Barra da Tijuca é esnobada pela Zona Sul


Imagem aérea da Barra: apesar da opulência e da beleza, o bairro ainda é encarado como uma espécie de gata borralheira



Tão bela e tão esnobada


Patrick Moraes


Praias exuberantes, alto poder aquisitivo e espaço de sobra para crescer. Ainda assim, a Barra da Tijuca é malvista pelos moradores da Zona Sul. Em pesquis exclusiva, 74% deles dizem que jamais morariam lá

A sucessão de tapumes e guindastes ao longo de suas largas avenidas dá a dimensão do ritmo acelerado de crescimento da Barra da Tijuca. Nos últimos quatro anos, foram construídas ali 12 000 unidades habitacionais, entre casas e apartamentos, volume que corresponde a um quarto de todos os lançamentos imobiliários do mercado carioca. Último grande espaço a ser ocupado à beira da praia, localizado na Zona Oeste da cidade, entre o Oceano Atlântico e o Maciço da Tijuca, o bairro é, de longe, o maior polo de desenvolvimento urbano do Rio de Janeiro — condição que só deve aumentar com a realização dos Jogos Olímpicos, em 2016. Palco da maioria das competições e sede da Vila Olímpica, a região terá investimentos de 25 bilhões de reais nos próximos dez anos, entre empreendimentos comerciais e residenciais. Apesar de toda a sua opulência e beleza, a Barra nunca foi celebrada por suas qualidades. Não há músicas sobre seus encantos, não existem novelas ambientadas em meio ao seu dinamismo. De certa forma, a região é tratada como uma espécie de gata borralheira, a irmã desprezada da Zona Sul. Tornou-se comum ouvir comentários do tipo “Aquilo não é o Rio” ou, mais recentemente, chamar os moradores dali, pejorativamente, de “barraíbas” (uma conjunção fonética com a palavra “paraíba”, adjetivo discriminatório para designar pessoas bregas). Há tempos se sabe dessa rejeição. Mas, pela primeira vez, uma pesquisa deu cores vivas e números a esse sentimento. Encomendado por VEJA RIO ao Instituto Brasileiro de Pesquisas Sociais (IBPS) — que ouviu 600 pessoas de dezoito bairros, de Laranjeiras ao Leblon —, o levantamento constatou que três em cada quatro habitantes de áreas como Copacabana e Ipanema jamais morariam na Barra. A aversão cresce junto com o poder aquisitivo. Dois terços dos residentes mais ricos dessas vizinhanças não têm o hábito de cruzar o Túnel do Joá.


Por trás dessa aversão, está ainda um enorme choque de estilos. No outro lado do túnel, um pedaço muito grande da vida cotidiana se dá dentro de shopping centers ou dos próprios condomínios. Eles são enormes, abrigam populações de até 3 000 pessoas e se parecem com clubes. Para as crianças, é perfeito. Desde cedo, elas descem aos playgrounds, ambientes protegidos da violência, para fazer esportes e interagir com os colegas. Quando crescem, a história complica um pouco. Como em Brasília e Los Angeles, nos Estados Unidos, adultos basicamente se deslocam de carro, no qual costumam passar horas e horas do seu dia. “Não ter automóvel por aqui é como não ter pernas: você não vai a lugar algum”, compara o oceanógrafo David Zee, vice-presidente da Câmara Comunitária do bairro.


Um estudo feito pelo Programa de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ indica a dependência automobilística dos moradores: enquanto na Barra existem oito carros para cada dez habitantes, no resto da cidade esse índice é de apenas três automóveis para cada dez pessoas. Para muitos residentes na Zona Sul, esse é um fator decisivo. Morar em áreas como Leblon e Ipanema significa usufruir uma rotina prazerosa que inclui mergulho no mar, caminhadas à padaria, uma passada na banca de jornal, um chope no boteco, tudo sem preocupação de encontrar vagas, encher o tanque de gasolina ou com outras questões relacionadas ao hábito de dirigir. Trata-se de um padrão de comportamento muito cultivado pelo carioca. Não à toa, o índice de mudanças ao longo da vida é baixo nessas regiões. Enquanto em outras cidades uma pessoa muda de endereço de seis a sete vezes, a média no Rio de Janeiro não passa de duas. “O perfil é completamente diferente”, diz Ricardo Corrêa, diretor de marketing da construtora Carvalho Hosken. “Em geral, os compradores de imóveis são egressos da Zona Norte ou filhos de pessoas da própria Barra.”

A rejeição pela elite da Zona Sul, porém, não se baseia apenas em fatores subjetivos e culturais, temperados por toques de esnobismo. Há ainda motivações muito objetivas para que os moradores dos bairros pesquisados não queiram em hipótese alguma ir para o outro lado dos morros. Mais da metade dos entrevistados no levantamento VEJA RIO/IBPS aponta os problemas ligados ao trânsito, à falta de transporte público e às distâncias como os fatores mais negativos. Quem já pegou um congestionamento na autoestrada Lagoa-Barra ou na Avenida Niemeyer sabe exatamente do que se trata. Com poucas opções de deslocamento, o motorista fica à mercê das condições de ocasião. Na hora do rush, o engarrafamento transforma um trajeto de 10 quilômetros num teste de resistência que pode ultrapassar facilmente uma hora. Se chover muito, as pessoas simplesmente não conseguem voltar para casa. Mesmo nos fins de semana, filas intermináveis se formam nas vias de acesso à Avenida das Américas. A situação é tão grave que acaba contribuindo para criar uma divisão ainda maior entre a região e o resto da cidade. Hoje, a maioria das pessoas que moram na Zona Sul evita ir até lá — e a recíproca, claro, é verdadeira. “Quando tinha casa na Sernambetiba, ficava com preguiça de pegar o carro e enfrentar aquela tortura. Acabava isolado”, diz o ator e roteirista Bruno Mazzeo, ex-morador que se mudou recentemente para a Gávea. Essa situação, por sinal, só vem aumentando nos últimos anos. Desde 1997, ano da inauguração da Linha Amarela, que liga o local à Ilha do Fundão, não houve mais investimentos viários de vulto. No mesmo período, o número de habitantes das redondezas pulou de 175 000 para quase 300 000.


Trata-se de um problema grave que ganha contornos dramáticos quando se leva em conta o desafio à frente das autoridades estaduais e municipais. Premido pelas circunstâncias, o governador Sérgio Cabral corre contra o relógio e promete uma série de projetos para melhorar o acesso ao bairro e o deslocamento pelo local até os Jogos Olímpicos de 2016. O mais vistoso deles é a Linha 4 do metrô, que ligará o Jardim Oceânico, área logo no início da Barra, à Estação General Osório, em Ipanema, ao custo de 4 bilhões de reais e com prazo de execução de seis anos. Outra iniciativa, prometida no dossiê da candidatura olímpica, é o BRT (Bus Rapid Transit), um sistema de ônibus integrado que iria da Gávea ao Terminal Alvorada, ao lado da Cidade da Música, por faixas exclusivas de trânsito. Atualmente, dada a prioridade ao metrô, o plano se encontra sob revisão e deve passar por adaptações. A prefeitura, por sua vez, pode desengavetar ideias que são discutidas há anos para desafogar os engarrafamentos, entre as quais a duplicação da Avenida Niemeyer e a da autoestrada Lagoa-Barra. Apenas essa última intervenção deve consumir 1 bilhão de reais. “Não existem soluções simples ou baratas, mas é preciso ter coragem para fazer os investimentos necessários. Com o crescimento da região, criou-se um nó viário que só vai piorar com o tempo”, diz Fernando MacDowell, engenheiro especialista em trânsito.

Os investimentos em infraestrutura são, de fato, urgentes. Com o desenvolvimento impulsionado por uma série de empreendimentos, a projeção é que a Barra vire lar de 500.000 pessoas até 2020 — um aumento de 65% em relação aos dias de hoje. Com a ocupação limitada anteriormente aos eixos formados pelas avenidas das Américas, Sernambetiba e Ayrton Senna, o bairro vive um processo de interiorização, avançando rumo às avenidas Embaixador Abelardo Bueno e Salvador Allende, que levam justamente às áreas previstas para concentrar as principais instalações dos Jogos Olímpicos. Nos últimos três anos, o preço dos terrenos aumentou em mais de 100% e, em breve, mais dois minibairros devem surgir nessa nova fronteira de desenvolvimento: o Cidade Jardim e o Centro Metropolitano. O primeiro contará com sete condomínios residenciais. O segundo será um megacomplexo corporativo que juntará torres comerciais a um shopping center, o Jardins do Rio. Exatamente em frente ao Centro Metropolitano deve ser construído o Dimension, outro núcleo de escritórios a ser erguido pela construtora Odebrecht. “A criação de novos espaços vai impulsionar ainda mais a migração”, afirma Rogério Zylberstein, sócio da RJZ Cyrela, incorporadora com muitos lançamentos na região. “As pessoas trabalharão aqui e vão querer morar aqui. Com isso, gastarão menos tempo no trânsito e ganharão qualidade de vida.”


O território que hoje conhecemos como Barra da Tijuca começou a ganhar forma em 1969, quando o urbanista Lucio Costa traçou um plano diretor de ocupação, a partir de uma encomenda do governador do então estado da Guanabara, Negrão de Lima. Esse projeto misturava conceitos do Plano Piloto de Brasília e do urbanismo americano, com amplas avenidas e espaços residenciais e comerciais racionalmente organizados. Foram justamente tais diretrizes que deram o tom ao estilo de vida do bairro, focado principalmente no automóvel. A atual fase de expansão acompanha algumas das premissas originais. Outras foram completamente modificadas, como a expansão do poder público. Com as suas particularidades, a área segue um movimento cíclico na ocupação urbana do Rio de Janeiro. Reproduz um fenômeno que já aconteceu no início do século passado, quando a vida social e econômica, antes concentrada nos arredores do Centro, se deslocou rumo ao sul com as obras viárias que abriram o acesso às praias oceânicas. “Curiosamente, o processo que marcou o surgimento de Copacabana, Leblon e Ipanema é bastante semelhante ao que assistimos agora”, afirma o urbanista Augusto Ivan, ex-secretário municipal de urbanismo na gestão de César Maia. “Talvez a velocidade seja maior, mas daqui a 200 anos, quando estudarem nossa história, verão que a situação que vivemos hoje era um passo absolutamente natural”, diz. E, nesse ponto, não há o que discutir. Por mais que os moradores da Zona Sul ainda considerem a Barra um corpo estranho, um lugar diferente, ali está o futuro da cidade.

Fonte: Veja Rio.


Comentários

Morei em Copacabana na zona sul até meus 15 anos, nesse período a violência causada pela proximidade com classes sociais tão baixas em morros tão próximos de nossos prédios fez com que minha família se mudasse para Petrópolis,onde tivemos segurança.

Agora estou no período universitário e pela distância de boas universidades ainda morarei na zona sul, porém quando tiver estabilidade financeira a Barra será a melhor opção.

Lá você em meio a um ciclo urbano muito mais agradável e organizado mora sem ter que morar necessariamente em um apartamento e com uma pobreza tão visível e conflitante com sua vida como temos na zona sul. Acredito que com a influência da cultura americana na mídia as seguintes gerações como a minha pensará da mesma forma.

Abraço, belo blog, visitem o meu quando puder:

www.zonargs.tk
Anônimo disse…
Barra e Recreio, com qualquer problema que possam ter, é infinitamente melhor do que a zona sul quando se fala em qualidade de vida, beleza, e organização. Não temos favelas, violência, tráfico, sujeira nas ruas,mendigos, praias poluídas ou barulho infernal. Problemas como o trânsito, ainda são piores na zona sul.
Barra da Tijuca além de ser o futuro, já é o presente.
Não acho que a discussão seja entre lugares melhores e piores, mas sim de estilos de vida. Realmente a Zona Sul valoriza um estilo de vida que é mais semelhante à do pedestre, do comércio de rua, do contato humano. Na Barra você já precisa se deslocar através de algum meio de transporte que não sejam as pernas. Isso é perfeitamente normal; assim como nós, enquanto pessoas, temos nossa própria personalidade e opções de vida, os lugares também são assim e moram neles quem se adequa melhor ao estilo que eles proporcionam.
Acho essa discussão entre Barra versus Zona Sul uma tremenda babaquice.
Porém, dando minha opinião, eu sou mais Zona Sul do que Barra pelo meu estilo de vida. A grande vantagem da Barra é que ela tem a oportunidade de estar sendo planejada, o que não aconteceu com a Zona Sul, que cresceu desordenadamente.
Anônimo disse…
Fico impressionado com o quanto tal reportagem é tendenciosa e parcial !!! Ela expõe a opinião de alguns decadentes da zona sul, mas esconde a de moradores da Barra. Por que não questionaram a moradores da Barra se desejariam viver na Zona Sul?

Moro na Barra, mas tenho dois apartamentos, um em Ipanema, outro na zona norte, que herdei e alugo pois não desejo morar neles.

Por que jamais moraria na zona sul? Simples; são infinitas as razões, dentre as quais aponto:

1) Não se dão dez passo na zona sul sem se avistar uma favela. Sequer na praia se está livre da visão delas (Vidigal, etc.), que tomaram conta geral daquela região;

2) Onde se vá se esbarra em sujeira, mendigos, pedintes, bêbados, etc.

3) Muuuuuuuuuuito concreto colado um no outro para pouco verde (reservas tipo Prainha, Chico Mendes, Marapendi, Bosque da Barra, etc. só existe uma na Urca e outra no Jardim Botânico).

4) Por conseqüência do excesso de concreto e pouco espaçamento entre prédios altos, a ZS é mais quente e menos arejada que a Barra e Recreio;

5) Contrapostos a prédios novos e com excelente infra-estrutura da Barra e Recreio, abundam prédios velhos, muitos dos quais verdadeiros CACARECOS, que sequer elevador têm na zona sul.

6) Sobra gente falida a quem restou apenas o imóvel, mas mesmo assim que tenta viver de pose, sendo extremamente recalcada.

7) Resistência ao moderno e inovador.

8) Eu GOSTO de carro. Posso? Engraçado: mulheres também parecem gostar deles, pois acabam preferindo mesmo homens babacas em bons carros a caras de valor que vivam a pé. Por sinal, se forem convidadas para sair à noite a pé, de ônibus ou táxi, torcerão o nariz, mas quando querem inventar desculpa para desopilar seu recalque à Barra, daí dizem preferir fazer tudo a pé...

9) Meu prédio tem vagaSSSS de garagem. Na zona sul pessoas largam seus carros na rua a mercê de mendigos, flanelinhas, trombadinhas, ladrões, barbeiros que os amassam, riscam, etc. por absoluta falta de garagem !!! Infra-estrutura ZERO !

10) Quando quero ir a algum lugar na Barra, sempre tenho onde parar. Já na Zona Sul, quando me vejo FORÇADO a pisar lá, isso significa muita dor de cabeça, com ruas lotadas, filas duplas, flanelinhas extorsivos, muitas voltas para achar onde parar NA RUA, etc. Ora, eles não dizem que saem a pé? Por que é tão difícil encontrar vagas por lá então?
Anônimo disse…
(continuação)

11) Engarrafamentos? Nesse aspecto, em que pese a degradação do trânsito da Barra, tenho pesadelos quando penso em: Praça Sibélius, Jardim Botânico, Botafogo (pelo conjunto da obra, mas em especial São Clemente e Voluntários), Lagoa, Nossa Senhora de Copacabana, etc.

12) Formigueiro humano em rua? Estou fora !

13) As praias mais limpas e belas do RJ (Barra, Prainha, Reserva, Recreio, etc.) não ficam na Zona Sul. Aliás por lá temos alguns "brejos" fedorentos como as praias Vermelha, do Flamengo, de Botafogo que sempre estão impróprias para o banho.

14) Gosto de fazer compras em ambiente climatizado, agradável, com estacionamento, etc. Querem comparar shoppings? Ah, nem vou tocar nesse item para não humilhar...

15) Favela vertical tipo Rajah (atual Solimar) e outras tantas em Botafogo, Copacabana, etc. não existem na Barra. Isso fora a Cruzada São Sebastião !

16) Botequim pé-sujo (ovo colorido, salame pendurado e peão bebendo cachaça) no térreo de um prédio onde moram pessoas acima: totalmente zona sul !

17) Supermercadinhos merrecas, espremidos, pequenos e onde falta tudo... A cara da zona sul, contraposta a mega e hipermercados em profusão da Barra.

18) Comércio + camelô + boteco + moradia, tudo misturado no mesmo lugar sem qualquer resquício de PLANEJAMENTO URBANO... É a cara de muitos lugares "zona sul". Prefiro viver em um lugar planejado onde cada segmento tem seu setor, como acontece na Barra.

19) Cinemas. Querem comparar a quantidade e qualidade?

20) Ciclovias? Eu as tenho em toda a Barra e Recreio...

21) Academias? Sobram na Barra, onde se vive em maior contato com a natureza e se dá maior importância à saúde.

22) etc. etc. etc.

Precisam de mais motivos? Que me desculpem os decadentes, mas a zona Sul não dá nem para começar...
Anônimo disse…
"Favela é melhor que a Barra'' diz professor de Harvard


Em visita a comunidades, pesquisadores elogiam os ''puxadinhos'' e os meios de driblar a violência.


1. O fascínio pelas favelas brasileiras nasceu dos relatos - em livros -do Favela-Bairro, projeto lançado pela prefeitura do Rio há 12 anos. Christian Werthmann, professor da pós-graduação em Arquitetura na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e Gareth Doherty, aluno do doutorado, conheceram cinco favelas do Rio na semana passada. Tiraram centenas de fotos, cruzaram com traficantes de drogas armados, conversaram com moradores, arquitetos da prefeitura e percorreram becos e ruelas para ver se os projetos descritos nos livros funcionam. Saíram impressionados com o que pode ser feito.

2. ''Se você esquecer por um momento que ali tem tráfico de drogas, as favelas são lugares realmente fascinantes. Têm grande potencial como cidade'', disse Werthmann, depois de passar duas horas no Morro da Formiga, favela da Tijuca, zona norte do Rio.

3. O professor dirige um projeto em Harvard para estudo das favelas da América do Sul e América Central. Dez alunos e dois professores estão percorrendo comunidades onde foi feito algum projeto urbanístico. Em setembro, o grupo se reunirá na universidade para estudar os dados recolhidos nas viagens. Em fevereiro, as favelas serão tema de uma exposição no Departamento de Arquitetura de Harvard.

4. A visita ao Morro da Formiga foi na terça-feira, um dia de sol forte. Werthmann, alemão, e Doherty, irlandês, chegaram ao morro às 14 horas. De manhã, foram conhecer outra favela, a do Morro Azul, no Flamengo, zona sul. Na véspera, já tinham ido ao Morro da Providência, no centro, e na favela Quinta do Caju, zona norte.

5. Munidos de filtro solar e câmera digital, os dois subiram o Formiga na garupa de moto táxis, que cobram R$ 1,50 pelo serviço. Acharam excitante. Era só o início da aventura, que teve como guia a presidente da ONG Novo Horizonte, Nilza Rosa, de55 anos, nascida e criada na favela da Tijuca.
Anônimo disse…
6. Figura respeitadan o lugar, Nilza foi logo avisando: ''Passa filtro, meu filho, que vocês estão vermelhos que nem camarão.'' Werthmann e Doherty não falam mais do que ''obrigado'' e ''tchau'' em português, mas entenderam.

7. Na favela, os dois se espantaram com a estética do puxadinho e elogiaram as soluções para construção de calçadas e caminhos. ''A favela, como bairro, é muito melhor do que a Barra da Tijuca.'' Werthmann detestou o bairro de classe média cheio de condomínios auto-suficientes. ''Tem algo errado num bairro que, sendo aquele jeito, sem conexão dos prédios com a rua, tem tantos problemas sociais. Miami ainda é melhor. Lá os prédios são mais próximos.''

8. Oque mais impressionou o professor foi o Morro da Providência, no centro, onde a prefeitura quer fazer um museu a céu aberto, contando a história da favela. O museu, idealizado por Maria Lúcia Petersen, da Assessoria Especial de Célula Urbana da prefeitura, inclui uma igreja do século 19, uma capela do início do século 20, uma escadaria feita por escravos e um antigo reservatório. A ideia é atrair agências para levar turistas à favela. ''''Se as pessoas se sentirem seguras lá, o museu vai ser um sucesso'''', acredita Werthmann.

9. A presença de traficantes de drogas em todas as favelas não chegou a incomodar os visitantes, apesar de alguns contratempos. No Morro da Formiga, tiveram de esperar autorização para passar por um grupo armado. '''Na Providência, me senti um pouco perturbado. Havia uma certa atmosfera de insegurança'', disse Werthmann. Mas ele não se abalou. ''''O crime é o que há de pior nessas comunidades. Mas percebo que as pessoas não ficam se lamentando. Elas tocam a vida, criam conexões para existirem como cidadãos. Para nós, é fascinante assistir a isso.''

10. Fonte: Estado de São Paulo

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20070821/not_imp38106,0.php
Anônimo disse…
Programação do réveillon na Barra da Tijuca 2010/2011!!!!!

Mais uma vez a Barra da Tijuca terá a sua festa de réveillon. Dessa vez sem grande estrutura, a prefeitura divulgou uma programação tímida para o local que em anos anteriores atraiu milhares de pessoas.

A festa acontece na altura do Pepê com shows de Maurício Baia, pagode como grupo Molejo e o som do Batuque Digital – um grupo que mistura vários ritmos com batida de música eletrônica. Para encerrar a noite, show com bateria de escola de samba.

Rsssss

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