segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

ACRÓSTICO II


PAULO ATHOS ACRÓSTICO



por Odemar Leotti*




Pausas, passagens, paradas, pensares, pulsares mais e menos fortes,

Atalhos redemoinhos espirais, ponto incógnito, pontos incapturáveis

Uivos, urros, uma voz fala consigo mesmo e não mais se lê como antes

Leituras múltiplas que fogem de nosso controle levada pelo corpo

Ocultações a si mesmo. Fugas e perdições e o fervilhar embaralhado



Atonicidades sempre existiram e não espantam mais os viajantes

Todas as estradas pertencem somente a quem sempre viaja

Honrar a vida é fabricá-la em várias viagens para fora dela

Ornamentá-la quando prazerosa, cheirosa e gostosa.

Suspendê-la quando viçosa e sem o brilho de um amanhecer.


*Mestre em História Social pela Unicamp em 1998, lotado no Departamento de História da Universidade de Mato Grosso, escreve para o jornal O REBATE, a quem agradeço a imerecida homenagem.

Nenhum comentário:

Meu filho

Tenho em minha vida o homem mais doce que existe, meu filho. Quem tem a felicidade de conhecê-lo, sabe disso. Um cara amigo, leal, com ...