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Mostrando postagens de Outubro, 2007

CARTA A UM COMPANHEIRO DE TRINCHEIRA

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CARTA A UM COMPANHEIRO DE TRINCHEIRA



Caro Ricardo Neves Gonlalez.
Vim de ler seu post Estado Nazista, onde critica sua excelência, o digníssimo secretário de segurança do Rio de Janeiro por sua infeliz declaração que desmascarou o Estado. Sinto-me honrado por tê-lo nesse combate ao lado do bom senso, da ética e da Democracia. Intolero ditadura e ditadores, de maioria ou de minoria, e qualquer passo que conduza à beira desses abismos. Muitos morreram para que hoje pudéssemos votar ou dizer que o Presidente da República é um sábio ou uma besta, dependendo da posição crítica ou ideológica de cada um, ou do preconceito onde ele exista. Por essas razões, para mim não há diferença de pele, de crença, de opção sexual, de classe social, ou outra qualquer: muito menos, claro, econômica e social. O discurso da mídia, sempre fiel como um cão ao seu dono (e certamente não são os pobres), sempre foi o de apontar a razão de faltar comida no prato, de sofrermos com políticas de educação, de saúde, de habit…

TIRO NA ZONA SUL É DIFERENTE... MATAR POBRE É MENOS TRAUMÁTICO.

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Traficantes estão migrando para a Zona Sul, diz secretário Segundo José Mariano Beltrame, esta é nova estratégia dos criminosos.

Ainda de acordo com o secretário, nessa região o risco das operações policiais é maior. O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, afirmou, nesta terça-feira (23), que os traficantes do Rio estão migrando para a Zona Sul da cidade e deslocando armamentos para as favelas dessa região. De acordo com Beltrame, essa é a nova estratégia do tráfico para evitar prisões e apreensões já que, segundo o secretário, é mais difícil fazer operações na Zona Sul do que em outros pontos, como as comunidades do subúrbio.

Cai a máscara da hipocrisia, ESCUTE A DECLARAÇÃO AQUI

“Buscá-los (os traficantes) na Zona Sul, no Dona Marta, no Pavão-Pavãozinho, 'eu (polícia) estou muito próximo da população'. É difícil a polícia ali entrar. Porque um tiro em Copacabana é uma coisa, um tiro na Coréia, no Alemão, é outra. E aí?”, disse. Segundo o secretário, a repercussã…

NÃO HÁ DICOTOMIA: HÁ HOLOCAUSTO CONTRA OS EXCLUÍDOS

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CABRAL DIZ QUE NÃO HÁ DICOTOMIA ENTRE DIREITOS HUMANOS E ORDEM PÚBLICA










RIO - O governador Sérgio Cabral rebateu, na tarde desta segunda-feira, as críticas de que a polícia do Rio não respeita os direitos humanos. Sem dar nomes, o governador afirmou que os críticos tratam como assuntos distintos direitos humanos e ordem pública. Na semana passada, o governador e a OAB-RJ trocaram farpas após a ação no Morro da Coréia, que resultou na morte de 13 supostos bandidos. A declaração foi feita em uma solenidade no Palácio Guanabara para assinatura de protocolos e intenção na área do turismo.
- A democracia depende de ordem pública. Essa falsa dicotomia entre direitos humanos e ordem pública, que prevaleceu no Rio durante muitos anos, é que levou o estado a isso. Como se direitos humanos e ordem pública não pudessem conviver. Quem mais sofre com aqueles selvagens da Favela da Coréia, com os selvagens da Favela do Alemão, são os moradores do Alemão, são os moradores da Rocinha, Coréia. A cidade…

POLÍCIA MATA MAIS E PRENDE MENOS: 961 EM 2007.

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Número de mortos pela polícia sobe 21% em setembro

Foram registradas no mês 91 mortes; no ano, já são 961



O número de mortos em confronto com a polícia subiu 21,3% em setembro, em relação ao número de pessoas mortas pela polícia no mesmo mês de 2006. Segundo balanço das ocorrências criminais, divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto de Segurança Pública, foram registrados em setembro 91 autos de resistência, contra 75 no mesmo mês do ano passado. No ano, já são 961 mortos - 154 a mais que o registrado entre janeiro de setembro de 2006 (aumento de 19%). Das 91 mortes em confronto em setembro, 76 ocorreram na capital. O aumento no número de mortes em confronto contrasta com a diminuição do volume de ocorrências policiais. O número de prisões, por exemplo, caiu de 1.196, em setembro de 2006, para 1.085, em setembro deste ano. No período de janeiro a setembro, foram efetuadas 10.215 - 2.894 ou 22% a menos que o total registrado no mesmo período do ano anterior (13.109). Ou seja, a po…

CÂNTICO NEGRO

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CÂNTICO NEGRO


José Régio











"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali... A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos... Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"? Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí... Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada. Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculo…

QUANDO A POLÍCIA USA INTELIGÊNCIA POLICIAL

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ACUSADO DE CHEFIAR TRÁFICO NA ROCINHA É PRESO EM FORTALEZA Preso estava no aeroporto esperando a namorada.
Investigações começaram no início do ano. A polícia prendeu na tarde deste domingo (21) João Rafael da Silva, conhecido como Joca, que seria um dos chefes do tráfico da favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio. A Coordenadoria de Informação e Inteligência da Polícia Civil (Cinpol) e a 19ª DP (Tijuca) realizaram a prisão do acusado no Aeroporto de Fortaleza, no Ceará, quando, segundo a polícia, esperava a namorada desembarcar. Os agentes da Cinpol estariam no mesmo avião que ela. Saiba mais » Preso policial suspeito de vazar informações de operação na Rocinha» Policial preso confirma envolvimento com tráfico da Rocinha Segundo a Coordenadoria de Informação e Inteligência da Polícia Civil, João Rafael da Silva estava sendo monitorado há dois meses, desde quando teria deixado a Rocinha com R$ 2,5 milhões. Desde então, o traficante teria ido para um outro estado antes de chegar at…

CLASSE MÉDIA APÓIA HOLOCAUSTO DE POBRES

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Especialistas e ONGs criticam política de segurança do RioPara OAB, polícia do Rio é a que mais mata e que mais morre.

Especialista em violência da Uerj diz que é necessário integração do governo.

A ação da polícia em operações de combate à criminalidade no Rio vem sendo criticada por sociólogos, entidades e ONGs. Na última megaoperação realizada pela polícia, na quarta-feira (17), 12 pessoas morreram, entre elas um menino de 4 anos e um policial civil. Imagens mostraram dois suspeitos fugindo quando eram perseguidos por um helicóptero da polícia. Eles foram baleados e morreram. Um dos críticos da política de segurança do Rio, Wadih Damous, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), considera que inocentes e policiais são as maiores vítimas da ação policial. Para ele, a ação é uma guerra, que despreza a investigação e o trabalho de inteligência.

“A polícia do Rio é a que mais mata e que mais morre. As cenas da TV sobre a guerra em Senador Camará transformam em realidade a ficção…

NINGUÉM NO BRASIL PRATICA CRIMES SEM DAR DINHEIRO À POLÍCIA

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UMA ENTREVISTA COM HÉLIO LUZ



Uma revelação do documentário Falcões: meninos do tráfico, exibido no Fantástico do domingo passado, assombrou os brasileiros: crianças vendem drogas com a conivência das autoridades, inclusive as policiais - a quem pagam salários para o funcionamento dos seus negócios. Nenhuma novidade para o delegado aposentado e ex-chefe de Polícia do Rio de Janeiro (de 1995 a 1997, durante o governo de Marcelo Alencar) Hélio Luz, que diz isso há pelo menos 10 anos. Radicado em Paris (França) desde 2002, Luz, 60 anos, está em Porto Alegre, sua cidade natal e onde residem familiares. Em um shopping da Capital, Luz conversou ontem com Zero Hora sobre o documentário produzido por MV Bill e Celso Athayde, criticou a inexistência de um "projeto de segurança" no país e voltou a bater no que denomina de "banda podre" da polícia. - Ninguém no Brasil pratica crimes sem dar dinheiro à polícia. Se o cara chegar e cair na besteira de fazer isso, na segunda ou na …

A PROIBIÇÃO QUE FINANCIA OS FUZIS

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SENHORES DAR ARMAS E DO PÓ




Arsenal que consta em anotações da Favela da Coréia inclui 41 mil balas compradas em 4 meses


Christina Nascimento e Leslie Leitão

Rio - O poder de fogo dos traficantes da Favela da Coréia, em Senador Camará, que travaram um confronto sangrento na quarta-feira, está traduzido na contabilidade apreendida pela polícia. Anotações mostram que somente de janeiro a abril a quadrilha de Robson André da Silva, o Robinho Pinga, que mesmo preso em Catanduvas (PR) controla o tráfico na região, comprou 55 armas, 38 granadas e impressionantes 41 mil balas de diversos calibres. Ontem de manhã, cinco corpos foram deixados próximo ao Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, o que pode elevar para 17 o número de mortos no confronto na Coréia — entre eles um menino de 4 anos e um policial civil. Parte da documentação apreendida aponta movimentação de R$ 720 mil. Dessa quantia, R$ 242 mil são oriundos do lucro com a venda de sacolés de cocaína. As anotações são uma mostra de que o…

LIBERAR A DROGA PARA NÃO FINANCIAR FUZIS

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DA FAVELA À DROGARIA







A discussão tabu sobre a legalização das drogas como forma de destruir econômicamente o tráfico e reduzir o morticínio a um problema de saúde pública emergirá mais cedo ou mais tarde.
Alfredo Sirkis
A capacidade de reposição e reprodução do tráfico lembra um monstro da mitologia grega: a Hidra de Lerna. Tinha muitas cabeças e cada vez que uma era cortada, nasciam várias outras. As drogas, para além dos eventuais efeitos negativos sobre a saúde pública, constituem a base de uma gigantesca atividade econômica, cujo impacto é infinitamente mais grave e destruidor do que os efeitos negativos do seu uso ou abuso. Os bandidos armados de AR-15, ocupando territorialmente a favela, são apenas a ponta visível do iceberg do tráfico na própria comunidade. São a falange militar de um sistema de distribuição comercial que emprega mães de família e até idosos, que embalam, crianças que funcionam de mensageiros e fogueteiros e mais uma série de atividades consorciadas, algumas de en…

OPERAÇÃO NA FAVELA DA CORÉIA: MODELO LETAL

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OPERAÇÃO NA FAVELA DA CORÉIA: MODELO LETAL


Por Paulo da Vida Athos.


Quando o secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, em 17/10/2007, após operação em favela que deixou um saldo de 12 mortos, entre eles um menino de 4 anos e um policial civil, e mais 5 policiais feridos, vem a público para afirmar que aquela foi uma “operação que será modelo para combater tráfico” e que a “reação (dos bandidos) não surpreende. Graças ao esforço e profissionalismo da inteligência temos conseguido fazer operações com planejamento. Mesmo assim, acontecem incidentes dolorosos como a gente não quer de forma alguma que ocorra”, creio que sua excelência julga a todos nós como idiotas, ou minimamente destituídos de um mínimo de raciocínio para não reconhecer essa política de segurança letal que está sendo aplicada nas favelas da cidade. Como resultado do “esforço e profissionalismo da inteligência”: uma dúzia de cadáveres. Não tenho como parabenizar a inteligência de sua excelência, nem o que …