Dilma recebe apoio de militantes do PV


Dilma recebe apoio de militantes do PV e apresenta propostas ambientais


Filha de Chico Mendes e apoiadores de Marina Silva participaram do ato. Greenpeace fez manifestação pedindo desmatamento zero.

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, recebeu nesta quarta-feira (20), em Brasília, o apoio de militantes do PV e lideranças ambientalistas em um evento intitulado “Ato em defesa do meio ambiente”.

A petista divulgou também 13 compromissos de sua política ambiental. Militantes do Greenpeace, porém, aproveitaram o evento para fazer um protesto cobrando “desmatamento zero”.

Entre os ambientalistas presentes estavam lideranças do PV, como Pedro Ivo, um dos assessores da campanha de Marina Silva (PV), terceira colocada no primeiro turno da eleição e que declarou "independência" no segundo turno.

Ivo justificou o apoio a Dilma lembrando que deixou o PT junto com Marina no ano passado e afirmando que um apoio a José Serra (PSDB) seria uma volta ao passado. “Marina queria que o Brasil fosse para frente. Ela não chegou ao segundo turno, mas nós não queremos o Brasil indo para trás. Por isso estamos aqui.”

Angela Mendes, filha de Chico Mendes, líder seringueiro no Acre morto em 1988 e amigo de Marina, participou do ato de Dilma. Ela afirmou que está ao lado da petista no segundo turno por “coerência”.

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A filha de Chico Mendes destacou ter votado em Marina no primeiro turno, mas que agora o PT e Dilma têm mais identidade com a causa ambiental e uma ligação mais próxima com seu pai. O apoio da filha tem por objetivo criar um contraponto à posição da mulher de Chico Mendes, Ilzamar, que declarou voto em Serra.

Dilma voltou a falar sobre supostos ataques que tem recebido e afirmou que o "ódio" será rebatido com “amor ao povo”. A petista destacou ainda o fato de ser mulher e disse que não tem o direito de errar, se for eleita.

“O presidente Lula disse sempre que não podia errar. Agora, eu digo, eu também não posso errar, porque se eu errar vão dizer que mulher é incompetente e mulher não sabe governar”.

Compromissos ambientais

No evento, foram distribuídos documentos sobre o programa de Dilma para a área ambiental. Entre os compromissos assumidos pela petista está o cumprimento do compromisso voluntário de redução da emissão de gases estufa, apresentado pela própria Dilma em nome do Brasil em Copenhague na COP-15 no ano passado. Esta meta é de reduzir de 36,1% a 38,9% a emissão até 2020 em relação ao que poluiria se nada fosse feito.

Outro tema que consta no programa distribuído é relativo ao novo Código Florestal, em tramitação na Câmara dos Deputados. Constam no material promessas de vetos feitas por Dilma a Marina. A petista promete vetar uma anistia a desmatadores que consta no projeto e propostas que reduzam a área de reserva legal e de preservação permanente.

Há também promessas mais vagas como “avançar na integração da política ambiental às políticas públicas” e “ampliar e fortalecer a participação da sociedade nas políticas ambientais”.

Em seu discurso, Dilma fez questão de elogiar Marina e agradecer os apoios que recebe dos partidários da ex-candidata do PV. “Eu considero a Marina uma grande militante do campo popular tanto das lutas sociais quanto do campo ambiental”. A candidata deixou o evento sem dar entrevistas.

Greenpeace

O discurso de Dilma foi interrompido por uma manifestação do grupo ambientalista Greenpeace. Os militantes levantaram faixas e cobraram da petista um compromisso com “desmatamento zero”.

Dilma pediu que os seguranças não retirassem os manifestantes e respondeu: “Não faço leilão para ganhar apoio, eu assumo compromissos e eu cumpro, meu compromisso é reduzir em 80% o desmatamento na Amazônia”.

A petista afirmou ainda que assume propostas que acha que são viáveis. “Entre querer e fazer há todo um processo. Podemos até chegar a isso, mas hoje o que assumimos como palavra empenhada é redução em 80% do desmatamento na Amazônia e tolerância zero ao desmatamento”.

Após a fala da candidata sobre a manifestação, os militantes que apóiam Dilma começaram a gritar chamando os ambientalistas do Greenpeace de “tucanos”.

Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília

Foto: Marcelo Casall Jr. / Agência Brasil


Fonte G1

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