quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Rede Globo e a mídia golpista querem um golpe na Venezuela









Querem um golpe na Venezuela



Por Larte Braga

A REDE GLOBO DE TELEVISÃO, através do JORNAL NACIONAL, a exemplo do que fez em abril de 2002, está envolvida até a medula na tentativa de desestabilizar o governo do presidente Hugo Chávez da Venezuela. A pregação golpista do JORNAL NACIONAL é vergonhosa, ainda mais para uma empresa que sustentou a ditadura militar no Brasil e se caracteriza em seus noticiários por mentir em função dos interesses que representa.

Em abril de 2002 a rede deslocou a comentarista Miriam Leitão para uma série de reportagens em Caracas sobre o governo Chávez. Foi apresentada uma semana antes da tentativa frustrada de golpe contra o presidente daquele país. Na última matéria da série, cinco matérias, Miriam disse o seguinte – “a Venezuela não agüenta mais Hugo Chávez” –. Deposto na quinta-feira seguinte numa farsa montada por redes privadas de televisão, como a GLOBO, Chávez voltou ao poder no domingo, em meio a manifestações de milhões de venezuelanos em Caracas e em todo o país. Em agosto, um referendo atestado pelo ex-presidente dos EUA, Jimmy Carter, confirmou a vontade do povo venezuelano – Chávez e não Miriam Leitão –.

Um mês após a tentativa de golpe o empresário Gustavo Cisneros, dono de várias empresas na Venezuela e nos Estados Unidos, amigo de George Bush e do ex-presidente venezuelano Carlos André Pérez (preso por corrupção por um bom período), andou pelo Brasil alardeando interesse em comprar uma empresa brasileira de televisão, uma rede, noticiário que chegou a envolver o SBT, do grupo Sílvio Santos. Veio com o pretexto de lançar sua biografia.

Cisneros é dono do grupo VENEVISIÓN e em 2002 fez parte do grupo de redes que tentou o primeiro golpe midiático da história, documentado ao vivo por dois cineastas irlandeses e com o nome “a revolução não será televisionada”.

A pregação golpista do JORNAL NACIONAL (Nacional de Washington) pode ser vista em

http://www.youtube.com/watch?v=6wYajREF4Ic

Numa das cenas de um documentário sobre o golpe um partidário de Chávez é mostrado reagindo a disparos vindos de vários pontos onde se encontravam os manifestantes contrários ao presidente e a televisão venezuelana, como vive fazendo a GLOBO aqui, dizia que o homem estava atirando em inocentes. Aberta a câmera, do outro lado não havia ninguém, os atiradores eram contra Chávez estavam em pontos estratégicos. A tevê venezuelana mentia.

No dia seguinte à deposição de Chávez, a sexta-feira, um grupo de apresentadores de telejornais venezuelanos, redes privadas, comemorou na casa de um deles, a farsa montada para simular o apoio do alto comando militar. Um dos jornalistas de uma das redes, em crise de consciência, pediu demissão e relatou ao vivo a dois cineastas irlandeses a montagem do golpe, a proibição de notícias a favor de Chávez, de greves e manifestações a favor do presidente, a participação do governo Bush (toda ela mostrada no documentário) e da mídia norte-americana em toda a América Latina, vale dizer, a GLOBO e seu jornal de mentiras, o JORNAL NACIONAL.

A volta de Chávez, no domingo, milhões de venezuelanos nas ruas, em Caracas e no interior do país, não foi noticiada. Não convinha a GLOBO, era preciso esperar novas instruções de Washington, não contavam com a reação do povo daquele país.

Lá como aqui sempre existe um Boris Casoy. Uma das reuniões dos golpistas, filmada e parte do documentário “a revolução não será televisionada”, exibe um empresário alertando para o risco que empregados domésticos representam para os patrões, pois são aliados de Chávez.

São tratados com desdém. Com desrespeito.

O golpe em Honduras, patrocinado por Washington, despertou apetites golpistas vorazes nas elites venezuelanas e trouxe o apoio das elites brasileiras, principalmente da mídia mentirosa, no caso a GLOBO.

William Bonner e Fátima Bernardes, com ares sisudos, graves, dando impressão que falam verdades absolutas, mentiram e pregaram um golpe contra Chávez na edição de 28 de janeiro deste ano.

São pagos para isso, não têm escrúpulos, a consciência já foi perdida faz tempo. São robôs, como Miriam Leitão e antigos agentes da repressão, caso de Alexandre Garcia, ou empregados de Gilmar Mendes (empregado de Daniel Dantas), caso de Eraldo Pereira.

Fazem o mesmo com o MST no Brasil, transformando o movimento em organização “terrorista”.

Uma vala com dois mil corpos foi encontrada na Colômbia. Civis executados por paramilitares ligados aos EUA. Paramilitares formam uma organização de extrema-direita, de apoio ao governo do narcotraficante Álvaro Uribe. Executam líderes de oposição, sindicalistas, camponeses, grilam terras e sustentam-se no tráfico centrado no Palácio do Governo.

A história do JORNAL NACIONAL mostra o profundo desdém da GLOBO pelos brasileiros. Sustentou a ditadura, omitiu a campanha das diretas, fabricou Collor de Mello, omitiu a luta pelo impedimento do ex-presidente até ter garantias que nada sofreria, nenhuma retaliação, manteria intactos os privilégios. Sugou cofres públicos quando esteve para falir chantageando o governo de FHC com a invenção da candidatura Roseana Sarney e depois a operação que rendeu à rede 250 milhões de dólares (do contribuinte brasileiro, do cidadão brasileiro), via BNDES.

Omitiu um desastre aéreo para exibir um dossiê falso nas vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 2006 (todas as outras redes já haviam noticiado o acidente com o avião da GOL e centenas de mortos).

William Bonner refere-se ao telespectador padrão, dominado, como sendo uma espécie de Homer Simpson, fez isso diante de estudantes e professores, ou seja, um idiota que cumpre seus deveres e aceita o papel de idiota. Alusão a um personagem de uma série de tevê dos EUA.

Não contesta. Cai de quatro o tempo todo.

São repugnantes.

O que há na Venezuela é a enésima tentativa de golpe contra Chávez a partir dos EUA, de elites venezuelanas subordinadas àquele país (elites são apátridas).

A Venezuela hoje oferece a seu povo uma realidade diversa daquela em que empregado doméstico, como gari aqui na visão de Boris Casoy é ameaça, ou a última categoria na escala de trabalho. São preconceituosos. Educação, saúde, reforma agrária, o dinheiro do petróleo a serviço dos direitos básicos do cidadão venezuelano e repúdio às políticas colonizadoras e agressoras dos EUA e suas colônias (Colômbia e Peru), agora Honduras e outros espalhados pelo mundo.

A GLOBO no Brasil cumpre o papel de secundar as tentativas de golpe, de desestabilizar o governo do presidente Lula para viabilizar a eleição do funcionário da Fundação Ford que, atualmente, governa São Paulo e chegar ao processo de liquidação do País.

Passarmos de BRASIL para BRAZIL, entupidos de bases dos EUA.

Aí vai ser a glória. William Bonner e Fátima Bernardes vão poder apresentar o JORNAL NACIONAL em inglês e danem-se os brasileiros, somos adereços nos interesses inescrupulosos e bandidos dessa gente.

A revolução bolivariana de Chávez é respaldada pela opinião pública daquele país, em eleições, referendos e ampla participação popular. A perspectiva de guerra civil para facilitar os interesses norte-americanos, um confronto com o governo narcotraficante da Colômbia são provocações montadas em Washington.

Obama, o de pele negra e ideologia ariana, não admite, como não admitia Bush que escravos latinos deixem de sustentar o império falido e doente que preside.

A luta dos trabalhadores venezuelanos é a luta dos povos latinos.

A decisão de não renovar a concessão do canal privado RCTV foi por conta de todo o processo golpista. A reação da GLOBO aqui é para manter o monopólio das comunicações e da prostituição na televisão, via BBB. A forma prostituída com que defendem com unhas e dentes os interesses norte-americanos.

Para se ter uma idéia, com os índices mais baixos que os usuais, a equipe do BBB está estudando a possibilidade de permitir uma transa explícita entre dois dos participantes do programa para alavancar a audiência.

É o tipo de respeito pela democracia cristã, ocidental e capitalista que a rede manifesta.


Fonte Casa da América Latina

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