CHORORÔ RUBRONEGRO...



E ninguém cala esse chororô...




De maneira geral, me considero um analista frio do que ocorre no futebol. Mas na noite de quarta-feira, fui tomado por um irrefreável acesso de riso ao assistir pela televisão ao espancamento que o Clube da Comunidade da Praia do Pinto tomou do modestíssimo América do México no Maracanã. O time comandado pela última vez por Joel Santana, além do baile que levou de nossos hermanitos mexicanos, além de ser arrasado pelo adversário, foi inapelavelmente banido da Copa Libertadores de 2008, diante de estupefatos 50 mil de seus torcedores. A rigor, o já famoso Clube da Comunidade da Praia do Pinto não perdeu apenas de 3 a 0, como provocou um risível chororô por parte de seus jogadores, técnicos, dirigentes e adeptos.

Depois que o árbitro Alfredo Intriago, do Equador, encerrou a partida, provocando uma cena patética do microcéfalo goleiro Bruno (atacado por um chororô irresistível), fiquei preocupado com o que ocorreria no entorno do Maracanã. O que provocaria a eliminação insofismável da Copa Libertadores nos habituais machões da horda rubro-negra? Depredação de ônibus, trens, automóveis, lojas e casas comerciais nas proximidades do estádio? Habituais arrastões de incautos cidadãos que passavam pelas proximidades? Ou o que sempre ocorre – nas vitórias, empates e derrotas – assaltos, agressões e pilhagens entre os próprios torcedores do Clube da Comunidade? Felizmente eu estava posto em sossego em casa e só tive mesmo o tal ataque de riso.

Durante pelo menos seis meses, o Framengo, aliás Flamengo, sonhou com uma viagem a Tóquio, nas palavras de Márcio Braga e Kleber Leite, que humilharam seus adversários no Campeonato Carioca. E agora? Dizem, não estava lá, graças às minhas premonições, que o novo treinador do crube, aliás clube, o famosíssimo Caio Júnior, teve que ser amarrado na cadeira que ocupava numa das cabines de rádio, pois já estava a fim de dar no pé e deixar o Clube da Comunidade na mão. Caio Júnior, por isso, irritado, não pôde participar do chororô generalizado que tomou conta dos jogadores e dos jogadores após a partida. O vestiário do Framengo, aliás Flamengo, parecia um velório diante do caixão da Copa Libertadores, abatida a tiros.

Agora, depois da tragédia, quero ver o que vão dizer os integrantes da Fla-Prensa. Que desculpas vão dar para a surra que o Clube da Comunidade tomou? O órgão líder da Fla-Prensa – será que preciso identificá-lo? – colocou apenas uma notinha na primeira página, anunciando a catástrofe ocorrida em pleno Maracanã, onde o Framengo, aliás Flamengo, se achava imbatível diante de todos os escretes do mundo. Mas ninguém – a não ser os torcedores do crube, aliás clube – teve uma noite tão feliz e bem dormida. Os indomáveis da Gávea, que custam a Márcio Braga três milhões de reais mensais, agora vão suar para garantir seus salários pois a festa acabou.

Do alto de um edifício nas proximidades do Maracanã, um torcedor anônimo, munido de um megafone, cantava feliz:

"E ninguém cala...

esse chororó...

chora o Joel

chora Márcio Braga

e o torcedor"





Moral da história: Quem chora por último... chora, mais!!!!

Fonte: Blog do Roberto Porto.

http://portoroberto.blog.uol.com.br/index.html

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