresenta condições mínimas para a execução da pena com dignidade humana, não teme fazê-lo diante da opinião pública ou midiática. Já aconteceu isso algumas vezes no Brasil. Sem advogados não existe democracia, é correto. Mas sem magistrados, ela nem nasce, e, se nascer, morre ao primeiro suspiro. No Brasil, regra geral, quando a mídia aponta para um juiz, ele é magistrado é a está contrariando. Quando não é, é Moro.
Sou filho de um momento terno entre a Terra e o Sol, amante da Vida e da Poesia e afilhado do Tempo. O Amor é meu companheiro de viagem, junto com a Indignação. Tenho ao meu lado, como guia a Liberdade. O mundo é um caminho regido pelo Destino e sustentado pela Eternidade, por onde ando e encontro pessoas e mestres e em cada dia que passa uma nova lição. Sou aquele a quem a Vida ama e que ama a Liberdade. Paulo da Vida Athos Esse é o pseudônimo de PRAD
Mostrando postagens com marcador Juiz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Juiz. Mostrar todas as postagens
domingo, 2 de abril de 2017
sábado, 17 de maio de 2014
O Juiz que julgou os Orixás...
O juiz que julgou os Orixás...
Um juiz federal aqui no Rio de Janeiro disse que o Candomblé e a Umbanda não são religião, por não ter um livro escrito e por não ter deus. Isso não é juiz e nunca será magistrado. É um fundamentalista religioso. E preguiçoso. Disse não existir "hierarquia", provando desconhecer o que é um babalawo, uma yalorixa, um ogã, um pedigã, uma yalaxé, uma ekedji, um yaô. Não sabe o que são os búzios, os opelês e as parábolas de suas caídas, não sabem quem é Ifá. Nunca ouviu falar na Casa Branca, em Estela de Oxossi, nem em Menininha do Gantois. Queria encontrar um "texto-base", uma "Bíblia", escrito pelo povo yorubano, dahomeano, banto ou nagô. Inculto, e pouco dado ao estudo, não sabe que toda tradição religiosa afro e afro-brasileira é oralística. Hodiernamente (e isso a partir dosúltimos 100, 120 anos), é que pessoas e grupos estão historiando e catalogando a tradição de minha religião. Tirando da oralidade o que podem, menos os verdadeiros mistérios da iniciação, o roncó, os fundamentos que o povo, que não faz parte do povo do santo, que não deu obrigação, não tem mesmo como saber. Para ele não temos também Deus. Ele, que nunca ouviu a língua do povo do santo, a língua dos orixás, a língua falada na costa, nas senzalas e, hoje, nos terreiros, que atravessa milênios, sempre chamou Deus de Olorum, Zâmbi, Orumilá, e outros nomes que não se confundem com Ogum, Oxóssi, Xangô, ou Oxum, que são orixás. Para ele, juiz que não gosta de ler, fora do português, Deus só se for God ou Dio, por ser pronunciado com línguas que a casa grande entende. Mas ele é nada diante da força e do Poder que vem do Orum, e certamente não é nada também para mim, para o Povo do Santo, e muito menos para os Orixás. (David de Oxossi-Paulo R. de A. David)
Um juiz federal aqui no Rio de Janeiro disse que o Candomblé e a Umbanda não são religião, por não ter um livro escrito e por não ter deus. Isso não é juiz e nunca será magistrado. É um fundamentalista religioso. E preguiçoso. Disse não existir "hierarquia", provando desconhecer o que é um babalawo, uma yalorixa, um ogã, um pedigã, uma yalaxé, uma ekedji, um yaô. Não sabe o que são os búzios, os opelês e as parábolas de suas caídas, não sabem quem é Ifá. Nunca ouviu falar na Casa Branca, em Estela de Oxossi, nem em Menininha do Gantois. Queria encontrar um "texto-base", uma "Bíblia", escrito pelo povo yorubano, dahomeano, banto ou nagô. Inculto, e pouco dado ao estudo, não sabe que toda tradição religiosa afro e afro-brasileira é oralística. Hodiernamente (e isso a partir dosúltimos 100, 120 anos), é que pessoas e grupos estão historiando e catalogando a tradição de minha religião. Tirando da oralidade o que podem, menos os verdadeiros mistérios da iniciação, o roncó, os fundamentos que o povo, que não faz parte do povo do santo, que não deu obrigação, não tem mesmo como saber. Para ele não temos também Deus. Ele, que nunca ouviu a língua do povo do santo, a língua dos orixás, a língua falada na costa, nas senzalas e, hoje, nos terreiros, que atravessa milênios, sempre chamou Deus de Olorum, Zâmbi, Orumilá, e outros nomes que não se confundem com Ogum, Oxóssi, Xangô, ou Oxum, que são orixás. Para ele, juiz que não gosta de ler, fora do português, Deus só se for God ou Dio, por ser pronunciado com línguas que a casa grande entende. Mas ele é nada diante da força e do Poder que vem do Orum, e certamente não é nada também para mim, para o Povo do Santo, e muito menos para os Orixás. (David de Oxossi-Paulo R. de A. David)
Assinar:
Postagens (Atom)
Postagens mais visitadas
-
Rosalia Lombardo é uma criança de 2 anos de idade que morreu...
-
Problemas de restauração com um Sony Vaio? * Tive um problemão com meu Vaio VGN-FW140AE. Mas serve para todos os modelos ao que percebi e, ...
-
'Não vejo feiúra nele', diz dona do cão mais feio do mundo Manco, caolho, banguela e sem pêlos, Gus venceu a premiação de 2008. ...
Omulu e Obaluaê, duas, faces, um mesmo misterio
Omulu e Obaluaê Duas faces de um mesmo mistério A primeira verdade talvez seja esta: no Candomblé e nas religiões afro-diaspóricas, “verd...