terça-feira, 22 de abril de 2014

Persistência

A força que habita em mim não foi adquirida nas academias, nos halteres para esculpir o corpo. Adquiri minha força me erguendo em todas as vezes que cai na caminhada.

sábado, 19 de abril de 2014

Prisões, mensalões e cinismo social

Se a mídia conservadora tivesse com a população carcerária a mesma "preocupação", e desse o mesmo espaço que dá a execução das penas de Genoino e Zé Dirceu ao conjunto aos demais encarcerados, e se a sociedade não fosse tão cínica, o Brasil seria modelo em sistema penitenciário.

domingo, 6 de abril de 2014

Memória e Verdade inegociáveis

Memória e Verdade inegociáveis.


Uma a uma vão se apagando as lembranças,
como se habitasse a vida o esquecimento,
e da terra evaporasse o sangue,
e do éter os gritos dos nossos mortos.

Porque esse silêncio?
Porquê esse descaso?
Por onde andará minha criança?

Eu quero saber!
Preciso saber para viver,
pois não saber é viver a morte.

Não aceitarei o desatino dessa incerteza,
pelo menos, não calado!
Se o destino é parado,
que espere, estou chegando.

Que se calem as gentes,
o Estado e os quartéis;
que parem as rotativas,
ou que continuem triturando
a verdade e a história,
semeando mentiras.

Que se cale a consciência
dos carrascos,
que continue calada a legião dos omissos;
que se fartem,
com o silenciar dos ais
que habitam os porões;
que esqueçam o balé
de meninos com dragões;
que se satisfaçam
com o silêncio dos canhões!

Mas, não eu! Não calarei!

Não darei aos algozes
o prazer da rendição,
que mais que isso
é conivência,
é silêncio de covarde,
e, como ele,
deve ficar insepulto,
vísceras expostas
sob a luz da verdade!

Não terão  silêncios!
De mim não terão silêncios!
Não tenho silêncios!

Meus silêncios são habitados
por gritos de dor e clamor de vingança.

Não quero justiça!
Nunca teremos justiça.
Quero vingança!

Vingança é a justiça dos que tombam em combate.

O resto é missa e não creio em deus,
nem em padres, pastores ou diabos.

Creio na liberdade
e por ela tombei
e vi tombarem,
por ela matei
e vi torturarem.

Creio no chão em que piso,
na terra que produz,
e na exploração humana.

Creio no que vi, vejo e sinto,
e sinto que não posso parar,
que preciso gritar.

Por cada um que perdeu a voz,
por cada um que perdeu a vida,
por cada ser torturado,
por cada pessoa desaparecida,
e por cada mulher e cada homem,
que ficaram órfãos de seus filhos.

Não calarei e cavalgarei
meu grito de morte,
meu canto de guerra,
e com meu santo guerreiro
buscarei no fundo do mar,
debaixo das pedras,
nos buracos das selvas,
sob o véu da omissão,
nos fornos das fábricas,
debaixo das pontes,
no fundo dos lagos,
nos leitos dos rios,
nas lembranças perdidas,
nos arquivos dos quartéis:
até encontrar o último desaparecido,
dos campos ou das cidades.

Enquanto não for encontrado,
não haverá justiça com o passado.

E muito menos, verdade!



Rio de Janeiro, 6 de abril de 2014.
Por Paulo da Vida Athos



Postagens mais visitadas

Ju Aventureira David

Bom dia minha aventureira... Que seja muito bom esse primeiro dia de um novo ano em tua vida, de muitos que ainda virão, e ple...