sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

ATÉ A MINHA ÚLTIMA VALSA!

Sábado, Dezembro 03, 2005


ATÉ A MINHA ÚLTIMA VALSA!



por Paulo David


Queria chegar como uma brisa ligeira para agradecer a cada um de vocês por tê-los como amigos, por não estar só em minhas lutas.

Queria mais. Muito mais.

Queria colocar uma medalha de Honra ao Mérito no peito de cada um e uma coroa de louros na fronte de cada um, por que vocês são pessoas mais que únicas, são especiais.

Falo não só da capacidade intelectual que vislumbro em suas digas, em suas palavras, na força que elas me dão; falo é do interior de cada um; da beleza infinita e única que vejo em cada um de vocês; nessa capacidade de se dar, de se entregar, de doar amor, de se doar ao outro: sem nada pedir.

Não parece, mas cada palavra pronunciada ou escrita tem seu lugar na eternidade e ecoa nos espaços e na humanidade, passando de ser para ser, de homem para homem, de mulher para mulher, cirandando com as crianças e sussurrando a frase chave:

-“Nós tornaremos o mundo melhor!”

Sim. Não tenho dúvida da capacidade desse pequeno-grande-exército que formamos. Já fomos muito menos.

Nossa voz e nossas palavras escritas se espalham pela terra e pelos espaços na voz do vento e dos anjos, pois somos pessoas do bem, lutamos pelo bem, estamos ao lado do bem.

Quando gritamos nossas iras contra a tortura, não pedimos a morte ou a aflição para o torturador: pedimos à Vida, que o traga para o nosso lado.

E, ao torturado, que aprenda o perdão e que não perca a coragem de lutar por outros que, nesse momento, estão sendo alvo de prática de tortura: na delegacia do nosso bairro, num quartel de nossa cidade, num desvão de nosso país, por todos os recantos e campos da Terra.

Enquanto houver alguém sendo torturado, ainda não vencemos a tortura.

Igualmente se dá com relação à Pena de Morte: que nada resolve. Só aumenta o número de cadáveres e a tristeza da Vida.

Besteira pensar que se acaba a violência com mais violência ou que se colhe amor semeando ódio e intolerância.

Falta Justiça Social? Falta! E a ausência dela é a grande responsável por tudo isso que fere o mundo.

Lutemos por Justiça Social. Sem ódio. Nossos adversários políticos ou ideológicos, não devem ser olhados como inimigos. Qualquer um que defenda a Justiça Social, que está ao lado do bem, lutando pelo bem: já considero um irmão. Independente de time ou de partidos políticos. Não precisa torcer pelo meu time: basta amar o outro, basta propagar o bem e torcer pela humanidade. Acima de tudo: perco um campeonato, uma eleição, mas não quero perder uma vida.

A Vida e a Liberdade caminham ao meu lado. Elas me levaram até vocês.

E disso não abro mão: com vocês ficarei até o anúncio de minha última valsa!

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