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Mostrando postagens de 2010

Apesar de leis, ex-presos enfrentam resistência no mercado de trabalho

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'Liberdade virou tormenta', diz jovem que ficou sem emprego após ser solto.
Estados passam a determinar cotas de ex-detentos em empresas.



F. C., de 44 anos, tem esperança de ser registrado.

"As pessoas não acreditam que a gente está
disposta a se recuperar. Acham que a gente
pensa em roubar de novo."

(Foto: Daigo Oliva/G1) Em 2010, pelo menos 9 governos estaduais e prefeituras aprovaram leis que obrigam ou estimulam empresas contratadas pelo poder público a ter uma cota de 2% a 10% de ex-presos entre os funcionários, segundo o Conselho Nacional de Justiça e levantamento feito pelo G1. A criação de meios pelo Estado para reinserir ex-detentos no mercado é prevista desde 1984, quando foi criada a Lei de Execução Penal, mas normas que determinam ou incentivam a contratação de ex-presos são recentes. Em 2009, leis desse tipo foram aprovadas em ao menos 5 localidades e, em 2008, no Distrito Federal. Ao menos 2 projetos estão em tramitação, no Piauí e no Ceará. Antes di…

Relatos de quem vive ainda sob o poder dos milicianos nas favelas do Rio

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Associação de Juízes para a Democracia. Juíza: operação no Alemão é "verdadeira enganação"

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A milícia é pior que os gangues. Não são negros de bermuda, estão entre nós. Elegem deputados, vereadores.

"Esta guerra vai ter muitas batalhas" mas a mais importante é a "invasão da cidadania"

Por Alexandra Lucas Coelho, no Rio de Janeiro
Zuenir Ventura é um cavalheiro. Difícil imaginá-lo a perder a cabeça. Trata os amigos das favelas e da Zona Sul da mesma forma: "meu querido", "minha querida". Ao fim de meia hora já quer resolver os nossos problemas. Tem 1,80 de altura, vai fazer 80 anos, não passa propriamente despercebido.

E foi este homem que há 16 anos se enfiou na favela Vigário Geral, Zona Norte do Rio de Janeiro, depois de um massacre em que morreram 21 pessoas. Queria conhecer o mundo dos morros, escrever sobre as raízes da violência, e acabou por chamar a esse livro Cidade Partida.

A expressão ficou um símbolo do Rio. De um lado, a vida-boa cá em baixo (Ipanema, Leblon, Copacabana). Do outro, a vida das favelas lá em cima (da Rocinha à Zona Norte).

Separação, para não dizer apartheid, porque o brasileiro nunca deixa de ser cordial.

Agora, uma…