O INFERNO É AQUI. PRISÕES SUPERLOTADAS REALIMENTAM O CRIME NO RIO DE JANEIRO


Presos sofrem com superlotação carcerária no Rio

Na delegacia de Neves, 800 presos vivem onde só cabem 400.

Na Pavuna, 400 detentos vivem em um espaço para 150.



Presos amontoados. Quase não há luz nas celas. Quem fica no fundo dificilmente consegue chegar até as grades. Sem camas suficientes, quem sobra dorme em redes. Outros descansam no chão, uns sobre os outros.

Essa é a realidade das carceragens de duas delegacias do Rio de Janeiro, onde os presos ficam até serem julgados. “Não tem condição”, diz um suspeito.

Na delegacia de Neves, Região Metropolitana do Rio, 800 presos vivem onde só cabem 400. Já na delegacia da Pavuna, subúrbio do Rio, 400 detentos vivem em um espaço para 150. Em todo o estado, quatro mil detentos vivem nas mesmas condições.

Nas duas últimas semanas, integrantes da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) começaram uma vistoria nas 20 delegacias que não foram adaptadas ao projeto Delegacia Legal - programa do governo do Estado que começou há dez anos e que previa o fim das carceragens nas delegacias.

Pelo programa, os presos seriam enviados logo para as casas de custódia gerenciadas pela Secretaria de Administração Penitenciária. Vinte delas foram criadas, mas elas também já estão no limite da capacidade.

A superlotação nas carceragens vai mobilizar as autoridades do estado. Na terça (26), uma audiência pública na Alerj vai discutir o que deve ser feito para desativar as carceragens. A Secretaria de Segurança Pública vai participar e anunciou que já está fazendo um levantamento detalhado da situação para encontrar soluções a curto prazo.

“A ideia da Policia Civil é prender, mas ressocializar, para que seja integrado o preso à sociedade, e aí não tenhamos que prendê-lo novamente, enxugando gelo”, disse o chefe da Polícia Civil do Rio, Allan Turnowski.

Fonte G1

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