A POLÍCIA QUE MAIS MATA NO MUNDO

























Licença para matar...mais.

As mortes em confrontos com a polícia no Estado do Rio de Janeiro no mês de maio subiram 7,3% em relação a maio de 2007, mostra a análise do Instituto de Segurança Pública (ISP) sobre o índice de criminalidade no Estado. No total do ano, foram 649 mortes, um aumento de 10,8% em relação ao total do mesmo período de 2007 (586 mortes). Os números foram contabilizados pelo Núcleo de Pesquisa em Justiça Criminal e Segurança Pública (Nupesp).

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Outros crimes que apresentaram aumento em 2008, segundo os números contabilizados pelo Núcleo de Pesquisa em Justiça Criminal e Segurança Pública (Nupesp), foram os homicídios culposos no trânsito - com aumento de 1,2% em relação a maio passado e de 0,6% em relação ao acumulado do ano -, os latrocínios (roubos seguidos de mortes) - aumento de 29,4% no mês e 20,8% no acumulado do ano - e o roubo a transeunte - com aumento de 8,9% no mês e 18,5% no acumulado do ano até maio.

Já crimes como homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte, roubo e furto de veículos e roubo em coletivos e residências apresentaram queda em comparação a 2007, tanto no mês de maio como no acumulado do ano.

Os homicídios dolosos diminuíram 11,8% no mês e 9,3% no acumulado, e as lesões corporais seguidas de morte tiveram 17 casos no acumulado do ano, em relação às 24 mortes de 2007, uma redução de 29,2%.

O ISP declarou que não comenta o impacto dos números, responsabilizando-se apenas pela metodologia de pesquisa e divulgação do resultado. E a Secretaria de Segurança Pública do Estado declarou que nenhum dos responsáveis estava disponível para comentar os resultados nesta sexta-feira, 25.

Polícia que mais mata

Os números vêm para confirmar uma estatística revelada no início do mês de julho: nunca policiais fluminenses mataram tanto quanto neste ano. E se distanciaram ainda mais num ranking negativo: é a polícia que mais mata no mundo, como já mostravam dados de 2003. Um em cada cinco homicídios, como a morte do menino João Roberto, de 3 anos, tem como autor um policial.

Entre os Estados brasileiros e países que registram dados oficiais, os 1.195 autos de resistência - quando o agente alega ter matado em confronto - de 2003 já superavam todos os casos na Europa e na América do Norte.

Em todas as divisões dos Estados Unidos, registraram-se 370 vítimas em ações policiais. Nem mesmo as forças sul-africanas, consideradas as mais violentas do mundo, chegaram perto dos colegas fluminenses no período - 681 vítimas. Só o Estado de São Paulo, com 756 registros, se aproximou. Na comparação com países europeus, havia um abismo. Duas pessoas foram mortas em confronto com a polícia francesa em 2003, mesmo número registrado no Reino Unido. Em Portugal, apenas uma pessoa morreu nesse período. Na América Latina, o líder negativo era a Argentina, mesmo assim com 288 vítimas.

No ano passado, porém, as diferenças entre paulistas e fluminenses se acentuaram. No Estado de São Paulo, houve 377 autos de resistência; no Rio, foram 1.330. Para piorar, o total de mortes em confronto registrados no Estado vizinho avançou 12% entre janeiro e abril deste ano (502 autos de resistência) em relação ao mesmo período do ano passado (449 casos).

Fonte: O Estado de S. Paulo


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