DEPUTADO NATALINO SE DEFENDE E CHAMA DELEGADO DE CANALHA E MENTIROSO




Deputado insulta delegado em entrevista

Natalino Guimarães chamou o titular da 35º DP de 'mentiroso e desequilibrado mental'.

Em entrevista, Natalino disse que nem ele nem o irmão têm envolvimento com milícia.

Após ser acusado pelo delegado Marcus Neves, titular da delegacia de Campo Grande (35º DP), como um dos mentores do ataque à delegacia na madrugada de quarta-feira (10), o deputado estadual Natalino Guimarães (DEM) concedeu entrevista à Rádio CBN afrontando e insultando o delegado.

“Esse delegado é um mentiroso, um desequilibrado mental que está deixando o dinheiro público, do povo, escoar pelo vaso sanitário. O delegado não está fazendo uma investigação para prender os verdadeiros bandidos, que a essa hora devem estar comemorando a bomba num churrasco,” declarou.

O deputado também afirmou que desconhece as pessoas presas, acusadas de confeccionar a bomba utilizada no atentado. Dois presos teriam dito na delegacia que trabalhavam para o deputado estadual.


Deputado nega envolvimento com milícias

Natalino disse ainda que nem ele, nem seu irmão, o vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho, têm ligação com as milícias. Natalino afirmou que a bomba deve ter sido jogada na delegacia para incriminá-lo.

“Eu sou um homem de bem, meu compromisso é com o povo. O delegado é um bobalhão ordinário e deveria estar num hospício. Estou achando essa bomba muito suspeita. Para mim, ela foi plantada lá (na delegacia) para prejudicar a minha imagem,” disse o deputado.

Na tarde de quarta-feira (11), dois policiais civis foram identificados como suspeitos de envolvimento no ataque com uma bomba à delegacia de Campo Grande. O delegado Marcus Neves informou que vai pedir a prisão temporária dos dois nos próximos dias.


Beltrame diz que polícia não vai recuar

Em nota, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, afirmou que o ataque à bomba ocorrido na madrugada desta quarta-feira “é um ato grave e só reforça a decisão da Secretaria de Segurança de investigar e prender os grupos que tentam estabelecer áreas de exploração no Rio de Janeiro.”

“A identificação e a prisão em poucas horas de envolvidos no atentado é exemplo de nossa determinação. Em hipótese alguma as polícias do Rio vão recuar na repressão a milicianos, traficantes ou qualquer criminoso que venha ameaçar a legitimidade do Estado”.


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Fonte G1 e O Globo

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