Sou filho de um momento terno entre a Terra e o Sol, amante da Vida e da Poesia e afilhado do Tempo. O Amor é meu companheiro de viagem, junto com a Indignação. Tenho ao meu lado, como guia a Liberdade. O mundo é um caminho regido pelo Destino e sustentado pela Eternidade, por onde ando e encontro pessoas e mestres e em cada dia que passa uma nova lição. Sou aquele a quem a Vida ama e que ama a Liberdade.
Autorizamos publicação de nossos textos, desde que citada a fonte e autor.
RIO, 18/12/2009 - As duas sessões na Câmara de Vereadores que aprovaram a nova taxa de iluminação pública no Rio de Janeiro foram canceladas nesta quinta-feira, em caráter liminar, pela juíza Georgia Vasconcellos da Cruz, da 7ª Vara de Fazenda Pública. Ela acolheu uma ação cautelar que alega que as sessões não foram comunicadas à população, como manda o regimento interno da Câmara.
Segundo o advogado Victor Rosa Travancas, autor da ação, o projeto foi incluído na ordem do dia sem prévia comunicação no Diário Oficial, ferindo o princípio da publicidade, previsto na Constituição.
- Os cidadãos interessados não sabiam com antecedência da data da votação e os vereadores, mesmo percebendo o erro, aprovaram o projeto - argumentou o advogado, que agora pretende entrar com uma ação popular contra a Câmara e a prefeitura.
Na decisão, a juíza afirma que houve ofensa ao artigo 181 do regimento interno, ao se permitir que um "projeto de lei instituidor de tributo de constitucionalidade duvidosa" fosse aprovado de maneira clandestina. Segundo a vereadora Clarissa Garotinho (PMDB), um dos três votos contrários ao projeto, para viabilizar a cobrança da taxa em 2010, a Câmara terá que votar novamente o texto até o fim do ano, agora seguindo todos os trâmites legais.
O presidente da Câmara, vereador Jorge Felippe (PMDB), não foi encontrado para comentar a decisão. Já o prefeito Eduardo Paes, que ainda não sancionou o projeto, disse que só vai se manifestar quando for notificado oficialmente.
Segundo cálculo feito antes da decisão judicial pelo vice-presidente da Fecomércio, Antônio Florêncio Queiroz, membro do Conselho de Consumidores da Light, a arrecadação com a nova taxa poderia chegar a R$ 252 milhões no primeiro ano. Ele fez a projeção a partir da média de consumo de luz no município, usando dados da Light referentes a novembro. Queiroz lembra que o valor é muito superior às necessidades da RioLuz - que receberá o repasse dos recursos - para investir em iluminação pública. Considerando a arrecadação prevista, a taxa deve gerar uma receita extra anual para a Light de R$ 7,5 milhões. "
Fonte O Globo.
O que a Justiça fez foi jogar luz sobre o apagão moral de nossos representantes. Cabe ao povo, agora, se mobilizar e, principalmente, divulgar a lista com os nomes dos vereadores que aprovaram a nova taxa de iluminação pública, para que eles não sejam mais reeleitos, e ela, a taxa, não seja aprovada.
Brasil: combata a violência policial no Rio e em São Paulo
Execuções extrajudiciais comprometem a segurança pública
Rio de Janeiro, 8 de dezembro, 2009
Policiais do Rio de Janeiro e de São Paulo recorrem à força letal de forma rotineira, frequentemente cometendo execuções extrajudiciais e exacerbando a violência nos dois estados, afirmou a Human Rights Watch em relatório lançado hoje.
O relatório de 134 páginas, "Força Letal: Violência Policial e Segurança Pública no Rio de Janeiro e em São Paulo", examinou 51 casos nos quais policiais teriam executado supostos criminosos reportando em seguida que as vítimas haviam morrido em tiroteios enquanto resistiam à prisão.
As polícias do Rio e de São Paulo juntas matam mais do que 1.000 pessoas por ano em supostos confrontos. Embora alguns desses casos de homicídios cometidos pela polícia após suposta "resistência" sejam atos de legítima defesa, muitos outros são execuções extrajudiciais, concluiu o relatório.
"A execução extrajudicial de suspeitos criminosos não é a resposta ao crime violento," disse José Miguel Vivanco, diretor da divisão das Américas da Human Rights Watch. "Os moradores do Rio e de São Paulo precisam de um policiamento mais eficaz e não de uma polícia mais violenta."
Homicídios ilegais cometidos pela polícia acabam por minar os esforços legítimos nos dois estados de combate à violência do crime organizado fortemente armado. No Rio, essas facções são em grande parte responsáveis por uma das mais altas taxas de homicídios do hemisfério. Em São Paulo, apesar da redução da taxa de homicídios na última década, a violência das facções criminosas também constitui uma grande ameaça.
A Human Rights Watch obteve provas críveis em 51 casos de "resistência" que contradizem as alegações dos policiais de que as vítimas teriam morrido em tiroteios. Por exemplo, em 33 casos, provas forenses não eram aparentemente compatíveis com as versões oficiais sobre o ocorrido? inclusive 17 casos nos quais os laudos necroscópicos demonstram que a polícia atirou nas vítimas à queima roupa. Os 51 casos não representam a totalidade do número de possíveis execuções extrajudiciais, mas servem como indicativo de um problema mais amplo, concluiu o relatório.
O relatório também se baseia em entrevistas detalhadas com mais de 40 autoridades da justiça criminal inclusive promotores e procuradores importantes que vêem as execuções extrajudiciais cometidas pela polícia como um grave problema nos dois estados.
Dados estatísticos governamentais apoiam a avaliação dos promotores de que o problema é generalizado:
* As polícias do Rio e de São Paulo mataram mais de 11.000 pessoas desde 2003. * O número de homicídios cometidos pela polícia do Rio atingiu o nível recorde de 1.330 em 2007 e em 2008 o número de homicídios era o terceiro mais alto, atingindo 1.137 homicídios. * O número de homicídios no estado de São Paulo, embora seja menor do que no Rio, também é comparativamente alto: por exemplo, nos últimos cinco anos, a polícia do estado de São Paulo matou ao todo 2.176 pessoas, número maior do que as mortes cometidas por policiais em toda a África do Sul (1.623) no mesmo período de cinco anos, sendo que a África do Sul possui taxa de homicídio bem maior do que São Paulo.
O elevado número de homicídios cometidos pela polícia é ainda mais dramático ao lado dos comparativamente baixos números de civis feridos não fatalmente e de óbitos policiais.
* O Comando de Policiamento de Choque da Polícia Militar de São Paulo matou 305 pessoas no período de 2004 a 2008, deixando apenas 20 feridos. Em todos esses supostos "tiroteios", a polícia sofreu um óbito. * No Rio, a polícia em 10 áreas, cada uma sob responsabilidade de um batalhão da polícia militar, foi responsável por 825 homicídios classificados como "autos de resistência" em 2008 sofrendo, no mesmo período, um total de 12 óbitos policiais. * A polícia do Rio prendeu 23 pessoas para cada pessoa que mataram em 2008 e a polícia de São Paulo prendeu 348 para cada vítima fatal. Comparativamente, a polícia dos Estados Unidos prendeu mais de 37.000 pessoas para cada vítima fatal em supostos confrontos no mesmo ano.
"Policiais são autorizados a usar força letal como último recurso para se protegerem ou protegerem outros," afirmou Vivanco. "Mas a noção de que esses homicídios seriam cometidos em legítima defesa ou seriam justificados pelos altos índices de criminalidade, é insustentável."
Além dos muitos homicídios após "resistência" cometidos todos os anos por policiais durante o expediente, policiais matam mais centenas enquanto atuam fora do expediente, frequentemente quando agem como membros de milícias no Rio e em grupos de extermínio em São Paulo.
Os policiais responsáveis por homicídios no Rio e em São Paulo raramente são levados à Justiça. A causa principal dessa falha crônica de responsabilizar os policiais em casos de assassinatos, o relatório afirmou, é que os sistemas de justiça penal dos dois estados atualmente dependem quase que inteiramente de investigadores da polícia para resolver esses casos.
A Human Rights Watch conclui que policiais frequentemente tomam medidas para acobertar a natureza real dos homicídios após "resistência". Além disso, investigadores da polícia geralmente não tomam as medidas necessárias para determinar a verdade dos fatos, garantindo dessa maneira que não se possa determinar a responsabilidade criminal nos casos e que os autores dos crimes permaneçam impunes.
"Enquanto couber às polícias investigar a si mesmas, essas execuções continuarão e os esforços legítimos de combater a violência nos dois estado serão enfraquecidos," disse Vivanco.
O relatório apresenta recomendações para as autoridades do Rio e de São Paulo para reduzir a violência policial e melhorar a aplicação da lei. A recomendação central é a criação de unidades especializadas dentro dos Ministérios Públicos Estaduais para investigar homicídios após "resistência" e garantir que os policiais responsáveis por execuções extrajudiciais sejam responsabilizados criminalmente.
O relatório também detalha medidas que as autoridades estaduais e federais deveriam tomar para maximizar a eficácia dessas unidades especiais, dentre elas:
* Exigir que os policiais notifiquem o Ministério Público sobre homicídios após "resistência" imediatamente após o ocorrido; * Estabelecer e rigorosamente implementar procedimentos para a preservação da cena do crime que impeçam que policiais realizem falsos "socorros" e outras técnicas de acobertamento; * Investigar possíveis técnicas de acobertamento, inclusive falsos "socorros", e processar criminalmente os policiais que assim atuarem.
Para ler "Força Letal: Violência Policial e Segurança Pública no Rio de Janeiro e em São Paulo," favor visitar: http://www.hrw.org/node/87056
Para maiores informações sobre o trabalho da Human Rights Watch sobre o Brasil, favor visitar: http://www.hrw.org/americas/brazil
Para maiores informações, por favor entrar em contato com:
No Rio de Janeiro, José Miguel Vivanco (Inglês, Espanhol), Daniel Wilkinson (Inglês, Espanhol) e Fernando Delgado (Inglês, Português) pelos telefones: +55 21 8789-3893 e +55 11 7026-2887
Amanheceu assim o céu do Rio de Janeiro. Durante a noite choveu, espantando os dias azuis de calor que já estavam aborrecendo o verde e as flores.
Hoje não poderia ser diferente.É a primeira vez que, para espanto da Vida, você não está.
Nem os pardais que invadem minha cozinha e enchem o ar com sua alegria, tiveram vontade de fazer algazarra.
Há um ar de desencanto e de saudade em toda parte, eu sinto.Há qualquer coisa pungente que mexe com a gente, que desarmoniza as horas, que desenha uma lágrima em nós.
Sei que é justamente isso que você não gostaria.Mas fica difícil, meu irmão.
Difícil imaginar um mundo despido de sua alegria , de seu amor, de sua voz.
Você chegou a minha vida da mesma forma que na da maioria das pessoas que conheceu: pelos braços da Música.Ela veio junta e, como a Vida também me ama, mandou que você me trouxesse um grande amor.Meu grande amor.
Lembro bem a data, 29 de outubro de 1976.Havia muita música no ar naquele dia, era um festival de canções.
Com o grande amor que veio com você, tive mais dois grandes amores: Juliana e Pedro.
Os anos foram passando.Muitos foram nossos momentos juntos: e invariavelmente com a presença dela, da Música, que sempre foi o grande amor de sua vida e o presente sempre presente com que você nos brindava.
Pois é, meu irmão, é mesmo da porra falar de você usando o pretérito.
Mas é o trem da Vida que, um dia conversando, falei pra você que não parava nas estações.Não para mesmo.E fico muito puto em ocasiões como essa.
Não fui ao seu velório, não vou ver cremarem seu corpo, não vou a nenhuma dessas missas que reúnem pessoas de tempos em tempos, essas ocasiões em que o defunto está lá e a maioria dos presentes nem tão presentes assim...
Aprendi com o Zelão, companheiro de algumas passagens, que velório bom é de inimigo.De quem se ama, não se vai.
Poderia ir, ouvir conversa fiada, aquelas bobagens de sempre, expor minha lágrima, chorar publicamente minha saudade e a dor que todos os que te amam estão sentindo.
Mas isso é coisa de quem tem sangue italiano como você (que nem pode usar seu passaporte vinho que Juliana conseguiu ao correr atrás de sua cidadania). Pois é meu irmão, pior é que nem na Itália você pode ir, seu grande sonho.
Agora pode, tem passaporte de alma, concedido por Deus em seu desembarque de ontem.
Todos estão como você estaria nesse momento se perdesse um de nós: italianamente emocionados e incontidos.Todos choram em dor exposta.Todos te amam.
Também te amo.Te amo muito, e você sabe, sempre soube.Mas tenho sangue judeu.
Prefiro colocar seu disco e escutar você cantar para mim, só para mim, o Sole Mio, e permitir minha lembrança deixar minha alma encontrá-lo para mais uma canção...
Até , meu irmão.
Um beijo.
Paulo.
Rio de Janeiro, 9 de novembro de 2009.
Ps.Uma semana antes você pediu para gravar a música do Gonzaguinha, para você.Gravei.
Tive um problemão com meu Vaio VGN-FW140AE. Mas serve para todos os modelos ao que percebi e, ao deparar com esse texto que me tirou da sinuca de bico em que me encontrava, resolvi compartilhar.
Você pode fazer o mesmo, divulgando em seu blog e dando o crédito ao Guia do Hardware, como estou fazendo.
Vejam como é simples:
"No nosso caso, o notebook foi vendido e para ser entregue para seu novo dono, queríamos restaurar tudo de fábrica. As instalações que tinham estavam com problemas, 3 anos de uso, muita porcaria instalada e travando muito. Não queríamos simplesmente formatar e instalar um windows pirata qualquer porque isso tiraria muitos dos benefícios que um VAIO com tudo orignal de fábrica traz. No nosso caso aqui, o drive de CD-RW não funcionava, estava com problema e não era possível nem gravar os CDs do Kit de recuperação. Tentamos de tudo, inclusive instalar programas que simulam Drivers CD-RW para gravar ISOs desses CDs e depois gravar em outro micro... Isso só piorou a configuração do notebook, deixando mais lento. Depois de um tempo, conseguimos um drive Gravador bom para colocar no lugar. Colocamos e ao executar oVAIO Recovery Wizard obtivemos mensagem de erro dizendo que não era possível encontrar a partição de recuperação. Ou seja, vexemos tanto no notebook tentanto simular essa gravação de CDs que acabamos piorando a situação. Nessa altura o notebook passou para minha mão para tentar resolver o problema, isso já depois de uns 3 a 4 meses... Pois bem, contatei o suporte da Sony VAIO americana, e me passaram a solução, que se encontra no seguinte link: http://www.iq.sony.com/srvs/autoresponsev4.asp?id=338327 Resumindo o que se encontra neste link. Se você deseja restaurar toda a configuração de fábrica, do ZERO (lei-se aqui excluir TODOS os arquivos), e se a partição de recuperação estiver inacessível através do Software Recovery Wizard no Windows, ela ainda assim pode estar lá intacta, invisível para o Windows. Nesse caso, ao ligar o Notebook, pressione a tecla F10 antes do carregamento do Windows. Como se fosse um "F8" de inicializar em modo de segurança. Para não perder o momento, é comum ficar apertando a tecla F10 várias vezes até chegar o momento certo, embora não precise. Deverá aparecer a tela do Sisteme de Recuperação que não depende do Windows, ou instalações dos programas Sony, nem precisa de CDs. Ele irá restaurar todo o sistema a partir dessa partição "escondida", isso se ela estiver lá... MAS ATENÇÃO! Este será o caso somente se a intenção for restaurar TODA configuração que veio originalmente, apagando TODOS os arquivos do drive C. Antes disso, é recomendável transferir todos arquivos, pastas e configurações pessoais para outro micro. Ficamos 4 meses tentando fazer algo que em 5 minutos o suporte da Sony americana nos ajudou a fazer."
Eu sou uma mãe que acaba de perder uma filha linda, maravilhosa de 26 anos, com apenas cinco meses de casada... Hoje faz sete dias que a perdemos...
Ela era poesia, cor, música e sensibilidade...
Nós somos uma família que conheceu Jesus quando as nossas três meninas tinham entre três e oito anos. Passamos por grandes lutas e desafios e congregamos na igreja presbiteriana do setor sul de Anápolis com o PR Ronaldo Cavalcante.
Caio Fabio, seguimos os seus passos todas as vezes que você esteve por aqui.
Quarta feira passada por volta das 13 horas meu marido me falou que tínhamos que ir para Goiânia porque a nossa filha do meio, a Polyanna, tinha desaparecido...a minhas pernas sumiram....mas eu levantei e entrei no carro para ir para Goiânia pois ela morava lá e estava casada e feliz.....
Apenas com 26 anos a publicitária mais conhecida da cidade por causa da sua alegria e capacidade de incentivar empresários a acreditarem em seus próprios negócios.
Os homens da família foram para a delegacia... e nós as mulheres da família ficamos 30 horas orando, clamando a deus e esperando o pedido de resgate, tendo em vista que o caro já havia sido encontrado com seus pertences dentro e o mesmo havia sido queimado para apagar provas e digitais, dificultando o trabalho da policia...
Oramos sem cessar e ouvimos, e lemos a Palavra; e tivemos a certeza de que o resgate seria pedido e esperamos que ela voltaria para nós e com sua tremenda capacidade poética e criativa e como uma menina apaixonada por Jesus ainda escreveria um livro para promover quebrantamento e conversão em muitas vidas....
A única palavra que eu queria ouvir nestas 30 horas de vigília e emoção, aflição e angustia profunda era: "a encontraram"...; ou um toque de telefone com o com o pedido de resgate...
Finalmente alguém entra naquela casa onde estávamos amigos e parentes amontoados na sala escorregando do sofá para o chão, então ouvimos: “achou”, mas foi encontrada morta com dois tiros...
Acabei de ler sobre o amor de pai que agradece a Deus por saber que seu filho, para ficar livre desse mundo, tenebroso chamado por Jesus... Não consigo neste momento ter este sentimento de gratidão porque tendo certeza de que não era esse o desejo dela também...
Nós todos estávamos fazendo uma campanha de oração e eu sei quais eram os planos dela para o futuro... Planos de paz, de criação, de crescimento, para que o mundo conhecesse o talento gratuito que deus lhe deu...
Não posso considerar que a minha não aceitação é egoísta... ela queria viver aqui com o seu querido marido a lua de mel que a esperou por 8 anos, ela queria ter filhinhos e levá-los para jogar bola com o avô que não teve meninos, só meninas, ela queria realizar sonhos comunitários.
No ano passado ela criou um site: www.amigoinedito.com.br para movimentar os internautas a fazerem boas ações e registrarem seus depoimentos neste site.
E agora... Eu entendi a resposta que deram para o “mano”, mas voltar a falar com Deus esta difícil demais...
Ainda não sabemos quem foi o sujeito que atirou nela, mas eu não posso acreditar que foi vontade de Deus... se foi o ódio do inimigo das nossas vidas eu pergunto por que Jesus deixou assassinos interromperem a caminhada de uma mensageira de Deus ???
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Resposta:
Minha irmã amada: Graça e Paz!
Do meu ponto de vista..., Adão não deveria ter pecado; Caim não deveria ter matado Abel; os filhos de Caim não deveriam ter construído Babel; Cão não deveria ter “abusado” na nudez do pai, Noé; Abraão não deveria ter gerado filho de sua serva, Hagar; Jacó não deveria ter enganado Esaú e nem Esaú deveria ter trocado a “bênção” por um prato de lentilhas; os filhos de Jacó não deveriam ter traído José; Moisés deveria ter entrado na Terra de Canaã; a filha de Jefté não deveria ter sido morta pelo voto do pai; Sansão não deveria ter morrido daquele jeito; Davi não deveria ter surtado nunca; e, por isto, não deveria ter perdido nenhum filho; Isaías não deveria ter sido serrado pelo meio; a mulher de Ezequiel não deveria ter sido morta como parábola para ensinar os incrédulos; Oséias não deveria ter sido tão infeliz no casamento; os inocentes deveriam ter sido poupados em todas as chacinas; nenhuma criança deveria ter morrido pela ambição dos adultos; nenhuma mãe jamais deveria ter comido seus filhos no auge da fome; João Batista deveria ter vivido vida longa e honrada, ao invés de acabar sem cabeça em razão de uma bunda bonitinha; Jesus, O Verbo, A Palavra, não deveria ter sido morto; a Ressurreição não deveria ter sido tão discreta...; os apóstolos, como Tiago irmão de João, não deveriam ter sido mortos por nenhum capricho (e todos foram...); Paulo não deveria ter sido morto justamente quando os cristãos mais precisavam dele; milhares de testemunhas também nunca deveriam ter morrido uma morte sem sentido, banal; enquanto os maus prosperam; enquanto a injustiça foge do juízo; enquanto a verdade é pisoteada; enquanto a maldade se torna poder; enquanto gente boa some... sem explicação...
Sim, entregue a minha visão menor do que a de uma ameba e mais egoísta do que eu mesmo consigo discernir a profundidade do egoísmo, eu poderia consertar o mundo; impedir todas as injustiças; ajudar Deus a ser Deus; determinar o melhor pro mundo, pros meus filhos, pra minha vida; enfim, eu, entregue a mim mesmo, seria tão cheio de boas idéias..., que ninguém que eu amasse morreria; sim, ninguém...; e se morresse seria com meu consentimento, entendimento, compreensão e apoio a Deus na Sua soberania!...
Ah, se eu fosse o Deus do mundo ninguém morreria; ou, então, ninguém que eu gostasse; e, da minha casa, certamente ninguém morreria; não enquanto eu estivesse vivo...
Eu, todavia, há muito aceitei e vi que de fato não vejo; percebi que de fato não discirno; entendi minha limitação de entendimento; constatei que meu melhor amor é ainda por mim mesmo e por meus sonhos; aprendi que meus amores são “meus” e por “minha causa”; pois, morre o vizinho, e não sinto; morre o jovem da esquina, e logo esqueço; milhares são vitimados, e eu apenas lamento; o mundo acaba em vários lugares da terra, e eu agradeço que não seja AQUI...; e, aqui, é onde moro, vivo; e AQUI não posso conceber que aconteça o que no mundo inteiro acontece...
O que não dá é para sofrer em nome de sua filha os sofrimentos que ela não está sofrendo...
Sim, pois você queria ver a sua filha casada e feliz no casamento; tendo filhos; se realizando profissionalmente; etc... Esses são os seus sonhos e um dia foram os dela... Mas saiba: AGORA já não são (...) mais sonhos dela, mas apenas seus(...) por e para ela...
Hoje, para ela, o melhor marido é nevoa perto da Glória; a melhor lua de mel é amarga se comparada à alegria dela; os filhos mais lindos são miragens quando comparados aos encontros de amor que ela está tendo; as realizações profissionais que lhe orgulhariam, hoje, agora, para ela, são as canseiras e os enfados que cessaram...
O problema é que você não teve tempo para se realizar nela!...
É claro que a dor é indescritível... E ninguém pode dizer que não conheço tal dor... Mais de uma vez...
Todavia, é como pai que perdeu filho; como filho que perdeu pai; como irmão que perdeu irmão; como amigo que já perdeu milhares de amigos, que lhe digo que meus sentimentos seriam todos como os seus, não fosse o fato de que discerni faz tempo, que a maior dor dos enlutados é ainda egoísmo pelo outro [...] cuja alegria está plena, mas não a nós...; e, também, vi que tais sentimentos são todos o resultado de minha vontade de me ter nos meus filhos, de me reproduzir neles e assistir tal fato; ou seja: descobri com toda honestidade que minha frustração era não poder gozar a vida neles [...], nos que foram...
Entretanto, hoje, o que lhe digo parece sem coração e fácil de dizer...
Mas não é...
O que é então que me faz dizer o que digo?...
Ora, é a simples coerência com a fé que professo; é a simples coerência com Jesus; é a simples coerência com a existência que mata os homens dos quais o mundo não é digno; é coerência com João Batista, que não era inferior ao meu filho Lukas, e, mesmo assim, morreu por um capricho...
O que posso lhe dizer é que somente a transcendência da fé que se projeta para a Vida que é, sim, somente tal poder pode nos fazer vencer tal dor; a qual, por mais legitima que seja, sempre mistura amor e egoísmo; sempre mistura fé com privilegio; sempre crê que a vida eterna é uma belezinha apenas para quando a gente estiver caquético...
Leia os evangelhos e veja se é justo você pensar que a vida dos discípulos de Jesus esteja para além da calamidade!...
Sei que no momento minha resposta chega a você como vinagre na ferida... Infelizmente, no entanto, não tenho consolações vazias; e nem digo a ninguém o que Jesus jamais disse... Jesus nunca consolou ninguém dizendo “Que Pena! Tão Novinho!”...
Na realidade, ao olhar o mundo, mais creio e internalizo como verdade a declaração que diz que é preciosa aos olhos do Senhor a morte dos Seus santos!...
O que eu digo (...) você não entende agora, mas compreenderá depois!...
É justo e sadio chorar os nossos amados...
O que não é certo é perguntar por que em mundo que mata tanto todos os dias, gente que amemos também possa e venha a morrer?...
Além disso, o fato de ter sido um seqüestro seguido de assassinato, do ponto de vista de Jesus, não muda nada; posto que Lhe tenham falado das desgraças e maldades praticadas por Pilatos, ou do acidente idiota na Torre de Siloé, e, a tais narrativas, Ele não acrescentou nada em especial; visto que Dele não se tenha havido um “Oh!”; ou um “Ô”; ou um “Que coisa!”...
Não! Ele apenas disse: “Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis!”...
O fato é que Jesus não tem misericórdia e pena por ninguém que esteja partindo desse mundo para a morada do Pai!
Você teria?...
Sinto saudades... Choro... Abraço as memórias... Beijo meu filho no meu coração todos os dias... Mas não o traria de volta se pudesse... Sim, jamais desejaria a ele tal maldade de tê-lo de volta a esse mundo, uma vez que dele meu filho esteja livre para sempre...
Você acha mesmo que o sucesso Publicitário é para comparar com o nome dela publicado no Livro da Vida?...
Seu olhar está enterrado neste mundo, e, por isto, fica impossível hoje para você o alegrar-se na Glória de Deus!
Entretanto, eu lhe digo:...
Se tais “perdas” não nos projetarem para Deus pelo menos pelo afeto eternizado por filhos que já se foram para a Casa Eterna, pergunto: quando então se amará a eternidade ainda vivendo neste mundo?...
Será que um crente só deseja e celebra a eternidade quando o câncer já comeu tanto os órgãos, que a dor é tão desesperadora que a pessoa quer ir para Deus não por Deus, mas apenas para ficar livre da dor?...
É mesmo assim?...
Deus é apenas uma alternativa ao desespero da dor sem cura neste mundo?...
Ora, se é assim Deus ainda não é amado por nós!...
Chore! Chore! Chore! Pois dói demais!...
Mas chore enquanto vê sua filha em Glória; e, portanto, ao chorar, chore por você e não por ela; posto que se ela visse você lamentando a gloria dela, ela lhe diria:
“Mãe! Você não viveu para a minha felicidade?... Então, por que se entristece com minha plenitude em Deus?”
Além do que já disse, não tenho nada para dizer a ninguém e nem a você, minha amada irmã no Evangelho e no luto!...
Entretanto, sei que somente o Espírito Santo pode tornar alguém apto para discernir (...) e se consolar com tais realidades invisíveis...
Oro por você e pela sua casa... Oro pelo seu genro... Oro para que vocês se gloriem na esperança da glória de Deus, conforme se mande que seja para quem de fato crê em tudo o que confessa como fé em tempos de bonança...
Receba meu amor e minha solidariedade!
Nele, que ama nossos filhos mais do que em nosso egoísmo a gente consegue conceber o que seja amor,
As mortes em confrontos com a polícia no Estado do Rio de Janeiro no mês de maio subiram 7,3% em relação a maio de 2007, mostra a análise do Instituto de Segurança Pública (ISP) sobre o índice de criminalidade no Estado. No total do ano, foram 649 mortes, um aumento de 10,8% em relação ao total do mesmo período de 2007 (586 mortes). Os números foram contabilizados pelo Núcleo de Pesquisa em Justiça Criminal e Segurança Pública (Nupesp).
Outros crimes que apresentaram aumento em 2008, segundo os números contabilizados pelo Núcleo de Pesquisa em Justiça Criminal e Segurança Pública (Nupesp), foram os homicídios culposos no trânsito - com aumento de 1,2% em relação a maio passado e de 0,6% em relação ao acumulado do ano -, os latrocínios (roubos seguidos de mortes) - aumento de 29,4% no mês e 20,8% no acumulado do ano - e o roubo a transeunte - com aumento de 8,9% no mês e 18,5% no acumulado do ano até maio.
Já crimes como homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte, roubo e furto de veículos e roubo em coletivos e residências apresentaram queda em comparação a 2007, tanto no mês de maio como no acumulado do ano.
Os homicídios dolosos diminuíram 11,8% no mês e 9,3% no acumulado, e as lesões corporais seguidas de morte tiveram 17 casos no acumulado do ano, em relação às 24 mortes de 2007, uma redução de 29,2%.
O ISP declarou que não comenta o impacto dos números, responsabilizando-se apenas pela metodologia de pesquisa e divulgação do resultado. E a Secretaria de Segurança Pública do Estado declarou que nenhum dos responsáveis estava disponível para comentar os resultados nesta sexta-feira, 25.
Polícia que mais mata
Os números vêm para confirmar uma estatística revelada no início do mês de julho: nunca policiais fluminenses mataram tanto quanto neste ano. E se distanciaram ainda mais num ranking negativo: é a polícia que mais mata no mundo, como já mostravam dados de 2003. Um em cada cinco homicídios, como a morte do menino João Roberto, de 3 anos, tem como autor um policial.
Entre os Estados brasileiros e países que registram dados oficiais, os 1.195 autos de resistência - quando o agente alega ter matado em confronto - de 2003 já superavam todos os casos na Europa e na América do Norte.
Em todas as divisões dos Estados Unidos, registraram-se 370 vítimas em ações policiais. Nem mesmo as forças sul-africanas, consideradas as mais violentas do mundo, chegaram perto dos colegas fluminenses no período - 681 vítimas. Só o Estado de São Paulo, com 756 registros, se aproximou. Na comparação com países europeus, havia um abismo. Duas pessoas foram mortas em confronto com a polícia francesa em 2003, mesmo número registrado no Reino Unido. Em Portugal, apenas uma pessoa morreu nesse período. Na América Latina, o líder negativo era a Argentina, mesmo assim com 288 vítimas.
No ano passado, porém, as diferenças entre paulistas e fluminenses se acentuaram. No Estado de São Paulo, houve 377 autos de resistência; no Rio, foram 1.330. Para piorar, o total de mortes em confronto registrados no Estado vizinho avançou 12% entre janeiro e abril deste ano (502 autos de resistência) em relação ao mesmo período do ano passado (449 casos).
Antes mesmo que, por declaração de inconstitucionalidade no ano 2006 (HC-82.959, Ministro Marco Aurélio), deixasse de compor o nosso ordenamento jurídico o malfeito e malvisto § 1º do art. 2º da infeliz Lei nº 8.072, de 1990, a 6ª Turma, entre outros conceitos, tinha o de admitir a substituição das penas privativas de liberdade pelas restritivas de direitos, tal, quem sabe, desde o ano 2004, quando aqui ultimamos o julgamento do HC-32.498 – pela concessão, Medina (relator) e Naves; pela denegação, Carvalhido e Gallotti –, e foi quando votei da seguinte maneira:
"Juridicamente, é possível a substituição tal qual a defende o Relator? Ao que cuido, também penso que sim, pois, na hipótese em discussão, há de vir a pêlo a disciplina inscrita no aludido art. 44.
Ora, não são de hoje nem de ontem, mas de anteontem os apelos no sentido de que se deve, por uma série de razões de todos nós amplamente conhecidas, incentivar sejam adotadas sanções outras para os denominados delinqüentes sem periculosidade. Por exemplo, confiram-se os seguintes tópicos de três exposições de motivos: (I) 'Parece fora de dúvida que a gravidade da situação exige a imediata reformulação de alguns dispositivos legais, de modo a reservar o recolhimento a prisão para os criminosos de maior periculosidade, possibilitando aos estabelecimentos existentes dedicar-se com maior rigor àqueles cuja conduta representa mais acentuado perigo, quer para as pessoas, individualmente, quer para a sociedade, orientação que se coaduna com as recomendações de vários organismos internacionais' (Exposição de motivos da Lei nº 6.416/77); (II) 'Esse questionamento da privação da liberdade tem levado penalistas de numerosos países e a própria Organização das Nações Unidas a uma 'procura mundial' de soluções alternativas para os infratores que não ponham em risco a paz e a segurança da sociedade' (Exposição de motivos da nova Parte Geral do Cód. Penal); (III) 'O espírito que norteou a Reforma de 1984 continua presente nesta parte, principalmente quando reafirmamos que 'uma política criminal orientada no sentido de proteger a sociedade terá de restringir a pena privativa de liberdade aos casos de reconhecida necessidade, como meio eficaz de impedir a ação criminógena cada vez maior do cárcere. Esta filosofia importa obviamente na busca de sanções outras para crimes de pequena e média gravidade, se assim considerar o juiz ser medida justa. Não se trata de combater ou condenar a pena privativa da liberdade como resposta penal básica ao delito. Tal como no Brasil, a pena de prisão se encontra no âmago dos sistemas penais de todo o mundo. O que por ora se discute é a sua limitação aos casos de reconhecida necessidade' (Exposição de motivos do Projeto de Lei nº 3.473/00, que altera a Parte Geral do Cód. Penal).
Então, se razão estritamente jurídica não houvesse, mas há, sem dúvida que há, razões de política criminal igualmente existem, ótimas e suficientes razões. Nos últimos dias – e isso já aconteceu em outros momentos, inclusive através de palavras minhas –, a imprensa escrita e falada dedicou páginas e páginas, palavras e palavras ao sistema prisional brasileiro, que passa, segundo as reportagens, 'por uma crise sem precedentes'.
Confira-se, entre outras, a edição 316 da Revista Época, que constata, primeiro, que 'cerca de 30% da população prisional poderia estar cumprindo penas alternativas. A aplicação não chega, porém, a 10% dos casos, enquanto na Europa atinge 70%'; segundo, que 'a desorganização prolonga a estada de quem já podia ter saído da prisão'. Confira-se, também, o artigo de Janio de Freitas publicado na Folha de S. Paulo de 6.6.04, que afirma: 'No Brasil enraizou-se a idéia de que a cadeia é escola do crime. Será a cadeia? Ou a escola do crime é a sociedade que, por suas representações políticas e institucionais, cria e preserva condições das quais o ser humano é levado a sair como ser desumano, se ainda não o era depois das experiências precedentes?'
Já disse, mais de uma vez, mais vale o Penal preventivo que o Penal repressivo; aliás, o agravamento das penas, por si só, não constitui fator de inibição da criminalidade. Estou entre aqueles que defendem a necessidade de um direito penal humanitário.
Acompanho o Relator, também expedindo de ofício a ordem de habeas corpus."
Mas agora, lembra o Relator a lei de 2006, Lei nº 11.343, que assim dispõe no art. 44: "Os crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1º, e 34 a 37 desta Lei são inafiançáveis e insuscetíveis de sursis, graça, indulto, anistia e liberdade provisória, vedada a conversão de suas penas em restritivas de direitos."
2. Como disse linhas antes, desde o ano 2004, já admitíamos a substituição, e há, entre nós, principalmente no ambiente da 6ª Turma, um sem-número de julgados a propósito da substituição da pena mais gravosa. De minha parte, não terei, então, o que mais acrescentar ao que, primeiramente, escrevi para o HC-32.498, isso porque o quadro de hoje se me apresenta o mesmo quadro de ontem. Vejam que, ontem, era o já referido § 1º do art. 2º e que, hoje, é o também já referido art. 44; ora, se, a despeito de um, tal não nos impediu de ontem substituirmos uma pena por outra, o mesmo há de suceder hoje, principalmente eu penso assim, embora a lei de 2006 seja, digamos, mais enfática.
3. A lei de 2006 também alude, no art. 44, à fiança e à liberdade provisória; não obstante essa alusão, temos, na 6ª Turma, decidido da seguinte maneira (valho-me, a propósito, do HC-112.947, de 2009, de que fui relator):
"Prisão em flagrante (tráfico ilícito de drogas). Liberdade provisória (indeferimento). Fundamentação (gravidade dos fatos e vedação legal). Coação (existência). Sentença (trânsito em julgado).
1. Sendo lícito ao juiz, no caso de prisão em flagrante, conceder ao réu liberdade provisória (Cód. de Pr. Penal, art. 310, parágrafo único), o seu ato, seja ele qual for, não prescindirá de fundamentação.
2. Toda e qualquer prisão que tenha caráter de medida cautelar há de vir, sempre e sempre, efetivamente fundamentada. É o sistema – decorre das normas que informam o ordenamento jurídico brasileiro.
3. Se o indeferimento da liberdade provisória está apoiado na gravidade dos fatos, tal aspecto é insuficiente para justificar, a contento, a manutenção de medida de índole excepcional.
4. Também não é suficiente, evidentemente, a reportação, e simples, ao frio texto da lei (por exemplo, ao art. 44 da Lei nº 11.343/06), porque, se assim fosse, a prisão provisória passaria a ter caráter de prisão obrigatória, e não é esse o seu caráter.
5. Admite-se a liberdade provisória, mesmo que se trate de crime inafiançável.
6. Caso no qual o ato judicial que indeferiu a liberdade provisória carece de suficiente motivação; falta-lhe, portanto, validade, decorrendo daí ilegal coação.
7. Do mesmo modo, se à superveniente sentença penal condenatória falta persuasiva motivação, o melhor dos entendimentos é o de que a ré poderá, em liberdade, aguardar o trânsito em julgado.
8. Ordem de habeas corpus concedida."
4. Estou, portanto, sem mais nada, votando no sentido de conceder a ordem, mas, se necessário for, se for do gosto da Turma, isto é, se lícito não for, sem mais nada, a concessão da ordem, estou, então, arguindo a inconstitucionalidade não de todo o art. 44, até porque de tanto não necessito, mas da cláusula "vedada a conversão de suas penas em restritivas de direitos" – isso pelo fato de haver, em caso que tal, conflito com o princípio que assegura a individualização da pena (inciso XLVI do art. 5º da Constituição).
Observem o que escrevi no item 7 do voto para o HC-76.779:
"7. Tão relevante é a fundamentação, que a não-fundamentação da decisão coloca-nos diante de situação estranhíssima. Imaginemos duas condutas: uma, a de alguém expondo à venda um grama de substância entorpecente; outra, a de alguém expondo à venda (tendo em depósito, etc.) cem quilos de substância entorpecente – são condutas diferentes, é claro. É lícito ao juiz dar a ambas as condutas igual tratamento, a saber, negar a tais acusados liberdade provisória (foram presos em flagrante) sem nenhum fundamento, salvo a referência à lei pertinente? Isso me soa estranho, estranhíssimo.
Há ilustres pensamentos – estou fazendo um registro – que levam em consideração a quantidade. Porém não é o meu caso. O que eu exijo, digamos, kelsenianamente – estou sendo bem mais positivista do que jusnaturalista –, é que se trate, di-lo a lei com todas as letras e com toda seriedade, de ordem escrita e fundamentada, repito, fundamentada de autoridade judiciária competente. Estaria, pois, aplicando a lei, simplesmente; a saber, na minha compreensão, estaria simplesmente aplicando a lei."
São condutas diferentes, totalmente desiguais, e a recomendação, a melhor delas, é no sentido de que tenham soluções diferentes, se lá no caso do HC-76.779, também neste caso e principalmente nele, sob pena, aqui principalmente, de ofensa à correta individualização da pena.
Aliás, sobre sentido e limites da pena, já escrevi o seguinte (REsp-661.365, DJ de 4.4.08):
"Falemos do outro mal, a mania da criminalização, do aumento das penas privativas de liberdade, da distinção entre crimes e crimes, uns hediondos e outros não-hediondos, como se todos não o fossem – que desastrosa e infeliz distinção! –, enfim, falemos dessas manias, que muitos supõem necessárias à prevenção dos crimes. Que engano, absolutíssimo engano! Não é dessa forma que se assume posição tendente a prevenir o crime, porquanto, verbi gratia, não se previne crime algum aumentando a sua pena, digamos, a mínima de um para dois ou três anos, a máxima, de quatro para cinco ou seis anos.
Há maus momentos legislativos aqui e ali, um desses foi o da lei que dispõe sobre os denominados crimes hediondos, lei proveniente de um desses tristes momentos da dogmática penal. O meu discurso não bate com as concepções legislativas, não bate porque, respeitosamente, a lei foi um passo atrás, bem atrás, e o Direito (como ciência), mormente o Penal (a moderna dogmática), está à frente, estamos bem à frente. À pergunta a propósito do sentido da pena estatal (observem isto: quais os seus limites, qual a legitimação do poder estatal) o alemão Roxin responde dizendo que não podemos nos 'contentar com as respostas do passado, visto que a situação histórico-espiritual, constitucional e social do presente exige que se penetre intelectualmente num complexo com várias facetas'.
Dos fins imediatos da pena, a saber, o de intimidar, o de corrigir (o da reabilitação ou ressocialização) e, por que não, o de impossibilitar, temporariamente, a prática de outros crimes, filósofos e penalistas oitocentistas e novecentistas, entre os quais Beccaria (1738-1794), Carmignani (1768-1847) e Feuerbach (1775-1833), conquanto tenham liderado movimentos tendentes a humanizar o sistema penal (num momento de situações de violação, opressão e iniqüidade quanto a espécies de pena e quanto ao cumprimento), colocaram-se, entretanto, relativamente aos fins imediatos da pena, ao lado do primeiro daqueles fins, isso porque, para eles, não tinha a sanção penal outro efeito além do poder de intimidar, de coagir psicologicamente o autor do crime.
Kant (1724 - 1804) tinha a pena como imperativo categórico – exigência de justiça absoluta, retributiva, medida pelo talião ('vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé', Deuteronômio 19:21). Em seu 'Dicionário', escreveu Caygill que, (I) para Kant, a punição havia de ser 'infligida para um crime e não como um meio para algum outro fim' (por exemplo, desencorajar outros, ou reabilitar); (II) que a tese retributiva de Kant foi desenvolvida por Hegel; (III) que a tese kantiana foi recentemente eclipsada por argumentos 'que sublinham as finalidades de dissuasão e reabilitação servidas pela punição'. Entretanto, completou Caygill, a partir da década de 80, 'registrou-se um interesse renovado pelas filosofias retributivas de punição' (J. Zahar, 2000, págs. 212/213).
Todavia leia-se, ao lado de outros existentes instrumentos legislativos, a Constituição da Itália, com vigência a partir de 1948, nesta passagem do seu art. 27: 'As penas não podem comportar tratamentos contrários ao senso de humanidade e devem visar à reeducação do condenado.' De semelhante feitio, a Constituição da Espanha de 1978, art. 25, número 2: 'Las penas privativas de libertad y las medidas de seguridad estarán orientadas hacia la reeducación y reinserción social y no podrán consistir em trabajos forzados...'
Analogicamente, o Parlamento Europeu vem recomendando, a propósito da adoção de política penal e de política de execução penal, que os Estados-Membros acolham medidas relativas à reeducação do condenado, sua instrução, reabilitação e reinserção social e profissional. Vem, ainda, recomendando maior aplicação das denominadas sanções alternativas em substituição à encarceração.
Fomos aplaudidos, ainda no Império, em virtude do Código de 1830, 'obra legislativa', escreveu Aníbal Bruno, 'realmente honrosa para a cultura jurídica nacional, como expressão avançada do pensamento penalista no seu tempo'; talvez não tenhamos sido aplaudidos com o Código de 1890, mas não deixou ele, como também observou Bruno, de se apresentar 'como obra de estrutura geral avançada'. Progredimos, é claro, com o Código de 1940, entre outros pontos, com a instituição da execução da pena pelo sistema progressivo: '... de modo que a pena imposta, além do seu caráter aflitivo (ou retributivo), deve ter o fim de corrigir, de readaptar o condenado' (Exposição, nº 31).
Se se lhe nega o caráter de correção, de readaptação do condenado, a pena estatal privativa de liberdade se desfigura, deslegitima-se até, e ao Estado, então, faltariam meios que a justificassem legítima e legalmente; entre nós, por exemplo, ao que eu creio, faltam ao Estado brasileiro meios legítimos que justifiquem o discrímen relativamente ao cumprimento dessa pena, visto que, quando a lei estabelece o seu cumprimento fazendo discriminação, a essa pena se está negando o caráter de readaptação, e aí como ficam os princípios da igualdade de todos perante a lei e da individualização da pena? Princípios que conosco estão convivendo há bastante tempo (vejam que o da individualização convive conosco desde o Código de 1830).
Infelizmente, a lei sobre crimes hediondos terminou por fazer pouco caso de alguns princípios, talvez tenha mesmo o legislador procedido de caso pensado, mas, ao ver de uma plêiade de juristas, também a meu ver, tal procedimento foi de encontro a princípios benéficos que vigem desde os tempos mais remotos (igualdade de todos, individualização da pena, reabilitação, etc.). Ora, à Lei nº 8.072, de 25.7.90, só lhe faltou mesmo a criação da figura do 'abominável réu', aquela figura constante da sentença de 19.4.1792 que condenou José da Silva Xavier à forca a fim de que nela morresse (morte natural) para sempre.
De tão ilegítima, de tão ilegal, de tão insensata, de tão chocante e de tão inconstitucional que é em algumas de suas disposições, a Lei nº 8.072, quando escapa da incompatibilidade entre normas infraconstitucionais e constitucionais, é um diploma que só pode ser visto como aqueles de interpretação estrita, tal como são de interpretação estrita, na feliz lembrança de Maximiliano, 'as disposições que restringem a liberdade humana'.
Apropriada, assim e portanto, a transcrição de um trecho das 'Memórias da Casa dos Mortos', de Dostoiévski. Ei-la: 'O presídio e os trabalhos forçados não fazem mais do que fomentar o ódio, a sede de prazeres proibidos e uma terrível leviandade de espírito no presidiário. Estou convencido de que, com o famoso sistema celular, apenas se obtêm fins falsos, enganosos, aparentes. Esse sistema rouba ao homem a sua energia física, excita-lhe a alma, debilita-lha, intimida-lha, e depois apresenta-nos uma múmia moralmente seca, um meio louco, como obra da correção e do arrependimento. ‘Que espécie de correção, hem? Dostoiévski saiu do presídio em 1854, e as 'Memórias' vêm a lume em 1860; de lá para cá, é certo, presídio não mudou tanto. Essa constatação, no entanto, não nos há de desanimar, aliás, penso eu, há de levar-nos, em primeiro lugar, a pregar a sua total reforma, em segundo lugar, a reconhecer o caráter de correção da pena."
Ministro Nilson Naves
STJ - Habeas Corpus Nº 120.353 - SP (2008/0248789-7)
Rio, 26 de outubro de 2009 - Uma mulher morreu baleada e sua filha, de 11 meses, foi atingida com tiro no braço esquerdo, durante uma ronda de policiais do 16º BPM (Olaria) no final da noite de domingo, na entrada da Favela Kelson`s, na Penha, Zona Norte do Rio. De acordo com parentes das vítimas, os PMs, que estariam em dois Gols e duas Blazers, entraram atirando na comunidade por volta de 23h. A bebê corre o risco de perder o braço atingido pelo tiro.
Ana Cristina Costa do Nascimento, 24 anos, que morava em Vista Alegre, em Irajá, no subúrbio, estava com a filha Caienny no colo, e se dirigia, ao lado de outra filha, de 3 anos, e do marido, com mais cinco pessoas para um ponto do ônibus na Rua Marcílio Dias, próximo à Avenida Brasil, na altura do quartel da Marinha, quando os PMs teriam feito vários disparos em direção ao grupo. A mãe da mulher soube da morte na manhã desta segunda-feira, pelo rádio.
Ana Cristina Costa do Nascimento, 24 anos, estava com a filha Caienny quando foi baleada Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
"Caminhávamos para o ponto, quando a PM chegou dando tiros em cima da gente. Nos jogamos no chão e Ana Cristina gritou: 'socorro, acertaram o meu peito. Minha filha também está ferida'. Fizeram uma covardia. Não havia troca de tiros no local", disse D., de 17 anos, sobrinho de Ana Cristina. Segundo ele, uma das viaturas se aproximou e um policial perguntou o que tinha acontecido. "Respondi que eles tinham feito uma besteira, acertado minha tia e a filha dela. Então, eles pegaram Ana Cristina e a levaram para o hospital (Getúlio Vargas, na Penha)", contou o jovem.
Ana Cristina já teria chegado morta ao hospital, onde Caienny, conduzida por um morador, também foi internada. Durante toda a madrugada, familiares, revoltados, buscavam informações sobre a menina. Uma enfermeira informou que o disparo teria causado um "grande ferimento" no braço da criança, mas que, depois de ser operada, não corria risco de morrer. Desesperado, o pai da criança, o auxiliar de almoxarifado da empresa Medral, Anilton Aragão, 24 anos, que estava com o grupo, teve que ser sedado e levado para casa.
Policiais do 16º BPM informaram apenas que teriam sido "recebidos a tiros" por bandidos mas não teriam reagido, durante ronda na comunidade, fato negado por testemunhas. O projétil, cujo calibre não foi revelado, pegou nas costas e saiu no peito da mulher.
"Ela foi uma heroína, pois deu sua vida para salvar a filha, caindo abraçada sobre Caienny", acredita M.. Tida como uma jovem alegre e extrovertida, Ana Cristina era mãe ainda de outras duas crianças: Cauane, de 3anos, que também estava no grupo e Cauã, de 6 anos. A 22ª DP (Penha) investigará o caso. Ana Carolina tinha passado o dia na casa de uma irmã, combinando os preparativos para a festa de aniversário da filha baleada, que completará um ano no dia 19 de novembro.
A disputa de facções, que na última semana provocou pelo menos 46 mortes no Rio por pontos de drogas, chegou a São Paulo. A facção criminosa fluminense Amigos dos Amigos (ADA) montou bases nas ruas e em presídios paulistas. Líderes da organização estão presos em Presidente Prudente e migraram com uma missão: tirar do Primeiro Comando da Capital (PCC) o monopólio da venda de maconha e cocaína no Estado. Os dois grupos travaram tiroteio na região Oeste, mas a polícia nega.
No Rio de Janeiro, a ADA é unida ao Terceiro Comando e, ao mesmo tempo, inimiga do Comando Vermelho (CV). Em São Paulo, o grupo é aliado ao Terceiro Comando da Capital (TCC) e rival do PCC, organização coligada ao CV. Segundo funcionários do sistema prisional paulista, na Penitenciária de Presidente Prudente, integrantes da ADA e do TCC convivem em paz há cinco meses.
Uma carta apreendida em maio deste ano no Centro de Detenção Provisória 2 (CDP) do Belém, na zona leste da capital, dominado por presos do PCC, comprova a ação do grupo fluminense em território paulista. Um trecho da correspondência escrita por um detento diz que os líderes da ADA em São Paulo são os presos Robson, Axel e Alexandre. A mensagem informa que os três batizaram os “afilhados” nos xadrezes 1, 2, 3 e 4 da ala do seguro (isolamento) da unidade.
Outro trecho diz que os líderes da ADA no CDP 2 do Belém tinham dois aparelhos de telefone celular e carregadores. Possuíam fichas de inscrição para os interessados em ingressar na facção e também cópias do estatuto do grupo. Fontes do sistema prisional contaram ao JT que a ADA mantinha, em maio, pelo menos 20 “filiados” no CDP 2 do Belém. Eles conviviam lado a lado com presos do TCC.
Nas conversas com os líderes da ADA, agentes penitenciários apuraram que parte do grupo fluminense, assim que migrou do Rio, se radicou e dominou um ponto de venda de drogas em Osasco, na Grande São Paulo. Os agentes descobriram que a principal meta da ADA é tomar, junto com o TCC, o maior número de pontos de drogas controlados pelo PCC no Estado.
Alguns meses após a apreensão da carta, presos ligados às facções ADA e TCC foram transferidos para a Penitenciária de Presidente Prudente. Na noite de 7 de agosto, integrantes da ADA e do PCC trocaram tiros no bairro Jardim Morada do Sol, naquela cidade. Cinco homens foram presos e dois adolescentes detidos. Com eles foram apreendidos sete armas, munição e um colete à prova de bala.
Os detidos foram levados à Delegacia Participativa de Presidente Prudente. Os acusados tinham passagens por tráfico de drogas, roubos, furtos e homicídios. Segundo a polícia, a guerra entre os dois grupos ocorreu pela disputa por pontos de drogas.
No último dia 17, a ADA mostrou sua “cara” e deu outra demonstração de violência em território paulista. Degmar Rufino, 43 anos, o Cigano, integrante do grupo e foragido da Penitenciária de Presidente Prudente, ateou fogo no escritório de seu advogado, em Ribeirão Preto, no interior. Motivo: o defensor não ganhou na Justiça a progressão do regime fechado ao semiaberto para Cigano.
Segundo a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Cigano agiu com a mulher, o filho e a nora. Armados, renderam funcionários, atearam fogo no escritório, roubaram R$ 1 mil e corrente de ouro e fugiram numa Hilux. Eles foram presos na Rodovia Anhanguera.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) foi informado na semana passada sobre a existência de integrantes da ADA em presídios paulistas. Promotores de Justiça do Gaeco buscam mais informações sobre a coligação da ADA com o TCC em São Paulo.
Carta de um pai que perdeu um filho para a droga. Uma perda que teve início com o alcool...
"Meu filho começou na droga pelo álcool, no colégio, esta droga LEGAL com que a propaganda bombardeia nossas crianças e jovens todo dia, escancaradamente, e que produz milhares de mortes no trânsito, destrói lares, pessoas do bem e é, como se sabe, a primeira droga que os jovens experimentam. A maioria segue pela vida em maior ou menor grau se drogando com ela, o álcool, outros acabam provando das ilegais, sendo que uns fogem delas, outros se viciam numa espiral crescente e veloz. Em geral, passam pela maconha, vão na boca adquiri-la, e os comerciantes, felizes, lhes oferecem um variado cardápio, self-service: cocaína, crack, haxixe, êxtase, ácido...
Sei que há seis anos perdi meu filho para o crack, mas apesar das sequelas e problemas, ele nunca deixou de ser carinhoso e educado com todos, o que lhe granjeou um número sempre
Ele passou por várias internações - tinha, desde pequeno, outros problemas mentais que se exacerbaram com as drogas. Sempre que saia das internações ficava bem. Até encontrar os amigos, tomar umas cervejas e ai a coisa saía novamente de controle. Nestes tempos o vício, apesar de grave, ainda não tinha produzidos todos seus efeitos devastadores. Mas, com o tempo e a reincidência, o crack foi o devastando. Nos últimos tempos, dizia-se derrotado para o vício, vivia muito deprimido e voltara a frequentar o NA, Narcóticos Anônimos. Tentei de tudo para convencê-lo a se internar, mas vai pedir para um pinguço largar sua garrafa. É inútil. Ele foi cada vez mais descendo a ladeira. De mãos atadas, fiquei esperando pelo pior ou por um milagre, já que segundo os "especialistas", que ditam as políticas públicas para o tratamento de drogas, o drogado tem de se internar por vontade própria.
A reportagem que o Brasil assistiu esta semana, da mãe que construiu uma cela em casa, para tentar salvar o filho viciado em crack, é bem representativa de como as famílias vítimas deste flagelo estão abandonadas pelo Estado, e se virando à própria sorte. É bem possível que ela seja punida por isso. Na mesma reportagem, uma psicóloga inteligente afirmava que o viciado em crack tem de vir voluntariamente para tratamento. Este é o método correto, segundo a maioria dos que estão à frente das políticas para esta área. Será que essa profissional é incapaz de entender o estrago que o crack/cocaína ocasiona nas mentes de seus dependentes? Será que ela é capaz de perceber o flagelo que o comportamento desses doentes causam sobre as famílias?
Um drogado, ou adicto, que já perdeu o senso de realidade e o controle sobre sua fissura, torna-se um perigo para a sociedade, infernizando a família, partindo para roubos, prostituição e até assassinatos, por surto ou por droga. Esperar que uma pessoa com a mente destruída por droga pesada vá com seus próprios pés para uma clínica é mera ingenuidade destes profissionais. O Estado tem de intervir nesta questão para preservar as famílias e os inocentes. A internação compulsória para desintoxicação e reabilitação destes doentes, que já perderam todo o limite, é uma necessidade premente. Ou será que todas as famílias que vivem esse problema terão de construir jaulas em casa?
Se meu filho fosse filhinho de papai, como falaram, eu já teria pago uma ou mais internações. Mas infelizmente o papai aqui não tem grana para isso, assim como a maioria das famílias vítimas deste, que insisto em reafirmar, flagelo.
Hoje vi uma pessoa boa se transformar num assassino, assim como aquele pai de família correto, que um dia bebe umas redondas, dirige, atropela e mata seis num ponto de ônibus.
As drogas, ilegais ou não, estão aí nas ruas fazendo suas vítimas diárias, transformando pessoas comuns em monstros e o Estado não pode ficar fingindo que não vê.
Meu filho destruiu duas famílias, a da jovem e a dele, além de a si próprio. Queria sair do vício, mas não conseguia. Eu queria interná-lo à força e não via meios. Uma jovem, a quem ele amava, queria ajudá-lo e de anjo da guarda virou vítima.
Ele irá pagar pelo que fez, será feita justiça, isso não há dúvida. O arrependimento já o assola, desde que acordou do surto do crack deu-se conta do mal que sua loucura havia lhe levado a praticar. Ele me ligou, esperou a chegada da polícia e se entregou, não fugindo do flagrante. Não passarei a mão na cabeça dele, mas não o abandonarei. Ele cumprirá sua pena de acordo com a lei, dentro da especificidade de sua condição.
Infelizmente, só consegui interná-lo pela via torta da loucura, quando já não havia mais nada a fazer, num surto fatal.
Este é um caso de saúde pública que virou caso de polícia.
Que a família da Bárbara possa um dia perdoar nossa família por este ato imperdoável. Chorei por meu filho 6 anos atrás. Hoje minhas lágrimas vão para esta menina, que tentou por amor e amizade salvar uma alma, sem saber que lutava contra um exército que lucra com a proibição (que não minimiza o problema, pelo contrário, exacerba), por um bando de tecnocratas e suas teorias irreais, e para um Estado que, neste assunto, se mostra incompetente.
Luiz Fernando Prôa*
*Luiz Fernando Prôa é pai de Bruno de Melo, 26 anos que matou a namorada Bárbara Calazans, de 18 anos no Rio de Janeiro .
No domingo, os serviços de inteligência das polícias Civil e Militar informaram que a ordem para a invasão do Morro dos Macacos partiu de traficantes em catanduvas . E que um dos idealizadores do ataque seria Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, que quer retomar o controle da venda de drogas na favela. Ainda de acordo com investigadores, o plano teve o apoio de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, que cumpre pena na penitenciária federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
A nota do Depem informa também o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Mariano Beltrame, em conversa telefônica com o diretor do Sistema Penitenciário Federal, Wilson Damazio negou "veementemente" que a informação tenha partido da inteligência da Polícia Civil do Rio.
Segundo o diretor do Sistema Penitenciário Federal, Wilson Sales Damazio, todos os encontros dos presos com os advogados são monitorados no parlatório. Os presos também não têm como passar bilhetes porque eles ficam isolados por vidro.Segundo o Ministério da Justiça, atualmente há 26 detentos do Rio de Janeiro cumprindo pena em penitenciárias federais de segurança máxima. A nota informa que "vale ressaltar que os serviços de inteligência do Depeme da Secretaria de Segurança Pública do Rio mantêm contato diário para monitorar a situação dos presos que estão sob a guarda do Sistema Penitenciária Federal".
Chefes do Tráfico que estavam no Rio de Janeiro foram transferidos para Campo Grande.
Foram usados 10 furgões - cada um com um preso - para retirar os presos do Complexo Peninteciário de Bangu, na Zona Oeste do Rio, e conduzi-los até a base do Galeão. O destino da aeronave é a base aérea de Campo Grande.
A transferência foi autorizada após pedido da Secretaria estadual de Segurança Pública do Rio, na noite da sexta-feira (23), ao Tribunal de Justiça e ao Ministério Público. Segundo o governo estadual, o motivo são os últimos confrontos causados pela guerra do tráfico. Eles são suspeitos de ordenarem as invasões de favelas, que provocaram a guerra entre facções.
De acordo com o último balanço divulgado pela Polícia Militar, 41 pessoas foram mortas em confrontos e outras 58 foram presas desde sábado (17), em operações para capturar criminosos envolvidos na invasão ao Morro dos Macacos, na Zona Norte. A polícia apreendeu 38 armas e cinco granadas.
Em nota oficial, a Secretaria de Segurança informou que os presos que deverão ser transferidos para o presídio federal neste sábado (24) são: Nei da Conceição Cruz (“Nei Facão”), Edgar Alves Andrade (“Doca”), Cássio Monteiro das Neves ("Cassio da Mangueira"), Márcio Silva Matos (“Marcinho Muleta”), Roberto Ferreira Vieira (“Robertinho do Jacaré”), Jorge Alexandre Candido Maria (“Sombra”), Marcelo Soares de Medeiros (“Marcelo PQD”), Fábio Pinto dos Santos (“Fabinho São João”), Ocimar Nunes Robert (“Barbosinha”) e Claudecyr de Oliveira ("Noquinha").
Rio, 23 DE OUTUBRO DE 2009 - Quatro pessoas inocentes foram baleadas, na manhã desta sexta-feira, em novo confronto entre policiais militares do 16º BPM (Olaria) e traficantes das favelas da Merendiba, Vila Cruzeiro e Quatro Bicas, na Penha, Zona Norte do Rio.
A PM ocupa a favela com 60 homens e, de acordo com testemunhas, o clima no local é similar ao de uma guerra - repóteres de várias partes do mundo também acompanham a atividade policial e utilizam capacetes azuis similares aos usados pela Organização das Nações Unidas (ONU) em conflitos internacionais.
Três homens e uma mulher foram atingidos por balas perdidas no confronto. Expedito José Rodrigues, de 57 anos, marceneiro aposentado, recebeu estilhaços de bala de fuzil na perna direita. Brulhio de Barros, que não teve a idade revelada, é ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e foi socorrido no Hospital Getúlio Vargas. Uma mulher ainda não identificada também foi baleada. Um senhor, Severino Marcelino dos Santos, levou um tombo e foi atingido por um tiro.
PMs saíram do 16º BPM marchando pela rua Paranapanema e, ao chegarem na subida da favela da Merendiba, os bandidos atiraram. Um destas balas atingiu uma parede, estilhaçou e atingiu Expedito José na perna direita. O senhor estava com a mulher, Marli da Costa Santos, 60 anos, e se dirigia para o supermecado. Sua esposa seguia para o trabalho. Mesmo sendo atingido por um projetil de fuzil, ele não foi ferido com gravidade e deve ser liberado ainda nesta sexta-feira. O estado de saúde de Brulhio ainda é desconhecido, assim como o de Severino e o da mulher.
Um simples apelo pela paz
Na entrada da Igreja Universal, localizada na Avenida Nossa Senhora da Penha, a 200 metros de um dos acessos à Vila Cruzeiro, um jovem pedia a paz de uma forma muito simples: com um saco plástico branco e um cabo de vassoura, o rapaz pedia aos policiais para que os tiros parassem na comunidade.
As seis escolas da região abriram normalmente durante a manhã, mas a frequência foi muito baixa. O trânsito na Avenida Nossa Senhora da Penha já foi liberadas ao trânsito, mas poucos motoristas se arriscam a passar pelo local. A empresa Nossa Senhora de Lourdes chegou a recolher todos os seus coletivos das ruas, mas o serviço já foi normalizado.
A Polícia Militar ainda realiza operações em outras comunidades da cidade. No total, 60 homens de diversos batalhões participam das ações, que têm por objetivo prender bandidos que seriam integrantes da mesma facção responsável pelo dia de terror na Zona Norte do Rio, quando um helicóptero foi derrubado e oito ônibus foram incendiados.
A PM também ocupa a Favela do Jacaré com homens do 3º BPM (Méier) e outra guarnição do 22º (Maré) está em Manguinhos.
A guerra no Rio
No último sábado, bandidos do Morro de São João tentaram invadir o Morro dos Macacos para tentar tomar os pontos de venda de drogas da comunidade. Houve intenso tiroteio durante toda a madrugada. Moradores ficaram apavorados com a guerra. A Polícia Militar estava no entorno da favela, em Vila Isabel, Zona Norte da cidade.
Pela manhã, a PM interveio e foi para cima do confronto. Os criminosos atiraram contra um helicóptero da Polícia Militar e conseguiram derrubá-lo. Três militares morreram na queda da aeronave. O piloto, considerado um herói, conseguiu escapar. No Jacarezinho e na Mangueira, traficantes atearam fogo em oito ônibus. De acordo com o último balanço da Polícia Militar, 33 pessoas já morreram em eventos relacionados à guerra do tráfico desde o último fim de semana.
A Polícia Militar divulgou nesta quinta-feira (22) um novo balanço das operações realizadas para capturar criminosos envolvidos na invasão ao Morro dos Macacos, na Zona Norte do Rio, no último sábado (17).
Segundo o novo balanço, 36 pessoas foram mortas desde o início das operações.
De acordo com a PM, 36 pessoas morreram durante os confrontos dede sábado. Os dois corpos abandonados nesta manhã no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, no subúrbio do Rio, não entraram no balanço divulgado pela corporação na noite desta quinta.
Até agora foram apreendidas 31 armas e cinco granadas. Cinco carros roubados foram recuperados. Segundo a nota, as operações devem continuar.
Operações do dia
Após realizarem uma incursão na Favela do Jacaré, agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) seguiram em direção a Mangueira, na Zona Norte do Rio.
Trinta homens participaram da ação. Na Favela do Jacaré, os agentes foram recebidos a tiros. Foram usados dois helicópteros e dois blindados da Polícia Civil. No entanto, não há informação de feridos.
Duas mil munições encontradas
Dois homens foram presos suspeitos de pertencerem ao tráfego de drogas em Parada de Lucas, no subúrbio do Rio, durante operação realizada nesta quinta-feira. Policiais encontraram barricadas em vias da região durante a ação. Cerca de 60 agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) participaram da operação. De acordo com o delegado titular, Márcio Mendonça, mais de duas mil munições foram encontradas debaixo da calçada de uma casa utilizada por traficantes.
Já a Polícia Militar realizou operações nos morros da Fallet e Fogueteiro, no Catumbi, no Centro, feita pelo 1º BPM (Estácio); no conjunto de favelas do Lins de Vasconcelos, no subúrbio, feita pelo 3º BPM (Méier); na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, na Zona Sul, sendo feita pelos batalhões de Copacabana (19º BPM) e Botafogo (2º BPM); nas favelas Kelson’s e Cidade Alta, no subúrbio, feita pelo 16º BPM (Olaria); em Manguinhos, Mandela e Maré, no subúrbio, feitas pelo 22º BPM (Maré); e na Barreira do Vasco, em São Cristóvão, feita pelo 4º BPM (São Cristóvão).
Feridos seguem internados
Já os feridos durante o conflito na favela na quarta-feira seguem internados em situação estável. De acordo com a Secretaria estadual de Saúde, Marcelo Luiz da Cruz, de 30 anos, que deu entrada com tiro na cabeça, passou por cirurgia para tratar de um hematoma. A bala não chegou a atingir o cérebro, mas provocou o hematoma. O paciente está estável.
No mês de setembro, os clientes do Detran mandaram muitas mensagens para o departamento destacando o atendimento de qualidade. Foram 16 elogios a funcionários de postos, que lidam diretamente com o público, a equipes inteiras das unidades de atendimento e até a rostos desconhecidos, mas que, por telefone ou e-mail, foram capazes de solucionar um problema.
Foi o caso de Luciane Tavares, que faz parte da Coordenação de E-mail da Ouvidoria. Ela conseguiu da cliente Orleide Monteiro um elogio que pode se estender a toda a equipe. A cliente mandou e-mail às 20h20 e, no dia seguinte, teve sua dúvida esclarecida por Luciane. “Bom saber que o Detran está com um serviço online de qualidade”, escreveu a cliente.
Outra mensagem de elogio coletivo foi enviada ao governador Sérgio Cabral por uma pessoa que ficou sabendo de um caso que muito enche de orgulho a equipe do posto de vistoria do Detran do Catete. O cliente tinha vistoria marcada para as 19h na unidade de atendimento, mas às 17h um funcionário ligou avisando que a unidade já estava disponível para atendê-lo. Segundo a pessoa que presenciou o caso, o cliente usou a palavra “eficiência” para descrever o trabalho do Detran.
Equipe do posto de vistoria do Detran do Catete
A cliente Carmen Lúcia Fernandes é autora de outra mensagem de elogio coletivo. Ela ficou “pasma com a rapidez, eficiência e educação dos funcionários” do setor de habilitação, que trabalham no Rio Poupa Tempo de Bangu. Parabéns equipe! Os funcionários da unidade de atendimento do Shopping Iguatemi, em Vila Isabel, também fizeram bonito, mantendo a ordem no local de trabalho e oferecendo um atendimento de qualidade. Olha o que o cliente Carlos Alberto Leal de Miranda conta: “Fui ao posto do Iguatemi. Fiquei abismado. Primeiro mundo. Repartição pública assim dá gosto. Vale a pena pagar e ter um serviço a altura. Coisa rara no Brasil. Parabéns”.
A equipe do posto de vistoria da Vila Militar é outra que merece destaque. Carlos Henrique de Paiva Saleiro deu nota dez para o atendimento, segundo ele realizado em 20 minutos. “Foi uma organização incrível e fiquei muito satisfeito com o atendimento (...)”, conta o cliente.
Sandra Regina Faillace
Sandra Regina Faillace e Talita Aristóteles Okada, da Ouvidoria, arrancaram elogios de Marcello Paschoal pela “simpatia” e também pela eficiência, afinal, a dupla compreendeu que o cliente tinha viagem marcada e conseguiu resolver seu problema “no mesmo dia”. Ricardo Martins, também da Ouvidoria, acertou em cheio ao tratar Agenor da Silva Maia com tanta atenção. “Continue sendo essa pessoa educada, dinâmica e responsável”, elogia o cliente.
O funcionário Ismael Alves de Souza, do Acesso 4, foi parabenizado por Wesley de Sousa Pereira: “Nosso país tem necessidade de pessoas como você”. Wesley se referia à “atenção e educação” de Ismael. Marcelo Frederico Correa, do Protocolo Geral, deixou a Leonel Nogueira da Silva a “sensação de que este órgão é um órgão de pessoas que querem ajudar e não complicar”.
Marcelo e Ismael
Joaquim, Talita e Ricardo
Foi descomplicando que Joaquim Barros Tavares, da Ouvidoria, Cristina Aquino, do posto de habilitação de Niterói, e Patrícia Lima Magalhães, da Diretoria de Habilitação, solucionaram o problema de Sebastião Vital de Mendonça. “Quero ressaltar o bom nível de atendimento dos funcionários que me receberam no Detran, no Rio e em Niterói”. Cristina foi “diligente e sempre cortês” ao atender os telefonemas diários do cliente, que aguardava a chegada de sua Carteira Nacional de Habilitação ao posto.
Patrícia Lima Magalhães
Michelle Leandro
Michelle Leandro, que colhe digital para carteira de habilitação no posto Santa Luzia, recebeu um elogio de Fábio Marcos de Oliveira Júnior, “pela paciência” ao atender os clientes do Detran. A examinadora Marialba C. Faria, descrita como “muito paciente, atenciosa, educada” foi elogiada por Ana Luísa Câmara, lá de Angra dos Reis. A cliente disse que a examinadora deixa o candidato “muito tranquilo e seguro na hora do exame”. Por falar em exame, Jan Carlos elogiou a psicóloga Cleonir Nunes Rolim, que trabalha na Divisão Médica. “Um amor de pessoa, uma doutora espetacular”, escreveu o cliente.
Marialba Faria
Cleonir Nunes Rolim
Luiz Antônio do Monte, Carina de Carvalho Leira e Yvi Tolevano, os três funcionários do quadro da Identificação Civil, foram elogiados por meio de ofício enviado à Diretoria de Identificação Civil pela Secretaria de Administração Penitenciária. O documento é assinado por Ricardo Alexandre Romar Naldoni, Superintendente de Informática da pasta. Ele elogia o empenho do trio no Curso de Atualização do Sistema SIPEN, realizado na sede do Tribunal de Justiça do Rio. Os funcionários do Detran foram “essenciais para o sucesso do evento”, diz ele.
O Detran parabeniza os funcionários por oferecerem aos seus clientes o atendimento de qualidade que todo cidadão merece. Parabéns!
Três amigas, uma noiva, uma casada e uma amante decidiram fazer uma brincadeira: seduzir seus homens usando uma capa, corpete de couro, máscara nos olhos e botas de cano alto, para depois dividir a experiência entre elas.
No dia seguinte, a noiva iniciou a conversa:
- Quando meu namorado me viu usando o corpete de couro, botas com 12 cm de salto e máscara sobre os olhos, me olhou intensamente e disse: 'Você é a mulher da minha vida, eu te amo'. Fizemos amor apaixonadamente.
A amante contou a sua versão:
- Encontrei meu amante no escritório, com o equipamento completo! Quando abri a capa, ele não disse nada, me agarrou e fizemos amor a noite toda, na mesa, no chão, de pé, na janela, até no hall do elevador!
Aí a casada contou sua história:
- Mandei as crianças para a casa da minha mãe, dei folga pra empregada, fiz depilação completa, as unhas, escova, passei creme no corpo inteiro, perfume em lugares estratégicos e caprichei: capa preta, corpete de couro, botas com salto de 15 cm , máscara sobre os olhos e um batom vermelho que nunca tinha usado.
Pra incrementar, comprei uma calcinha de lycra preta com um lacinho de cetim no ponto G. Apaguei todas as luzes da casa e deixei só velas iluminando o ambiente. Meu marido chegou, me olhou de cima abaixo e disse:- Fala aí, Batman, cadê a janta???
Mello: Oposição repete PT quando FH indicou Mendes
Nesta terça-feira, 30, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado sabatina José Antonio Dias Toffoli, advogado-geral da União e indicado pelo presidente Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF) para assumir a cadeira deixada por Carlos Alberto Menezes Direito, morto no início de setembro. Para o ministro Marco Aurélio Mello, "a história se repete":
- A oposição assume o papel que outrora foi do PT. À época (quando Gilmar Mendes foi indicado por FHC), ressaltaram exatamente o mesmo, que ele seria uma pessoa muito ligada ao presidente.
Toffoli é criticado pela proximidade com o PT, por não ter mestrado e doutorado e por ter sido reprovado na primeira fase dos dois concursos que prestou para juiz. Toffoli foi advogado da sigla nas campanhas de Lula à Presidência nos anos de 1998, 2002 e 2006. Em 1995, na Câmara dos Deputados, foi assessor parlamentar da liderança do partido até o ano 2000.
Atuou como assessor do deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP) e terminou nomeado para a subchefia de Assuntos Jurídicos do então ministro da Casa Civil José Dirceu. Em São Paulo, com Marta Suplicy (PT) na prefeitura, foi chefe de gabinete da Secretaria de Implementação das Subprefeituras.
Depois que a indicação passar pelo Senado, se aprovada, vai para o presidente da República e ele baixará um decreto nomeando Toffoli, que marca o dia da posse com o presidente do Supremo. Caso o Senado vete, Lula avalia a rejeição que, se constitucional, somente cabe ao presidente indicar um outro candidato.
"Na história da Suprema Corte no Brasil esse veto nunca aconteceu, somente na época do Marechal Floriano Peixoto, no qual Barata Ribeiro foi negado por ser médico", conta Marco Aurélio.
Leia abaixo a entrevista:
Terra Magazine - Nesta quarta-feira, 30, Toffoli será sabatinado no Senado. A indicação do presidente Lula é bastante questionada tanto por conta da proximidade política entre o advogado-geral da União com o PT, quanto por conta da idade. Como o senhor avalia essas críticas?
Marco Aurélio Mello - A questão da idade é bastante objetiva, o mínimo é de 35 anos. Eu entrei como ministro no Tribunal Superior do Trabalho aos 35 anos e não deixei de honrar a cadeira. A questão ideológica, cabe ao Senado questionar e decidir no campo político da sabatina. Evidentemente, a tendência de presidente é indicar pessoas do relacionamento dele, pessoas que ele mais ou menos conhece o desempenho jurídico. O nosso sistema é esse, o presidente escolhe e submete ao Senado, que hoje é o dono da palavra no dia de hoje. E ao Supremo só cabe a posse.
Em determinados casos, ele será suspeito para emitir seu julgamento. Um é a suspeição outro é o impedimento. Naqueles processos em que ele atuou como advogado-geral da União, não poderá emitir seu juízo enquanto ministro. Ele estará automaticamente afastado. Ao meu ver, nos que ele não atuou, ele poderá, dizendo o porquê, se afastar do caso. Agora, o que precisamos compreender é que um homem, se profissional da advocacia, é um e é outro com a outorga sobre os ombros. Não se agradece com a outorga.
Como assim? Ele não terá que ser benevolente com aqueles que num passado recente o ajudaram. Nem favorecer a quem quer que seja.
No caso do presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, também houve muitos questionamentos feitos pelo PT que à época era oposição ao presidente Fernando Henrique Cardoso. A história se repete. A oposição assume o papel que outrora foi do PT. À época, ressaltaram exatamente o mesmo, que ele seria uma pessoa muito ligada ao presidente FHC.
Ele também era advogado-geral da União. Era e inclusive foi quem deu o tom, fazendo da advocacia pública uma advocacia como realmente convém ser feita: a defesa do interesse público com garra.
O senhor acredita que essa proximidade com o PT faça com que os juízos emitidos por ele sejam mais questionados? Acredito que não, porque devo presumir o que normalmente ocorre. Quando alguém prolata um voto, e eu julgo as pessoas por mim mesmo, o faz com convencimento e não por alguma tendência para beneficiar esse ou aquele segmento.
Alguma vez o Senado vetou um nome para o STF? Na história da Suprema Corte no Brasil esse veto nunca aconteceu, somente na época do Marechal Floriano Peixoto, no qual Barata Ribeiro foi negado por ser médico.
A VIOLÊNCIA NA MARÉ - Confrontos armados, participação de policiais em ações do tráfico e descaso de autoridades refletem uma política de segurança que desconsidera a vida do morador da favela.
Na madrugada do dia 30 de maio de 2009, um grupo de traficantes da Baixa do Sapateiro iniciou a tentativa de tomar os pontos de vendas de drogas controlados por outra facção criminosa em uma comunidade vizinha, a Vila dos Pinheiros. Oito escolas e cinco creches ficaram fechadas por mais de uma semana, deixando cerca de 10 mil alunos sem aula. Desde então, moradores do conjunto de favelas da Maré vivem uma rotina de extrema violência que é muito pouco divulgada nos meios de comunicação. As autoridades, por sua vez, permanecem com uma postura que é de descaso e, diante do apoio de agentes do Estado nas ações criminosas, também de conivência.
Os confrontos armados são diários. O movimento do comércio é constantemente interrompido e há diversos relatos de casas invadidas, quedas de luz, além de um altíssimo número de mortos e feridos. Nos primeiros quinze dias de conflitos na Maré, em junho, quando a imprensa chegou a dar algum espaço para a situação vivida pelas comunidades, 19 mortes foram noticiadas. No entanto, um levantamento entre moradores aponta para mais de 50 mortes desde o início dos confrontos, há quase quatro meses. Segundo F.S.C., moradora do Morro do Timbau, as pessoas têm medo de sair de suas casas: “Passei uma semana sem poder ver meus pais, que moram na Vila do João. Minha mãe já ficou vários dias sem sair para trabalhar e às vezes tem que voltar no meio do caminho, pois os tiroteios recomeçam e ela fica exposta".
Um dos mais graves relatos aponta que policiais teriam participado da invasão à Vila dos Pinheiros. Moradores afirmam que três veículos blindados da Polícia Militar – os chamados caveirões – foram ‘alugados’ para traficantes de uma das facções envolvidas. Na Maré, esta é uma informação naturalizada. “Todo mundo aqui sabe disso. Várias pessoas viram”, afirma R.A., morador do Conjunto Esperança.
A denúncia do aluguel de caveirões chegou até as autoridades e foi noticiada por um grande jornal do Rio de Janeiro, mas não foi suficiente para iniciar um debate amplo sobre a situação de extrema violência na Maré e sobre a responsabilidade do governo. Pelo contrário assim que a notícia veio a público, a Secretaria de Segurança se apressou em desqualificá-la, em contradição evidente com falas anteriores do secretário José Mariano Beltrame, que por diversas vezes já havia ressaltado a importância de denúncias anônimas para as investigações policiais. Nem mesmo o novo comandante da Polícia Militar, Mario Sergio Duarte, que já esteve à frente do 22º Batalhão, arriscou um pronunciamento responsável.
A reação da cúpula da segurança do estado - negando os fatos antes de investigá-los - reflete a tônica deste governo descaso com os relatos dos moradores das comunidades pobres e acobertamento de ações criminosas praticadas pela corporação policial. O silêncio do governador Sérgio Cabral é, indiscutivelmente, um reflexo dessa indiferença com que os governantes tratam os bairros pobres do Rio de Janeiro, mas pode esconder também uma estratégia perversa a do “quanto pior, melhor”. Depois de meses de ausência deliberada, não seria surpresa se o Estado aparecesse na Maré vendendo como “solução” a realização de mais uma mega-operação policial – como a do Complexo do Alemão, que em 2007 levou o terror às comunidades e resultou na chacina de 19 pessoas em apenas um dia.
Em menos de quatro meses, entre maio e agosto daquele ano, foram registrados pelo menos 44 mortos e 81 feridos durante as incursões policiais no Alemão. Escolas e creches também foram fechadas, e os moradores ficaram sem poder sair de casa. Constata-se objetivamente que o efeito prático das ações policiais violentas do atual governo do Rio de Janeiro é o mesmo dos tiroteios entre traficantes o desrespeito à vida e à liberdade do povo das favelas.
No último dia 12 de julho, o jornal O Globo publicou a matéria “Covil do Tráfico”, em que a cúpula da segurança do estado, ao apontar o Alemão como reduto importante do tráfico de drogas, reconhece a completa ineficácia da ação de dois anos atrás. No entanto, as autoridades prometem repetir as mega-operações policiais, até mesmo como pré-requisito para a implantação de um modelo que vem sendo vendido como novo paradigma na política de segurança do Rio de Janeiro e que ganha contornos eleitoreiros a chamada política “de pacificação”.
Ao contrário do que é pintado no discurso oficial, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) não rompem com a lógica das políticas de segurança que vêm sendo implementadas seguidamente pelos últimos governos. São diversos os casos documentados de agressão física e de abuso de autoridade envolvendo agentes das UPPs. Além disso, com base em conceitos higienistas e de superioridade de classe, proíbe-se arbitrariamente certas formas de organização social e cultural construídas historicamente nas favelas. Ou seja, a atuação da polícia permanece estruturada em uma relação tensa de controle e confronto com a população negra e pobre, com a restrição de liberdades e a imposição de uma autoridade baseada na coerção de suas armas. De fato, as diversas formas de violência policial são consequência da secular orientação ao militarismo e à brutalidade dentro de comunidades pobres.
Nos últimos anos, o Estado vem seguidamente realizando ações policiais violentas e desastrosas na Maré. Foram muitos casos emblemáticos, mas apenas alguns poucos se tornaram públicos. Em dezembro de 2008, o pequeno Matheus Rodrigues, de oito anos, morreu na porta da casa de sua mãe quando saía de casa para comprar pão e foi atingido no rosto por um tiro de fuzil disparado por policiais. Menos de cinco meses depois, em abril deste ano, o jovem Felipe Correia, de 17 anos, conversava com amigos há cerca de dez metros da casa de sua família. Quatro policiais militares sem uniforme dispararam apenas um tiro de fuzil, que acertou a cabeça do rapaz. Os dois crimes envolvem policiais do 22º Batalhão, o mesmo que é acusado de alugar o caveirão.
Casos como esses trazem a certeza de que o caminho para o fim do sofrimento dos moradores não pode, sob nenhuma hipótese, passar por operações policiais violentas. No último domingo, dia 20, um ato contra a violência reuniu 600 pessoas e percorreu as comunidades da Maré afetadas diretamente com os confrontos dos últimos meses. A manifestação, não à toa, foi realizada no dia em que o menino Matheus e o jovem Felipe fariam aniversário.
As organizações e indivíduos abaixo-assinados se somam em solidariedade ao povo da Maré e reafirmam, categoricamente, que não aceitam mais uma política de segurança que encare a favela como território inimigo e que obedeça a uma lógica de exclusão, em que se governa apenas para alguns e se reserva a outros a violência da repressão, do controle e, frequentemente, do extermínio.
ANF - AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DAS FAVELAS
APAFUNK
CENTRAL DE MOVIMENTOS POPULARES
CENTRO DE DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS DE PETRÓPOLIS - CDDH
COJIRA - COMISSÃO DE JORNALISTAS PELA - IGUALDADE RACIAL
CONLUTAS - RJ
CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL - CRESS - RJ
DDH - DEFENSORES DE DIREITOS HUMANOS
IBASE - INSTITUTO BRASILEIRO DE ANÁLISES SOCIAIS E ECONÔMICAS
JUBILEU SUL BRASIL
JUSTIÇA GLOBAL
INTERSINDICAL
MORENA-CB - MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO NACIONALISTA CÍRCULOS BOLIVARIANOS
MANDATO MARCELO FREIXO
MST - MOVIMENTOS DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA
NIAC - NÚCLEO INTERDISCIPLINAR DE AÇÕES PARA CIDADANIA - UFRJ
NPC - NÚCLEO PIRATININGA DE COMUNICAÇÃO
PACS - INSTITUTO POLÍTICAS ALTERNATIVAS PARA O CONE SUL
PROJETO LEGAL
PLATAFORMA DHESCA BRASIL
PROJETO CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE E ATRAVÉS DO DOMÍNIO AUDIOVISUAL
REDE DE COMUNIDADES E MOVIMENTOS CONTRA A VIOLÊNCIA
REVISTA VÍRUS PLANETÁRIO
VISÃO DA FAVELA
BRASIL "
Assina o manifesto:
Abelardo Lima
Adriana Facina - Antropóloga
Adriana dos Santos Fernandes - Cientista Social e professora, moradora de Santa Teresa
Agnaldo Fernandes - Técnico-administrativo em Educação da UFRJ
Alessandra Maletzki Ramasine
Alexandre Campbell Ferreira - Psicólogo - Niterói
Aline Barbosa - Psicóloga
Ana Claudia Chaves Mello –
Ana Claudia Tavares - Centro de Assessoria Popular Mariana Criola
André Fernandes - Secretário executivo da ANF - Agência de Notícias das Favelas
Andrei Bastos - Jornalista
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Angelica Alves Pereira Da Silva - Professora
Angelica Basthi - Jornalista - COJIRA – RIO
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Basse Silber
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Julio Cesar Condaque - CONLUTAS, Professor da FAETEC
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Leonardo de Abreu Voigt - Membro dos núcleos de estudos e pesquisas NuFiPE - UFF (Núcleo de Filosofia, Política e Educação) e OBFF - UFF (Observatório Fundiário Fluminense).
Leandro Uchoas - Jornalista - Brasil de Fato
Luciana da Silva Andrade - Profa. e Dra. PROURB-FAU-UFRJ
Luciana Vanzan da Silva - Colaboradora da Comissão de Direitos Humanos do CRP/RJ
Luis Henrique Nascimento Gonçalves - Coordenador geral da Metara Comunicação, morador de Santa Teresa
Lujan Maria Bacelar de Miranda - Intersindical
Marcelo Badaró Mattos - Professor de História - UFF
Marcelo Braga Edmundo - Membro da Direção Nacional da Central de Movimentos Populares
Marco Antonio Perruso - Prof. Adjunto Ciências Sociais UFRuralRJ
Marcos Teixeira
Marcus Castanhola - 4a. Via
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Mariana Gomes Caetano - Estudos de Mídia (UFF) - Revista Vírus Planetário
Mariana Vieira - Estudante, Rio de janeiro/RJ
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Marlana Rego Monteiro dos Santos - Fórum de Educadores Populares
Matheus Thomaz - Assistente Social da Fundação Municipal de Saúde de Niterói
Mc Leonardo - APAFUNK
Michel Robim - Coordenador e membro
do comitê do Rio Abierto Iternacional
Michelle Ferreti
Miriam Krenzinger A Guindani - Professora - Núcleo Interdisciplinar de Ações para Cidadania-NIAC/DIUC-PR5 (UFRJ)
Moctezuma Pinto - Mov. Fé e Política Litoral / Macaé RJ -PT / Macaé RJ
Monique Cruz - Estudante de Serviço Social da UFRJ - Moradora do Complexo de Manguinhos
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Pâmella Passos - Professor de História (IFRJ)
Patrícia Birman - Professora/UERJ
Paula Máiran - Jornalista - Assessoria de Comunicação do Mandato Marcelo Freixo (PSOL) - ALERJ
Paula Kapp
Paulo da |Vida Athos – Poeta e ativista social
Paulo Koatz Miragaya - Estudante de Psicologia da UFRJ - Morador de Laranjeiras
Pedro Henrique Pedreira Campos - Professor de História e historiador
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Renata Lira
Renata Souza - Moradora da Maré
Ricardo Cesar Rocha da Costa- Professor de Sociologia do IFRJ - Campus São Gonçalo/Doutorando em Serviço Social na UERJ
Ricardo Gilberto Lyrio Teixeira - Mestrando em Historia (UFF)
Rodolfo Noronha - Professor
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Rubem Antunes Brasil - Secretário de Município da Agricultura e Pecuária de Dilermando de Aguiar
Sandra Martins - Jornalista, membro da Cojira-Rio/SJPMRJ
Sandra Quintela - Economista, PACS
Samuel Mello Araujo Júnior - Professor universitário – UFRJ
Sergio Kalili - Jornalista - Justiça Global
Sheila Corrêa da Silva
Simone da Silva Ribeiro Gomes
Tania Pacheco - Militante do GT Combate ao Racismo Ambiental e pesquisadora - Rio de Janeiro
Tania Kolker - Psicanalista, membro do Grupo Tortura Nunca Mais do RJ
Thais Della Nina Tibiriçá
Thiago Vieira de Sena Silva - Estudante de Artes Plásticas (UFRJ), Educador, Morador da Maré
Tina Montenegro - Historiadora da arte/Rio de Janeiro
Timo Bartholl - Sobrado/Maré - Prof. de inglês/CEASM
"Toffoli é a esperança de que o STF terá uma maioria garantista e garantidora. Não existe Direito fundamental sem quem o garanta."
(Paulo da Vida Athos).
O Senado aprovou no início da noite, em votação secreta, a indicação do atual advogado-geral da União, José Antonio Toffoli , para o Supremo Tribunal Federal (STF). Foram 58 votos a favor e 9 contrários.
Antes da votação em plenário, a indicação já tinha sido aprovada pela Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado, também em votação secreta. Na comissão, foram 20 votos a favor e três contrários. A votação ocorreu após cerca quase sete horas de sabatina. A indicação foi feita pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva há duas semanas para ocupar a vaga deixada pelo ministro Carlos Alberto Direito, que morreu no dia 1.º de setembro. Ainda não há data para a posse do novo ministro no STF.
Durante a sabatina, que começou por volta das 11h30m, o advogado-geral da União afirmou que o tempo em que foi advogado para campanhas do PT já não faz mais parte da sua vida. Sobre a falta de diploma de mestrado e doutorado, disse que se deu por opção, porque preferiu a advocacia à vida acadêmica. Afirmou ainda que mantém sua reputação ilibada pois um dos processos que responde na Justiça do Amapá foi anulado e o outro teve a sentença suspensa.
Toffoli admitiu a possibilidade de votar no processo de extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti se for confirmado na vaga. Toffoli esclareceu que não estaria impedido para votar no caso porque não se manifestou como advogado-geral da União no processo. Mas informou que ouvirá os futuros colegas para decidir se participa ou não.
Se votar no processo, Toffoli poderá definir a situação do italiano. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista quando o placar contabilizava quatro votos a três pela extradição. Dois ministros ainda não votaram: Marco Aurélio Mello e Gilmar Mendes. O primeiro deverá votar pela permanência de Battisti no Brasil e o segundo, pela extradição. A expectativa é que um eventual voto de Toffoli seja pela permanência do italiano no Brasil.
Nesse caso, haveria empate. A questão pode ser resolvida de duas formas: ou convoca-se um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para desempatar o julgamento ou adota-se o mesmo procedimento de julgamentos de habeas corpus - que, em caso de empate, o réu é beneficiado. Ou seja: se Toffoli votar no processo, aumentam as chances de Battisti permanecer no Brasil.
No início da sabatina, o advogado declarou que, se for aprovado para o STF, terá compromisso apenas com a Constituição Federal. E que não atuará como advogado do governo, ao contrário do que teme a oposição.
A principal voz de oposição a Toffoli na CCJ foi a do senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Após o resultado da votação, ele escreveu no Twitter: "Melhor do que conferir a Toffoli o diploma de notório saber jurídico, seria retirar da Constituição essa exigência ignorada no dia de hoje ".
Durante a sabatina, o tucano disse não reconhecia nele notório saber jurídico e reputação ilibada. Dias ressaltou que Toffoli foi advogado em campanhas do PT e que foi reprovado em duas provas para juiz:
"A trajetória de Vossa Excelência é extremamente ligada ao presidente Lula e ao partido dele. Eu poderia dizer que o PT quer estatizar seu advogado mandando ao Supremo Tribunal Federal " (Alvaro Dias)
- A Constituição estabelece quesitos essenciais para a nomeação ao STF. Notório saber jurídico, ilibada reputação e notoriedade - ressaltou. - Quem deveria ser questionado (sobre a indicação) é o próprio presidente Lula. Não há prova para o STF, temos que nos valer da trajetória do indicado. A trajetória de Vossa Excelência é extremamente ligada ao presidente Lula e ao partido dele. Eu poderia dizer que o PT quer estatizar seu advogado mandando ao Supremo Tribunal Federal - acusou Dias durante a sabatina..
Toffoli rebateu:
- Não nego a minha história, mas já deixei de lado os laços a partir do momento que fui para a Advocacia Geral da União - afirmou Toffoli, ressaltando que nos casos em que houver possível comprometimento poderá se abster.
" O fato de eu ter atuado em ações eleitorais para o presidente da República é algo do passado "
Sobre a suposta falta de notório saber jurídico, Toffoli disse:
- Eu optei pela advocacia. A minha formação profissional se fez na advocacia. A advocacia é uma atividade nobre, honrosa - destacou. - Não fiz uma opção de vida pela acadêmica, fiz na advocacia para poder contribuir para o nosso país, para o nosso povo. - concluiu, destacando que a jurisprudência considera que aprovação em concursos públicos não pode ser tomada com indício de notório saber jurídico.
O senador tucano citou ainda reportagem do jornal "Folha de S.Paulo" em que Toffoli aparece como um dos responsáveis pela indicação de um advogado para o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau, afastado do cargo devido a denúncias de corrupção e formação de quadrilha. O advogado-geral afirmou que não se lembrava de ter interferido no caso.
Dias aproveitou para afirmar que é recorrente no atual governo se esquivar de questionamentos mais comprometedores. A ministra da Casa Civil, Dilma Rouseff, que, segundo a "Folha", também teria ajudado a escolher o advogado, negou nesta quarta-feira envolvimento no caso e não quis se estender sobre o assunto.
Toffoli diz que nunca ouviu sequer a palavra mensalão
Em resposta ao senador Pedro Simon (PMDB-RS), disse que no período em que atuou como subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil nunca ouviu sequer a palavra mensalão:
- Houve uma comissão parlamentar de inquérito que investigou esse episódio, houve inquérito na polícia, investigação por parte do Ministério Público, denúncia do procurador-geral ao Supremo Tribunal Federal e nunca, em nenhum momento, meu nome foi citado sequer como ilação. Eu desconheço esses fatos, não tenho conhecimento do processo que está tramitando no STF - acrescentou.
Relatório de Dornelles enfatizou títulos
Quem relatou a indicação na Comissão foi o senador Francisco Dornelles (PP-RJ). Em relatório apresentado na semana passada, ele abriu caminho para aprovação do advogado. Num relato biográfico de Toffoli, Dornelles enfatizou condecorações, palestras internacionais e títulos, como o de doutor honoris causa, concedido pela Ordem dos Advogados do Brasil.
A dois meses das eleições para a direção da seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil nos próximos dois anos, as prováveis candidaturas já foram postas à prova. Uma pesquisa encomendada pelo atual presidente da entidade e candidato à reeleição, Wadih Damous, mostra vantagem de 60% sobre seu principal adversário, Lauro Schuch, vice-presidente da seccional. A atual gestão é aprovada por 88% dos advogados entrevistados. A pesquisa não incluiu outros dois candidatos que já afirmaram participar da disputa, Luciano Viveiros e Wanderley Rebello Filho.
A pesquisa feita pelo Ibope envolveu 400 entrevistas por telefone com filiados à entidade em todo o estado, segundo lista entregue ao instituto pela própria OAB-RJ. As ligações foram feitas entre os dias 5 e 7 de agosto.
Wadih Damous e Lauro Schuch, apesar de participarem de grupos políticos diferentes, foram eleitos presidente e vice-presidente em 2006. Os dois já haviam concorrido em chapas diferentes para as eleições anteriores. No entanto, como eram de oposição, resolveram somar forças para tentar fazer frente aos advogados que davam as cartas na seccional havia 15 anos. Deu certo. A chapa foi eleita com o discurso de mudar a cara da OAB do Rio.
Segundo o Ibope, Damous tem 71% das intenções de voto, contra 11% de Schuch. Votos em branco e nulos somam 6%, e indecisos, 13%. Fora da capital, a vantagem do atual presidente em relação ao vice é maior: 84% contra 7%. Entre os 116 advogados entrevistados fora do Rio, apenas 1% não sabe em quem votará, e 8% não votará em nenhum dos dois. Já na capital, a diferença cai para 54 pontos percentuais. Dos 284 entrevistados, 17% ainda não têm uma preferência. Votos nulos e em branco são 5%.
O maior número de indecisos no estado está entre os advogados aposentados e inativos — 22%. Mesmo assim, Damous está 55 pontos à frente de Schuch. O presidente tem 64% das intenções dos 77 entrevistados. Schuch tem 9%. Brancos e nulos somam 5%.
Boa parte da vantagem se deve à forte aprovação à atual gestão, que chega a 88%. Apenas 6% dos entrevistados desaprovam o trabalho de Wadih Damous à frente da entidade, e 7% preferiram não opinar. Mesmo assim, a ação da OAB é ruim ou péssima para somente 2% dos advogados. O desempenho nos últimos dois anos foi ótimo ou bom para 82%, e regular para 13%. Não opinaram apenas 3%.
O resultado, no entanto, mostra leve queda na avaliação. Em março, 86% classificavam a gestão como ótima ou boa, 11% como regular e só 1% achavam ruim ou péssima. Não responderam 2% dos entrevistados.
As eleições acontecem no dia 16 de novembro. Por enquanto, se dizem na disputa os advogados Wadih Damous, Lauro Schuch, Luciano Viveiros e Wanderley Rebello Filho.
A corrida pela presidência já apresentou outros nomes. Chegou-se a cogitar para a disputa o desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Rio Sylvio Capanema que seria apoiado pelo grupo anterior a Damous. Outro advogado que chegou a se lançar foi Wanderley Rebello, que foi apoiado por algumas lideranças da gestão anterior a Damous. Luciano Viveiros também conta com apoio de alguns advogados que já comandaram a OAB-RJ, como o ex-presidente da seccional Otávio Gomes.
O advogado João Tancredo chegou a fazer campanha, apresentar propostas e conseguir apoio de advogados. O site com suas propostas ainda está no ar. Mas ele decidiu sair da corrida por problemas de saúde.