sexta-feira, 6 de abril de 2018

Dicionário Político Brasileiro - Manifestoche




Dicionário Político Brasileiro

Manifestoche
substantivo masculino

1.
membro de antiga milícia psdb-pmdb, orign. formada por escravos da elite brasileira comandada pelo Mercado e a grande mídia conservadora, também chamados de coxinhas, pertencente à classe C que ascenderam à classe média, e antigos membros da classe média que se achavam ricos, e foram convertidos ao capitalismo como nova classe rica e acabaram desempregados e ainda perderam direitos trabalhistas e previdenciários, que ajudaram a dar o Golpe de 2016 e passaram a perseguir Lula e o petismo por ordem da elite econômica do Brasil, para reimplantar o neoliberalismo que não conseguiram em razão de 4 derrotas eleitorais.
2.
Componente de Ala da Escola de Samba Paraíso do Tuiuti em 2018.

3.
O mesmo que manifantoche

4.
Pessoa desprovido de inteligência que obedece aos comandos da Rede Globo de Televisão, como um cão segue seu dono.

5.
Indivíduo carente de conhecimento da História

6.
Antipetista/antilulista

7.
Pato do pato da FIESP

8.
Eleitor de Bolsonaro

9.
Asno



Edição: P.D.Athos – 06/04/2018

quinta-feira, 15 de março de 2018

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Proibicionismo e Ignorância

Um conhecido meu, durante uma conversa sobre "caos na segurança pública do Rio de Janeiro", saiu com essa pérola:

-"Enquanto tiver quem compre (drogas), não acaba o tráfico".

A ignorância é até escusável, mas apenas naqueles casos em que o ignorante não tem fontes ou meios de sair dela. É mas esse não é, absolutamente, o caso desse conhecido.

Ignorante, mas podendo sair do obscurantismo, ao revés prefere nele manter-se e, para piorar, passa a emitir opinião sobre temas científicos com relação aos quais não tem a mais singela intimidade, apenas pautado em seu achismo.

Poderia responder dizendo que enquanto tiver quem use energia elétrica sua transmissão não acaba, o que não ē tão óbvio, mas daria no mesmo, seria tão irrelevante quanto o que ele afirma e não acenderia uma lâmpada que o tirasse do escuro.

Ele disse algo elementar: se ninguém compra algo esse algo não gera lucro.

Mas isso não é o caso da existência do tráfico de drogas e suas danosas e mortais consequências. O que då vida ao træfico é a proibição.

Quando a cocaina, a maconha, a heroína e o ópio eram usados livremente pela humanidade, tanto quanto o tabaco e o álcool o comércio existia e era pacífico.

Geravam lucros comuns ao mercado e à economia.

A informação mais antiga de proibição que me vem â memória, foi da declaração de guerra da Inglaterra à China porque a China proibiu que os ingleses vendessem seu ópio por lá, em 1839.

À época o ópio representava metade das exportações inglesas para a China.

Quando surge o proibicionismo dando vida ao tráfico da cocaína e da maconha, ou do álcool por breve período de pouco mais de uma década nos EUA, o volume de dinheiro arrecadado pela narcotraficância não passou despercebido pela economia, nem pelo crime.

Al Capone é icônico no que diz respeito ao tráfico do álcool e da riqueza gerada pela proibição. Quem não ouviu falar do velho Al?

Pois é...

A única conclusão possível não é que "o tráfico existe porque tem quem compre" (essa é uma opinião tão acanhada e pequena quanto o conhecimento sobre o tema, de quem a emite).

O correto é afirmar que o tráfico existe porque existe a proibição.

Não fosse a proibição, a cocaina, o ópio, a heroína e a maconha, poderiam estar com sua produção, uso e comércio, regulamentados, como o álcool e o tabaco, no botequim mais perto de você, sem gerar dinheiro para a compra de um fuzilzinho sequer.

Sem o proibicionismo e, por extensão, sem o trafico dele oriundo, o resultado primário é que em nossas favelas, hoje chamadas de "territórios" ou "comunidades", seriam apenas bairros ou locais onde moram pessoas mais pobres que ainda não tiveram possibilidade, ou vontade, de encontrar um local melhor para morar.

Simples assim.

Sem esse papo também pequeno de que isso facilitaria os viciados. Ora, nem todos os que bebem álcool se tornam alcoólatras, assim como nem todos que usam o tabaco estão livres dos danos físicos ou mentais provocados pelo alcatrão.

E se viciarem-se, problema deles! Como qualquer alcoólatra ou bêbedo na rua: se não comete um crime, é direito deles acabarem com suas vidas com qualquer drogas, inclusive com crack.

Isso é respeito constitucional ao princípio da individualidade.

O que não é plausível é continuar vendo a proibição financiar fuzis para o tráfico por ela produzido, e ouvir calado ignorantes culpando quem usa drogas pela existência de tráfico.

O que é inaceitævel, é ver esses fuzis matarem uma criança por dia.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Companhia
















Companhia



Sim,
a saudade é isso mesmo,
essa presença da ausência
de um lugar,
de uma pessoa,
de um pedaço de nós
que ficou no caminho.


Um sentimento,
uma sensação de alma,
um perfume de lembrança
que surge do nada,
de uma esquina
por onde não mais passamos,
de um cheiro que a brisa trouxe.

Quem sente saudade tem lembranças,
quem tem lembranças tem recordações
e quem tem recordações,
é rico!

Sinto ternura por todas as minhas saudades.




Rio, 03/01/2012
Paulo da Vida Athos

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

É Natal.

Mesmo que não quisesse, é Natal.  Tudo me mostra isso.  Ligo a TV e logo as propagandas me dizem que é Natal.  Nas ruas, nas árvores iluminadas, na fachada dos shoppings e das casas, o piscar de milhares de lâmpadas me dizem que é Natal.

De resto, não vejo grandes diferenças.  As pessoas andam estressadas, o trânsito cada vez mais engarrafado, o som urbano invade tudo com seu concerto de buzinas, sirenes, conversas e megafones, a única coisa que parece mudar é que tudo se acelera um pouco mais nessa época, que tem mais gente nas ruas e menos mendigos nas calçadas.

Claro que não me iludo quanto à redução de mendigos. 

É praxe dos governos expulsarem seus mendigos, sua população de rua, esse tipo de gente que atira na nossa cara o despudor de nossa indiferença diuturna durante o restante do ano. 

A cidade precisa estar limpa para receber o espírito do Natal e os turistas e esses espíritos de porco não vão sujar nossa paisagem.

Então é Natal.  Não tem como não ser. 

Tanto brilho nas ruas, tantas luzes a iluminar nossas noites, milhões delas se somam àquelas que conhecemos dos outros dias, é lindo de se ver!  Então aquela árvore na Lagoa, hein?  Belezura!  Todo mundo em volta, todas as noites, uma festa! 

Shoppings cheios, restaurantes lotados, ruas repletas de caros e calçadas também, mostrando como estamos bem de vida, que a noite é nossa, que somos bárbaros! 

Verdade.  Tudo isso, é verdade.  Principalmente isso: somos bárbaros...

Sabemos da covardia praticada contra os moradores de rua, não apenas contra os mendigos, para desestimular sua presença. 

São retirados na marra, a força, na porrada, são jogados em ônibus cedidos pelos quadrilheiros que nos roubam diariamente em suas roletas, e largados bem longe, até em outras unidades federativas, ou, na versão econômica, pressionam para que essa gente que com sua existência sujam os bairros da zona sul e da orla procurem bairros em que turistas jamais passarão.  Não podem poluir nossa paisagem.

Isso tudo é e sempre foi, Natal.

Claro, a TV mostra a missa do galo, a conversa fiada de nossos governantes, o caô de nossos religiosos, o programa do Roberto Carlos, o papai noel do shopping,  a ceia dos famosos, o amigo oculto dos artistas, essas coisas que nos provam todo ano que finalmente chegou o Natal.

Mostrar o amigo oculto é mole, quero ver é mostrar o inimigo oculto. 

Mostrar que 90% do policiamento está a serviço dos hotéis e do turismo, nas zonas nobres da cidade, que nosso subúrbio e regiões mais pobres ficam ao abandono, os roubos, chacinas e vítimas inocentes da guerra aos pobres que nos enganam chamando de guerra ao tráfico.

Quero ver é mostrar o movimento em nossos hospitais, o abandono da periferia, a covardia que fazem com nossas crianças nas prisões que criamos para elas em razão de nossa incapacidade crônica de exigir dos governantes que as crianças pobres exerçam o direito a educação, à saúde e à moradia, escritas na Constituição da República.

Quero ver é essa gente cristã de araque que grita a favor da redução da menoridade penal mostrar a cara no horário da missa do galo para falar dos ensinamentos de Jesus.    

Sabe aquela frase “deixai vir a mim as criancinhas?”, essa gente cristã mudou o nome do SAM para FUNABEM e FEBEM, depois para FUNDAÇÃO CASA, imbuídos pela prática de sua religiosidade. 

Ou seja: a tal frase acima eles colocaram em prática mandando nossas crianças para o inferno.

Mas isso eles não mostram.  Não porque seja Natal.  Não mostram nem assumem que apoiam, não é por vergonha também. 

É por insensibilidade mesmo, por desumanidade, porque não aprenderam o mais simples dos ensinamentos, que é amar.

Rio, 23/12/2014.

Paulo da Vida Athos


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