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domingo, 16 de agosto de 2020

Iemanjá, Odoiá! - 15 de Agosto também é Dia de Iemanjá

Iemanjá, Odoiá!

 

O mar de amar,

de puro Amor,

de minha mãe,

de meu louvor,

de Iemanjá.

 

Odoiá!



15 de Agosto também é Dia de Iemanjá.

domingo, 2 de abril de 2017

Quando um juiz não é Magistrado


Magistrado é aquele que, intimamente convencido, independente de forças externas ao processo que exijam a condenação, absolve ainda que colidindo com a vontade dessa maioria; e, igualmente condena, ainda que todos clamem pela absolvição de um réu, fundamentando sua decisão, em ambos os casos, de forma trasnparente como a imagem que se vê através de um espelho de cristal. Não fazendo dessa forma, é apenas alguém que ocupa uma das funções sociais mais importantes para a democracia, de forma ditatorial, pequena e arbitrária. Magistrado é aquele que se tiver que colocar condenados em liberdade, quando a prisão não apresenta condições mínimas para a execução da pena com dignidade humana, não teme fazê-lo diante da opinião pública ou midiática. Já aconteceu isso algumas vezes no Brasil. Sem advogados não existe democracia, é correto. Mas sem magistrados, ela nem nasce, e, se nascer, morre ao primeiro suspiro. No Brasil, regra geral, quando a mídia aponta para um juiz, ele é magistrado é a está contrariando. Quando não é, é Moro.

sábado, 10 de setembro de 2016

O golpe é colocar o PSDB no poder

O golpe é colocar o PSDB no poder.

Temer e o PMDB no poder é apenas um mal necessário e momentâneo para a classe dominante.  

Não havia outro caminho para colocar fim ao período único na história política brasileira em que um governo progressista esteve no poder, embora, em nome da governabilidade, um poder dividido com forças que cedo ou tarde trairiam o projeto social que levou o PT ao planalto e, juntamente com ele, o povo brasileiro e a democracia.

Foram 14 anos de conquistas antes da traição.

Durante essa quase década e meia as conquistas sociais e de soberania são inquestionáveis.  

Apenas a absoluta falta de cultura ou absolutismo reacionário impede o reconhecimento desses novos patamares, que foram oficialmente reconhecidos pela ONU, pela economia internacional, e pelo povo brasileiro na ascensão de uma nova classe C, e a ausência do Brasil da lista dos países em  que a fome ainda mata pessoas.

Sair da lista de devedores do FMI foi muito bom para nosso orgulho e nacionalismo, mas acabar com a pobreza extrema e com a fome foi muito melhor para nosso estômago e nossa cidadania.  

Erradicamos a fome. Fome zero, um marco.  Fim de uma vergonha que pode ser vista em vídeos que rolam na internet, feitos no fim do governo do PSDB de Fernando Henrique Cardoso.

Para tanto a população teve que ter acesso à alimentação e à renda através de políticas como o Bolsa Família.  

Em economia podemos comparar renda a um bolo.  Se você tira um pedaço e o bolo fica menor alguém vai comer menos.  

Esse pedaço foi retirado daqueles que sempre tiveram a mesa farta, daqueles que historicamente sempre exploraram o Brasil.

É isso é imperdoável e a partir da reeleição de Dilma também tornou-se insuportável.

Mesmo usando a mídia, que a eles pertence, para tirar o PT do planalto, não conseguiram convencer a maioria e Dilma foi reeleita com 54 milhões de votos.

Mais 4 anos de um governo progressista poderia tornar irreversível sua deposição.  Afinal, mesmo com a crise econômica internacional, que Lula chamou de marolinha, os programas sociais e o Brasil caminhavam.  

Era preciso mais.

Então eles arquitetaram  o golpe através da crise política que, sabiam, atingiria a economia brasileira, que já atravessava o período de instabilidade internacional, ampliando aqui suas potencialidades negativas.

O processo do mensalão, que não impediu o PT de permanecer no poder, cedeu lugar a lavajato.

Setores do ministério público e do judiciário foram atrelados à mídia conservadora, que também passaram a centrar fogo apenas em pessoas ligados ao PT.

Políticos de outros partidos foram poupados.  

Temer, Juca, Agripino, Aécio, ministros do atual governo, são todos envolvidos e já denunciados por testemunhas.  Contra eles a inércia do MPF e/ou parcialismo do judiciário são vergonhosos.

Eduardo Cunha, com denúncias já formalizadas no STF, com provas inclusive enviadas por governo estrangeiro, orquestrou o impedimento de Dilma,  e continua aí.

Lula não pode ser ministro e Jucá pode, que justiça é essa?

A inércia do MPF, associada ao partidarismo que tomou conta do judiciário, incluindo ministros do STF,  continua.

Mesmo depois de consumado o golpe, a inércia continua.

Agora, certamente esses setores fascistas vão também centrar fogos no PMDB.  

A mídia já está ajudando a mostrar que quem está no governo são golpistas.

Porque?

A Globo então mudou?  A mídia conservadora reconheceu o erro?  Não.

Todos foram usados pela classe dominante, inclusive o PMDB e Temer o traidor.  

Usados para retirar o PT.

A lavajato vai continuar mais um ano, pois precisam fazer duas coisas: tornar Lula inelegível e retirar o PMDB do governo.

Lula por razões óbvias: pode ser reeleito pelo povo.  

O PMDB, porque já cumpriu seu papel na traição.

Eles querem o PSDB de volta ao planalto.  

É esse o objetivo é o móvel do golpe: ressuscitar o neoliberalismo.

Por isso a mídia já está atirando contra Temer e seu governo golpista.

Querem retirar Haddad para retomarem a prefeitura de São Paulo, é arriscado deixar o PT ali.

Enquanto isso os golpistas do congresso nacional alinhavam a lei que irá anistiar seus partidos e a si próprios dos crimes que cometeram.

Após a aprovação da autoanistia dos políticos e partidos envolvidos, a lavajato perderá o sentido.

Dela, apenas restará um efeito: a retirada do PT do poder.

E a ascensão do PSDB.

Exatamente como a classe dominante planejou.



Paulo da Vida Athos

Rio de Janeiro, 10 de setembro de 2016.

sábado, 18 de outubro de 2014

É Dilma mais uma vez!

Pelo Brasil, pelo povo brasileiro, pela ação progressista contra o conservadorismo, pelos trabalhadores do Brasil, é Dilma outra vez!

Pegue sua bandeira, sua camisa vermelha, seus sonhos, procure o comitê de sua região, de seu bairro, de sua rua, faça de sua casa um ponto de encontro e de seu corpo um outdoor e cole nele as estrelas, o rosto de Dilma, estampe sua opção progressista.  Não precisa ser petista, basta amar a democracia, a liberdade, e saber que muitos morreram, morrem e morrerão por este ideal.  A  direita não pode voltar a governar esse país como fez por todo o tempo antes do PT e dos partidos progressistas, há 12 anos, conseguirem, no sonho e na raça, com a força do povo, retirar de suas mãos o Brasil.  Basta!  Direita nunca mais!  A direita é a ação política da elite, dos donos dos meios de comunicação, dos meios de produção e do sistema financeiro mundial.  São especuladores, adoram a inflação para colocar dinheiro na ciranda financeira como sempre fizeram, acabando com os empregos, com os investimentos e com as esperanças de vermos um país cada vez mais justo e igualitário socialmente.  Odeiam o bolsa-família, que sempre chamaram de bolsa-esmola, o Minha Casa Minha Vida, o Prouni, o Pronatec, e todos os outros projetos de inclusão social.  Temos memória e não esquecemos o que sempre disseram, os deboches, e, apenas agora nas eleições, estão mudando o discurso para tentar iludir, enganar, tentando assim iludir os incautos e pegar o poder, o governo,  e dilapidar a riqueza nacional, vendendo a preço de banana o que temos, recebendo, por debaixo dos panos, como sempre fizeram, o dinheiro da corrupção que agora tanto falam mas que nunca combateram.  Todo sabemos que prisões por corrupção apenas começaram a acontecer no governo atual porque esse governo foi e é o único que de fato combateu e combate à corrupção no Brasil.  Lula e Dilma sempre combateram os mal feitos.  A corrupção não aumentou, sempre existiu como sabemos.  Agora os corruptos e os corruptores, geralmente grandes empresários, só no governo do PT estão indo pra cadeia.  Portanto, meus amigos, minhas amigas, companheiros de sonhos e de trincheiras, chegamos à reta final de uma luta entre o conservadorismo da direita que quer voltar e o progressismo da esquerda que busca a redenção do Brasil.  A luta nas urnas é entre o trabalhador e o capital, entre os donos da riqueza e o povo brasileiro que foi despojado dela.  Vamos para as ruas e para as redes.  Não vamos voltar ao passado!  Não vamos entregar o Brasil!  Vamos eleger Dilma!  É 13 mais uma vez!  

Paulo da Vida Athos. 

sábado, 3 de maio de 2014

Melhor que viver é ter vivido

Melhor que viver, é ter vivido...


Melhor que viver é ter vivido muito, é ter vivido tudo, é ter sorvido cada segundo como se fosse o último; é ter bailado com aquele raio de sol que driblou a copa das árvores para beijar o seu rosto, em comunhão de luz; é ter corrido entre os pingos que molhou a tarde iluminada por seu primeiro beijo de amor, enquanto suas lágrimas se misturavam com as que caiam do céu, acariciando seu rosto, seu corpo, seu ser.

Melhor que ter vivido é não ter razões para se arrepender do que foi vivido, é não guardar o vazio de não ter tentado, é não se culpar por ter amado ainda que o amor tenha dilacerado sua vida e violentado seus sonhos, ainda que sua alma mendiga tenha se arrastado nas calçada do tempo e se perdido nas ruas de suas desesperanças, lançando você ladeira abaixo, nessas ladeiras que deram no mar onde você lavou suas feridas, sorriu para o sol que despertava o dia e acalentava seu sono doído, e, já com a alma seca e aquecida, perceber que pode começar tudo de novo.

Melhor que ter vivido é ter reconhecido as manhãs de seus afetos cirandado com as tardes de suas ilusões, brincado com a noite de suas desilusões, e aprendido que tudo é uma e a mesma coisa.

Melhor que ter vivido é ter vivido lindas, longas, curtas, tristes, sufocantes, loucas, desmedidas, despudoradas, sofridas, encantadoras, incríveis, desarrazoadas, gostosas, cretinas, inesperadas, ingênuas, loucas, indecentes, únicas, incríveis, mas suas histórias de amor, e, em meio a tudo isso, encontrar seu grande amor.

Melhor que ter vivido é ter mergulhado inteira sua vida no oceano da Vida, com medo e com coragem para superar o medo, sem acreditar mas levando fé de que vai ser bom, atravessando tudo levando um sorriso ou um tapa na cara, mas orgulhosa de ser uma pessoa que não ficou olhando a banda passar, que foi e cantou e dançou e se machucou com ela, e no final, tinha muitas histórias para contar de uma vida que não foi um rio que passou em sua vida.

É perceber que ao fim você foi rio, não margem...


Rio de Janeiro, 3 de maio de 2013.


Paulo R. de A. David

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