BRASIL: MAIS DE UM MILHÃO DE MORTES VIOLENTAS EM UM ANO




ÍNDICE MORTAL.



Pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que uma das causas do aumento da sobremortalidade masculina são os óbitos por causas externas (ou violentos), mais freqüentes entre os homens do que entre as mulheres. Dados do Ministério da Saúde mostram que, no Brasil, em 2005, houve 1.003.005 óbitos e 12,5% deles (125.816) foram por causas externas. Entre estes, 83,5% (105.062) ocorreram na população masculina.

Comparando suas projeções demográficas com o número de óbitos registrados nos cartórios brasileiros, o IBGE estima que, em 2005, 15,6% das mortes ocorridas podem não ter sido registradas (sub-registro). Da mesma forma, em relação às estatísticas do Ministério da Saúde, o IBGE estima que 13,7% dos óbitos em hospitais, em 2005, podem não ter sido notificados (sub-notificação). Em relação ao grupo etário dos 20 aos 29 anos, esses indicadores seriam, respectivamente, de 20,0% e de 34, 4%.

No grupo etário dos 20 aos 29 anos, ocorreram 35.551 óbitos por causas externas em 2005. Destes, 90% (ou 32.017) referem-se à população masculina.

Segundo o Ministério da Saúde, entre os 125.816 óbitos por causas externas ocorridos em 2005, predominaram aqueles causados por homicídios (37,1%), por acidentes de trânsito (28,4%) e suicídios (6,8%). Os homicídios (40,8%) predominam na população masculina, enquanto os acidentes de trânsito (32,1%) são a causa mais freqüente dos óbitos femininos por causas externas. O percentual de óbitos por suicídios entre as mulheres é ligeiramente maior que (8,7%) entre os homens (6,4%).

Os percentuais relativos às mortes por homicídios, por exemplo, quase duplicaram, desde 1980, indo, no período, de 19,8% para 37,1% entre o total de óbitos, de 22,4% para 40,8% entre os homens e de 9,4% para 18,3% entre as mulheres. O percentual de suicídios entre as mulheres quase não se alterou, entre 1980 e 2005.

Também no grupo etário dos 20 aos 29 anos, entre 1980 e 2005, os percentuais relativos às mortes por homicídios, quase duplicaram, indo de 28,8% para 52,9% entre o total de óbitos, de 30,7% para 55,1% entre os homens e de 17,1% para 33,0% entre as mulheres. Já o percentual de suicídios entre as mulheres reduziu-se de 13,2% para 10,5%, no período

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