terça-feira, 17 de setembro de 2013

Ideologia: ódio ao PT

Vez ou outra me vejo na necessidade de defender o PT em, como diria meu amigo Marcão, esgrima virtual. Duro é debater com pessoas que sequer ostentam sua preferência partidária, como se isso fosse uma doença contagiosa, como se tivessem vergonha de não serem petistas ou, pelo menos, de esquerda (invariavelmente são do PSDB ou da direita raivosa). Para mim muitas vezes é duro de aturar esse tipo de ideologia anônima ou simplesmente anti-petista. Mas apenas para não deixar o interlocutor sem resposta, o que seria falta de educação de minha parte vez que ele insiste com a vontade de argumentar e traz novos argumentos à conversa, dou prosseguimento. Algumas colocações até são compartilhadas por mim, principalmente as desairosas com relação ao PMDB, sobre Cabral e Paes, sobre alianças expúrias em nome da governabilidade, e o muito mais que poderia, já, ter sido feito. Não posso concordar com o que chamam de "política de assistencialismo" para o único programa feito e efetivamente implementado por um governo, para tirar a maior parte do povo da pobreza absoluta ou da miséria, o bolsa-família. Quem tem fome tem pressa, disse Betinho. Não creio que alguém realmente classifique programas individuais como Cotas, Bolsa-Família, PAC, Pronatec, Minha Casa, Minha Vida, ProUni, Ifets, Fies, ReUni, na categoria de assistencialismo e não de resgate de cidadania e de um mínimo de justiça social. Só o bolsa-família reduziu trabalho precoce "na faixa de 15 a 17 anos, evitando o abandono da escola para ajudar na renda doméstica. Em 2003, estes jovens eram 26% da População Economicamente Ativa (PEA) índice que foi reduzido a 18,9% em 2011. Tudo isto nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre, segundo o IBGE. Observamos também uma significativa redução do trabalho infantil que, de 2001 a 2011, caiu de 11,6% para 5,5%, na faixa de 10 a 14 anos." A velha mídia e a oposição faz isso, esconde essa realidade, mas com o viés de revanchismo e um pouco de inveja, e esse é o discurso da Veja, da Globo e de toda velha mídia golpista. E é golpista assumida, como vimos em O Globo. A mídia alternativa é a arma de desmentido que hoje temos à mão. Alguns comparam Carta Capital com o Globo, a Veja e a mídia tradicional. Mas nem quem o faz acredita nisso. Comparar a Veja com qualquer "blog sujo", ou site de esquerda, é concluir que a mídia alternativa é límpida e cheirosa, e isso está na história. A velha mídia que está fazendo oposição no lugar de PSDB, DEM, etc., ê a mesma que sempre esteve e está contra o povo, e que, confessadamente, apoiou a ditadura. As editorias tradicionais, por fazerem parte dessa elite, nunca jogou ou jogará a favor do povo e isso é incontestável e não serve como argumento, muito menos é legítimo comparar. Onze famílias comandam a mídia no Brasil. Famílias da elite, que jogam no time da elite que joga contra o povo. Dê uma olhada nesse vídeo: http://evoluindo-sempre.blogspot.com.br/... Mas, continuando, criticar o PT com esse mesmo discurso usado pela velha mídia, apenas aponta desconhecimento, ou deliberado intuito de esconder o impossível de ser escondido, com relação ao conquistado pelo povo na era do petismo. Como descartar o aumento da geração de empregos, o aumento da renda do trabalhador, o avanço (que insistem em subestimar) na educação, na qualidade do ensino, na redução da pobreza e as conquista na área habitacional? Isso a velha mídia tenta esconder, assim como a oposição, mas o povo, o beneficiário, responde que existem sim, com seu voto, como espero ocorrer em 2014, em que pese a sanha mídia, da elite e da burguesia. Alguns dos detratores dizem que, um dia, estiveram com Lula, que o apoiaram. Creio ser verdade, assim como sei que Arnaldo Jabor já esteve na esquerda. Quanto a alianças espúrias, como governar o Brasil diante de um sistema presidencialista com dispositivos parlamentaristas? Foi o que fez Janio renunciar por não poder presidir, de fato, a República. Jango quando assumiu fez um plebiscito e derrubou o parlamentarismo. A elite civil e militar insuflou a burguesia com a velha história de que o comunismo estava batendo às portas do Brasil para cimeras criancinhas e houve o golpe contra um governo legitimamente eleito, o de Jamgo, que tinha aprovação, segundo pesquisas à época, realizadas entre "os dias 20 e 30 de março de 1964, quando a democracia já era tangida ao matadouro pelos que bradavam a sua defesa em manchetes e editoriais, mostram que: a) 69% dos entrevistados avaliavam o governo Jango como ótimo (15%), bom (30%) e regular (24%). Apenas 15% o consideravam ruim ou péssimo, fazendo eco dos jornais; b) 49,8% cogitavam votar em Jango, caso ele se candidatasse à reeleição, em 1965 (seu mandato expirava em janeiro de 1966); 41,8% rejeitavam essa opção; c) 59% apoiavam as medidas anunciadas pelo Presidente na famosa sexta-feira, 13 de março." Pois bem, o que é o mensalão, fraude contra o erário? Tá, que se julgue sem espetacularização e dentro das regras do devido processo legal. Ele e todas as demais denúncias de fraude, sem preferencias partidárias, tudo ao comando das regras processuais em vigor, sem julgamentos de exceção. Ora, mas isso não importa! O importante é fritar o PT, e o povo junto, como fizeram com Jango. O que estamos assistindo nada mais é que um golpe disfarçado em prestação jurisdicional. Não fosse, o julgamento não seria esse espetáculo midiático e violador de princípios seculares de direitos individuais, conquistado com muito sangue e muita dor pela humanidade. Repito, isso é o mais importante em jogo nesse momento. Só cego não vê. Se o PT fez tudo que poderia fazer, claro que não. Precisa fazer muito mais. Mas nada justifica esse ódio que atropelou a justiça brasileira, envergonhando o mundo jurídico. Mas eles preferem o golpe, para depois fazer o que sempre fizeram pelo povo brasileiro: nada.

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