CHACINA MASCARADA


Levantamento feito por 'O Globo' em dez emergências de hospitais do Rio - municipais, estaduais e federais - mostra que, dos 1.222 baleados atendidos nestas unidades este ano, 31% já chegaram mortos, a maioria levados por PMs, garantem os médicos. Assim, se desfaz a cena do crime. Este ano, no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, dos 184 baleados atendidos na emergência, 91 chegaram mortos. O hospital é o que mais recebe cadáveres no estado.

O argumento utilizado para levar corpos dilacerados por tiros e granadas às unidades de saúde também serve para esconder possíveis execuções praticadas por policiais.

Segundo a pesquisa do Globo, só este ano foram 387 locais de crimes desfeitos, prejudicando as investigações policiais e a identificação de criminosos.

- Sem o cadáver, fica impossível concluir as circunstâncias do crime. O local do crime tem que ser preservado. Isso é respeitado no mundo inteiro - afirma Mauro Ricart, perito criminal há 35 anos e ex-diretor do Instituto de Criminalística e da Polícia Técnica do Rio.

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