PODER PARALELO: MILÍCIA OBRIGA ESTADO A TRANSFERIR VARAS CRIMINAIS DE CAMPO GRANDE PARA A CAPITAL DO RIO DE JANEIRO


Milícia pode ter provocado mais uma morte na Zona Oeste do Rio. Promotores agora vão trabalhar no Centro

RIO DE JANEIRO - André Luiz Correia Vial, de 28 anos, foi executado nesta quarta-feira de manhã, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, com mais de dez tiros de pistola 380. De acordo com a polícia, André Luiz seria despachante de uma cooperativa de van que tem ponto perto do local do crime. Segundo testemunhas, por volta das 11h, um homem teria descido de um carro, a poucos metros de distância do local, e andado a pé até onde André Luiz se encontrava. Após efetuar os disparos, o assassino fugiu.

Os tiros atingiram também uma lan house, ao lado do ponto de van. Pedaços do vidro da loja feriram uma pessoa no braço. Um inquérito foi instaurado na 35ª DP (Campo Grande) para apurar quem foi o autor do crime e os motivos do assassinato, além de investigar se o caso tem relação com a milícia que atua na Zona Oeste.

Nesta quarta-feira, o procurador-geral de Justiça, Cláudio Lopes, decidiu transferir os três promotores criminais que investigam crime organizado e milícias, em Campo Grande. Por questões de segurança, eles passarão a trabalhar no Centro da cidade, onde funcionarão as varas de Justiça que também foram transferidas.

Segundo Lopes, a medida foi tomada em conjunto com o presidente do Tribunal de Justiça, Luiz Zveiter. As duas varas de Campo Grande serão inauguradas hoje, no Fórum da capital.

- “Não temos informações de ameaça a qualquer profissional, mas houve alguns crimes naquela região. É importante manter a segurança de $tem o dever de investigar e julgar esse tipos de crimes” - afirmou Lopes.

O Ministério Público estadual deverá firmar um convênio com a Polícia Federal nas próximas semanas para que seja feito um trabalho conjunto de combate ao crime organizado. Outra medida tomada por Lopes é a ampliação dos trabalhos do Centro Integrado de Apuração Criminal (Ciac) da Polícia Civil para acabar com os acervos cartorários das delegacias. O Ciac, que atua apenas na capital, passará também a analisar os acervos na Baixada Fluminense, em Niterói e em São Gonçalo.

- Vamos tentar também evitar a impunidade de criminosos devido a falhas em investigações que não tiveram sucesso. Por isso, esse esforço conjunto do MP com a Polícia Civil - disse Lopes.

Fonte: O Globo


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