terça-feira, 17 de junho de 2008

SEM HONRAS MILITARES


Comandante da tropa que ocupa Providência pede desculpas.

General da Brigada Motorizada se reuniu com parentes das vítimas.

Ele disse que precisa concluir 20 casas, mas depende de Brasília para seguir em frente.

O comandante da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada, general Mauro César Cide, pediu desculpas a um grupo de moradores do Morro da Providência, local onde moravam os três jovens encontrados mortos num lixão da Baixada Fluminense, no fim de semana, depois de serem detidos por um grupo de 11 militares do Exército. O general comanda as tropas que estão trabalhando no morro.

A reunião entre os militares e os sete moradores – incluindo parentes dos três mortos – foi no quartel do batalhão, no bairro do Santo Cristo, na região central da cidade, e que fica próximo aos morros da Providência e da Mineira, onde as vítimas teriam sido entregues aos integrantes de uma facção de traficantes.

O general informou que a decisão de permanecer ou não morro deverá ser tomada pelo Ministério da Defesa nas próximas horas. Ele disse que a prioridade, no momento, é terminar 20 casas que estão destelhadas, mas depende de uma decisão a ser tomada em Brasília ou, no Rio, pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim.

Os operários que trabalham no morro já manifestaram a intenção de concluir as obras desde que os militares se retirem do Morro da Providência, onde o Ministério da Cidade desenvolve um projeto chamado Cimento Social, que tem como inspirador o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ).

Os parentes das vítimas estavam acompanhadas de advogados que se mostraram dispostos a iniciar ações de pedido de indenização à União.

A polícia investiga se as vítimas chegaram a ser levadas para o quartel antes do crime.

Fora do morro

A Defensoria Pública da União anunciou que vai pedir à Justiça Federal para que seja determinada a retirada do Exército do Morro da Providência. Para o defensor público André Ordacgy, a Constituição não prevê que o Exército faça o trabalho de segurança pública, que deve ser feita pelas polícias Civil, Militar, Federal, Rodoviária Federal e Ferroviária.

O Ministério Público Militar informa que dois membros da Procuradoria da Justiça Militar no Rio de Janeiro foram designados pela procuradora-geral da Justiça Militar, Cláudia Márcia Ramalho Moreira Luz, para acompanhar o inquérito. O procurador da Justiça Militar Antônio Antero dos Santos e a promotora da Justiça Militar Hevelize Jourdan Covas Valle, membro do Grupo de Direitos Humanos do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais, verificarão o suposto envolvimento dos militares nas mortes dos três jovens.



Fonte: G1


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