sábado, 30 de janeiro de 2010

Fruto da política UPP de pacificação, invasão do bem nas favelas cariocas: turistas

Turistas nas favelas

RIO, 30 de janeiro de 2010 - Um ângulo da cidade que a maioria dos cariocas desconhece revela paisagens inéditas e cria novos cartões postais para símbolos já consagrados, como o Corcovado, a Praia de Copacabana, o Pão de Açúcar e a Baía de Guanabara. Com apenas seis meses da implantação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Leme, os moradores das favelas de Chapéu Mangueira e Babilônia se organizam para inaugurar um polo turístico comunitário - dentro de um dos bairros mais visitados - abrindo caminho para o desenvolvimento econômico dessas comunidades e oferecendo aos visitantes uma das trilhas mais belas do Rio, até pouco tempo usada por traficantes para invadir ou fugir de favelas: a área de proteção ambiental dos morros do Leme e Babilônia-São João. É o que mostra a reportagem de Elenilce Bottari, publicada no jornal O Globo deste domingo.

Trata-se de um passeio de cerca de duas horas de caminhada por Mata Atlântica, atravessando os morros do Leme e da Babilônia até uma antiga refinaria de café, a cerca de 200 metros de altura do nível do mar. Saindo do conceito também já conhecido de turismo em favelas - passeios de jipe em comunidades carentes -, o que esses moradores oferecem é uma soma da história, turismo ecológico e um pouco da cultura local, com direito a aulas de samba e percussão, feirinha de artes e almoço com comidas típicas, como feijoada, bobó e o churrasco da laje.

E melhor: a garantia de estar numa das áreas mais bem policiadas do Rio. Em razão da UPP, os morros do Leme têm hoje um policial para cada 60 habitantes, quase quatro vezes o índice de Nova York. Para garantir o desenvolvimento econômico, a Associação de Moradores do Chapéu Mangueira está criando a primeira secretaria de turismo comunitária da cidade, uma espécie de braço operacional entre operadoras de turismo e os serviços que serão oferecidos.


Fonte O Globonline

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