Unidade de Policia Pacificadora (UPP) no Morro do Borel


Pelo planejamento, a primeira fase da tomada da região será após o Carnaval. Para manter a vigilância permanente, a Polícia Militar pode contar com 391 recrutas que se formam em abril. Em maio, outros 398 estarão prontos para começar a trabalhar nas ruas.

A UPP da Zona Norte é uma das mais esperadas. A maior reivindicação é a instalação de uma delas no complexo de morros do Alemão, na Penha. Isso porque, com a implantação das outras sete unidades nas zonas Sul e Oeste, os bandidos ‘despejados’ teriam montado base nas favelas do Alemão. Mas, nos últimos seis meses, a cúpula da polícia levou em consideração a guerra entre traficantes, que deixou vítimas, aterrorizou a população e ainda derrubou um helicóptero.

A tática de tomada do morro será comandada pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope). Nesse período, os policiais vasculham a área em busca de armamento pesado, drogas e na captura de criminosos. Ontem, por exemplo, PMs da UPP das comunidades Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, em Copacabana, apreenderam diversas peças de fuzil, como três canos, dois conjuntos de gatilho, três molas de recuperação, dois suportes de cano, além de dois carregadores de calibre 7.62, carregador de Madsen, sete carregadores de pistolas, silenciador de pistola e munição de calibres 12 e 9mm.

O material foi encontrado dentro de um tonel, na localidade conhecida como Vietnã. No projeto do Borel, a meta é montar uma base na favela e depois estender o policiamento para os morros vizinhos, como o da Casa Branca, Formiga e Indiana. Para consolidar a ocupação, serão usados os policiais novos. O Borel ficou conhecido por ser dominado durante anos pelo traficante Isaías da Costa Rodrigues, o Isaías do Borel, preso atualmente na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná.

A ocupação do Complexo do Alemão ainda não tem data definida. Na segunda-feira, o comandante-geral, Mário Sérgio Duarte, afirmou que tanto os complexos da Maré e do Alemão vão ganhar UPPs até 2016. Até lá, segundo o oficial, todas as grandes comunidades da Região Metropolitana terão uma UPP instalada. A Secretaria de Segurança tem ainda um mapeamento de 100 favelas do Rio. Elas foram eleitas por ter grande número de traficantes e serem esconderijos de armamentos de guerra.

Companhias descentralizadas

Até março, todas as 31 companhias dos 18 batalhões da capital vão ter sedes e comandos fora das unidades. Na semana passada, o comandante do 1º Comando de Policiamento de Área da Capital (CPA), coronel Marcus Jardim, fez uma reunião com os capitães responsáveis pelo comando operacional das companhias. “O nosso objetivo é colocar os comandantes de companhias perto das delegacias. Assim, poderemos trabalhar em conjunto com a Polícia Civil com base nos índices de criminalidade”, explicou Jardim.

Em Santa Teresa, a PM está reformando um posto próximo ao Largo dos Guimarães, que será a sede da 3ª Companhia. “A estrutura, como carros e alojamentos, e os 150 homens dessa unidade continuam no batalhão.

Mas o comandante da companhia ficará em Santa Teresa. Assim, ele também estará mais perto da comunidade”, afirmou o comandante do 1º Batalhão (Estácio), Cesar Tanner. A unidade, segundo ele, também está procurando um local para montar a estrutura da 2ª Companhia. “A princípio, estamos vendo um terreno na Rua Carmo Neto, na Cidade Nova. Nesta companhia, estão lotados mais 150 policiais”, adiantou o oficial. De acordo com a PM, os investimentos para adaptar o espaço de cada companhia giram em torno de R$ 10 mil.

Fonte: O Dia online

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