sábado, 31 de maio de 2008

ONU: RIO DE JANEIRO, UMA POLÍTICA DE CHACINA


Relatório da ONU acusa autoridades fluminenses de incentivar violência policial.





SÃO PAULO - O documento preliminar sobre o Brasil elaborado pelo relator das Nações Unidas (ONU) de Execuções Sumárias, Philip Alston, alerta que as polícias do país estão intimamente ligadas às execuções e ao crime organizado, de acordo com reportagem publicada no jornal "O Globo". No texto, que será apresentado em Genebra na segunda-feira, Alston faz severas recomendações às autoridades brasileiras e pede amplas reformas no sistema de segurança nacional. Segundo Alston, a impunidade pelos cerca de 45 mil assassinatos anuais no Brasil é perturbadora. Ele cita que, no Rio de Janeiro e em São Paulo, apenas 10% dos homicídios chegam a ser julgados. Em Pernambuco, o índice cai para 3%.

Após receber críticas da Anistia Internacional esta semana, o governo do Rio voltou a ser citado como o pior exemplo. Segundo o texto, a postura das autoridades fluminenses incentiva a violência policial. Logo no primeiro parágrafo, o relator registra que um alto oficial da polícia do Rio comparou pessoas mortas em megaoperações a insetos, ao se referir à polícia como "o melhor inseticida social". O oficial citado é o coronel Marcus Jardim, chefe do 1 Comando de Policiamento de Área (CPA).

Ao ser informado do relatório da ONU, o governador Sérgio Cabral afirmou, em nota, que "o confronto é indesejável, mas inevitável". O ministro da Secretaria de Direitos Humanos do governo federal, Paulo Vannucci, disse que só se pronunciaria depois de ser informado oficialmente sobre o relatório.


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